As Invasões Estrangeiras ao Brasil Exercícios com Gabarito

01. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (Fuvest) Sobre a presença francesa na baía de Guanabara (1557-1560), podemos dizer que foi:

a) apoiada por armadores franceses católicos que procuravam estabelecer no Brasil a agroindústria açucareira.
b) um desdobramento da política francesa de luta pela liberdade nos mares, e assentou-se numa exploração econômica do tipo da feitoria comercial.
c) um protesto organizado pelos nobres franceses huguenotes, descontentes com a Reforma Católica implementada pelo Concílio de Trento.
d) uma alternativa de colonização muito mais avançada do que a portuguesa, porque os huguenotes que para cá vieram eram burgueses ricos.
e) parte de uma política econômica francesa levada a cabo pelo Estado, com intuito de criar companhias de comércio.


02. (UFG/2006) No período da União Ibérica (1580-1640), o domínio espanhol sobre Portugal provocou, também, mudanças político-econômicas importantes no império colonial português. Explique uma das mudanças ocorridas na América portuguesa, resultante da dominação espanhola.


03. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (UEL/2001) “Se determinais Deus meu dar estas mesmas terras aos piratas de Holanda, porque não as destes enquanto eram agrestes e incultas, senão agora? Tantos serviços vos tem feito essa gente pervertida e apóstata, que nos mandasses primeiro cá por seus aposentadores, para lhe lavrarmos as terras, para edificarmos as cidades e depois de cultivadas e enriquecidas lhes entregardes? Assim se hão de lograr os hereges, e inimigos da fé, dos trabalhos portugueses e dos suores católicos (…)”.
VIEIRA, A. “Obras completas”. Porto: Lello & Irmãos,1951. v. XIV, p.315.

Com base no texto e em seus conhecimentos sobre a presença holandesa no Brasil, é correto afirmar:
a) O domínio holandês no Brasil constituiu o episódio central dos conflitos entre Portugal e Países Baixos pelo controle do açúcar brasileiro, do tráfico de escravos africanos e das especiarias asiáticas.
b) Senhores de engenho, escravos e índios converteram-se ao calvinismo e recusaram-se a participar do movimento de expulsão dos holandeses da Bahia e de Pernambuco.
c) A intolerância religiosa holandesa para com os católicos, impedindo as tradicionais festas religiosas, procissões e missas, determinou a expulsão dos calvinistas do Brasil.
d) Os portugueses renderam-se aos holandeses por acreditarem que os batavos fundariam mais cidades no Brasil.
e) Para os portugueses, o domínio holandês no Brasil representou uma disputa religiosa sem implicações políticas e econômicas para o Brasil e Portugal.


04. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (Mackenzie) (…) o número de refnarias, na Holanda, passara de 3 ou 4 (1595) para 29 (1622), das quais 25 encontravam-se em Amsterdã, que se transformara no grande centro de refino e distribuição do açúcar na Europa.
Elza Nadai e Joana Neves.

A respeito do aumento de interesse, por parte dos holandeses, não apenas na refnação do açúcar brasileiro, mas também no transporte e distribuição desse produto nos mercados europeus, acentuadamente no século  XVII, é correto afirmar que:
a) com a União Ibérica (1580-1640), os holandeses desejavam conquistar militarmente o litoral nordestino para obter postos estratégicos na luta contra a Espanha.
b) a ocupação de Salvador, em 1624, por tropas flamengas, foi um sucesso, do ponto de vista militar, para diminuir o poderio de Filipe II, rei da Espanha.
c) a criação da Companhia das Índias Ocidentais foi responsável pela conquista do litoral ocidental da África, do nordeste brasileiro e das Antilhas, visando obter mão de obra para as lavouras antilhanas.
d) o domínio holandês, no nordeste brasileiro, buscava garantir o abastecimento de açúcar, controlando a principal região produtora, pois foi graças ao capital flamengo que a empresa açucareira pode ser instalada na colônia.
e) a Companhia das Índias Ocidentais, em 1634, na luta pela conquista do litoral nordestino, propõe a proteção das propriedades brasileiras submetidas à custódia holandesa, porém, em troca, os brasileiros não poderiam manter sua liberdade religiosa.


05. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (Fatec/2006) Em relação ao período da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro, afirma-se:

I. A invasão deveu-se aos interesses dos comerciantes holandeses pelo açúcar produzido na região, interesses esses que foram prejudicados devido à União Ibérica (1580-1640).
II. Foi, também, uma consequência dos conflitos econômicos e políticos que envolviam as relações entre os chamados Países Baixos e o Império Espanhol.
III. As medidas econômicas de Nassau garantiam os lucros da Companhia das Índias Ocidentais e os lucros dos senhores de engenho, já que aumentaram a produção do açúcar.
IV. A política adotada por Nassau para assentar os holandeses na Bahia acabou por deflagrar sua derrota e o fim da ocupação holandesa, graças à resistência dos índios e portugueses expulsos das terras que ocupavam.

São verdadeiras as proposições:
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) I, III e IV.
e) II e IV.


06. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (UFTM-MG/2007) Os holandeses invadiram parte do Nordeste brasileiro no século XVII e, sob Maurício de Nassau (1637-1644), ocorreu o auge desse domínio. A administração de Nassau foi caracterizada:

a) pela concessão de créditos aos senhores de engenho e por incentivos à produção cultural, com a vinda de artistas e cientistas.
b) por uma política de tolerância religiosa e pela tomada das terras dos colonos portugueses, a fim de assegurar aos holandeses a produção açucareira.
c) pela regularização do fornecimento de escravos africanos e pela proibição à participação política dos senhores de engenho.
d) pelo aumento dos impostos cobrados aos colonos portugueses e pela modernização dos engenhos de açúcar mediante investimentos.
e) pela utilização intensiva de mão de obra escrava indígena e pela política de arrocho colonial, com o reforço do monopólio.


07. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (Unesp)

“E se a lição foi aprendida
a vitória não será vã.
Neste Brasil holandês,
Tem lugar para o português
e para o Banco de Amsterdam.”
Chico Buarque e Rui Guerra.
CALABAR, 1973.

Baseando-se nos versos da peça de teatro CALABAR, responda:
a) O que era o “Brasil holandês”?
b) Por que os autores afirmam que no Brasil havia lugar “para o português e para o Banco de Amsterdam”?


08. (IBMEC-SP/2008) “As hostilidades dos colonos luso-brasileiros contra os holandeses começaram ainda antes da partida de Nassau – com a retomada do Maranhão, em fevereiro de 1644 -, demitido de seu cargo pelos diretores da companhia. O respaldo ideológico do catolicismo foi fundamental para unir os colonos luso-brasileiros contra o inimigo calvinista. Não por acaso a insurreição foi denominada pelos próprios senhores de Guerra da Liberdade Divina.”
Aquino, Fernando, Gilberto e Hiran. Sociedade brasileira. Uma história através dos movimentos sociais. RJ: Record. 1999, p. 148.

Considerando o texto, a Insurreição Pernambucana contra os holandeses resultou do (a):
a) Confronto entre proprietários de escravos portugueses e os religiosos holandeses abolicionistas.
b) Interesse inglês em romper com o predomínio mercantil holandês no Atlântico Sul.
c) Pressão da companhia holandesa para que os proprietários rurais pagassem suas dívidas.
d) Caráter religioso antagônico entre holandeses, protestantes, e os portugueses, católicos, no Brasil.
e) Pressão diplomática portuguesa, com apoio da monarquia inglesa para resgatar seus domínios ocupados pelos holandeses.


09. As Invasões Estrangeiras ao Brasil: (UFSM/2013) Analise o mapa e o texto.

mapa da expansão dos domínios holandeses da colônia portuguesa

Os domínios holandeses da colônia portuguesa estenderam-se desde o litoral dos atuais Maranhão até Sergipe. Para administrá-los, foi nomeado o conde Maurício de Nassau, que permaneceu no cargo entre 1637 e 1644. Preocupado em normalizar a rica produção açucareira, o conde conseguiu a colaboração de muitos senhores de engenho, concedendo- lhes empréstimos que permitiram o aumento da produtividade. […]
A administração de Nassau destacou-se pelas realizações urbanísticas e culturais, saneando e modernizando Recife, que se converteu num centro urbano repleto de notáveis obras arquitetônicas, passando a chamar-se Mauritzstadt, ou cidade Maurícia.
Fonte: VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2008. p. 188-189. (adaptado)

A economia colonial portuguesa do nordeste açucareiro constituiu um dos núcleos fundamentais do mercado mundial em expansão, nos séculos XVI e XVII. As invasões dos holandeses, o domínio das regiões produtoras e os investimentos feitos atestam essa importância.

Integram esse contexto histórico, entre outros, os seguintes processos:
I. o domínio da Espanha sobre Portugal durante a denominada “União Ibérica”.
II. as rivalidades entre holandeses e espanhóis na Europa, fruto das lutas para a formação do Estado Nacional holandês em territórios sob o domínio da monarquia espanhola.
III. a continuidade da produção açucareira, caracterizada como uma economia colonial típica, voltada para o exterior, com a função de promover a acumulação primitiva do capital.
IV. o enfraquecimento do controle dos senhores sobre seus escravos durante o conflito com os holandeses, facilitando o aumento das fugas e a ampliação da população dos quilombos, principalmente o de Palmares.

Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I, II e III.
d) apenas III e IV.
e) I, II, III e IV.


10. (PUC RS) As invasões holandesas no Brasil, no século XVII, estavam relacionadas à necessidade de os Países Baixos manterem e ampliarem sua hegemonia no comércio do açúcar na Europa, que havia sido interrompido:

A) pela política de monopólio comercial da Coroa portuguesa, reafirmada em represália à mobilização anticolonial dos grandes proprietários de terra.
B) pelos interesses ingleses que dominavam o comércio entre o Brasil e Portugal.
C) pela política pombalina, que objetivava desenvolver o beneficiamento do açúcar na própria colônia, com apoio dos ingleses.
D) pelos interesses comerciais dos franceses, que estavam presentes no Maranhão, em relação ao açúcar.
E) pela Guerra de Independência dos Países Baixos contra a Espanha, e seus consequentes reflexos na colônia portuguesa, devido à União Ibérica.


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Gabarito com as respostas das questões de História do Brasil sobre As Invasões Estrangeiras ao Brasil:

01. b;

02. – A expansão das fronteiras e o rompimento das linhas definidas pelo Tratado de Tordesilhas;

– A união das coroas ibéricas foi fundamental para as invasões holandesas no Nordeste brasileiro em busca, do domínio das regiões produtoras de açúcar, em função das guerras contra os e espanhóis;

– Incentivo às expedições em busca de ouro.

03. a;

04. d;

05. b;

06. a;

07. a) O nordeste brasileiro ocupado pelos holandeses, a partir das invasões na Bahia (1624-25), e em Pernambuco (1630-1654) após a proibição do rei da Espanha, durante a União Ibérica, da participação holandesa no comércio do açúcar brasileiro.

b) Durante a administração de Maurício de Nassau, banqueiros holandeses financiavam a obtenção de escravos e a produção açucareira aos senhores de engenho, havendo uma relativa tranquilidade na convivência entre os invasores e invadidos.

08. c;

09. e;

10. e

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