Lista de Exercícios sobre as Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia

01. Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia: (Enem–2001) Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada “Calabar”, pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.

– Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatória, traiu a elite branca?

Os textos referem-se também a esta personagem.

Texto I:

[…] dos males que causou à pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos Visconde de Porto Seguro, In: SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

Texto II:

Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em conseqüência de vários crimes praticados […] (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).

CALMON P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959.

Pode-se afirmar que:

A) a peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.

B) a peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.

C) os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demostra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.

D) a peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.

E) a peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.

 

 

02. U. Santa Ursula-RJ A partir do século XVI várias potências européias invadiram a América Portuguesa; entre elas destacamos a Invasão Francesa no Rio de Janeiro entre 1555 – 1567. O Objetivo da França era:

a) O interesse no comércio açucareiro, organização e montagem de engenhos e intensificação do tráfico negreiro.

b) A disputa pelo comércio colonial, isto é, a exploração do pau-brasil e a criação da França Antártica.

c) A aceitação dos indígenas à dominação francesa e o conflito entre colonos e jesuítas pelo domínio e controle da mão-de-obra indígena.

d) A possibilidade de formação de novas classes sociais vindas da França mas empobrecidas pelas lutas religiosas.

e) A cobiça dos franceses pelas terras das Capitanias Hereditárias e exploração das “drogas do sertão” e do açúcar.

 

 

03. Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia: UFRN No Brasil colonial, a ocupação holandesa da costa nordeste está inserida num contexto de disputa mercantilista entre as potências européias.

Nesse sentido, é correto afirmar que o Rio Grande do Norte:

a) mesmo sendo um pequeno produtor açucareiro, contribuiria com uma grande produção algodoeira, importante para as trocas mercantis;

b) apesar de sua produção açucareira pouco expressiva, foi tomado pelos holandeses para assegurar o controle estratégico da nova colônia;

c) por ter grandes rebanhos de gado, atraiu a cobiça de franceses e holandeses que disputavam o controle da pecuária bovina para o mercado europeu;

d) por sua posição geográfica privilegiada, interessava muito aos holandeses, pois facilitaria o apoio a seus navios no caminho para as Antilhas.

 

 

04. (UFPel-RS–2007) […] da amizade dos índios depende em parte o sossego e a conservação da colônia do Brasil e que se tendo isto em vista deve-se-lhe permitir conservar a sua natural liberdade, mesmo aos que no tempo do rei de Espanha caíram ou por qualquer meio foram constrangidos à escravidão, como eu próprio fiz libertando alguns.

Devem-se dar ordens, também, para que não sejam ultrajados pelos seus “capitães”, ou alugados a dinheiro ou obrigados contra sua vontade a trabalhar nos engenhos; ao contrário deve-se permitir a cada um viver do modo que entender e trabalhar onde quiser, como os da nossa nação […]

FRAGMENTO do relatório de Maurício de Nassau aos diretores da Companhia das Índias Ocidentais, em 1644.

O documento demonstra que, durante:

A) a Insurreição Pernambucana, a Companhia das Índias Ocidentais era contrária a qualquer trabalho escravo na produção açucareira.

B) a União Ibérica, os holandeses proibiram o tráfico de escravos para o Brasil e promoveram a liberdade aos indígenas.

C) o Período Colonial, a escravização indígena foi inexistente, devido aos interesses estratégicos e comerciais dos europeus.

D) as ocupações francesas, no Nordeste do Brasil, ocorreram transformações nas relações dos europeus com as populações nativas, no que se refere ao trabalho cativo.

E) a ocupação holandesa, no Nordeste brasileiro, foi combatida a escravização indígena promovida pelos ibéricos.

 

 

05. Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia: (FGV-SP) Guerreado por Madri e pela Holanda, posto em quarentena pela Santa Sé, Portugal busca o apoio de Londres, preferindo a aliança com os distantes hereges à associação com os vizinhos católicos. Dando seguimento vários tratados bilaterais, os portugueses facilitam o acesso dos mercadores e das mercadorias inglesas às zonas sob seu controle na Ásia, África e América.

ALENCASTRO, L.F. de. A economia política dos descobrimentos. In: NOVAES, A. (Org.). A descoberta do homem e do mundo. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 193.

O trecho do texto de Alencastro refere-se:

A) ao período inicial da Expansão Marítima portuguesa, no qual as rivalidades com a Espanha em torno da partilha da América levaram a uma aproximação diplomática entre Portugal e Inglaterra.

B) à época da Restauração, que se seguiu à união dinástica entre as monarquias ibéricas e que obrigou a Coroa portuguesa a enfrentar tropas espanholas na Europa e holandesas na África e na América.

C) à época napoleônica, que acabou por definir o início da aproximação diplomática de Portugal com a Inglaterra, em virtude da articulação franco-espanhola que ameaçava as colônias portuguesas na América.

D) ao período de Guerras de Religião, durante o qual a monarquia portuguesa, por aproximar-se dos calvinistas ingleses, passou a ser encarada com suspeitas pelo poder pontifício.

E) à época das primeiras viagens portuguesas às Índias, quando muitas expedições foram organizadas em conjunto por Inglaterra e Portugal, o que alijou holandeses e espanhóis das atividades mercantis realizadas na Ásia.

 

Lista de Exercícios sobre o Brasil Colônia Pecuária e Agricultura.

 

06. Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia: (UFRJ) […] Assim, antes de partir de França, Villegagnon prometeu a alguns honrados personagens que o acompanharam fundar um puro serviço de Deus no lugar em que se estabelecesse. E depois de aliciar os marinheiros e artesãos necessários, partiu em maio de 1555, chegando ao Brasil em novembro, após muitas tormentas e toda a espécie de dificuldades.

Aí aportando, desembarcou e tratou imediatamente de alojar-se em um rochedo na embocadura de um braço de mar ou rio de água salgada a que os indígenas chamavam Guanabara e que (como descreverei oportunamente) fica a 23° abaixo do equador, quase à altura do Trópico de Capricórnio. Mas o mar daí o expulsou. Constrangido a retirar-se avançou quase uma légua em busca de terra e acabou por acomodar-se numa ilha antes deserta, onde, depois de desembarcar sua artilharia e demais bagagens, iniciou a construção de um forte, a fim de garantir-se tanto contra os selvagens como contra os portugueses que viajavam para o Brasil e aí já possuem inúmeras fortalezas.

LÉRY, Jean. De viagem à terra do Brasil. Rio de Janeiro: Bibliex, 1961. p. 51.

[…] Por esse tempo, agitava-se importante controvérsia entre os dirigentes da Companhia (Cia. Das Índias Ocidentais), a qual se travou principalmente entre as câmaras da Holanda e da Zelândia. Versava sobre se seria proveitoso à Companhia franquear o Brasil ao comércio privado, ou se devia competir a ela tudo o que se referisse ao comércio e às necessidades dos habitantes daquela região. Cada um dos dois partidos sustentava o seu parecer. Os propugnadores do monopólio escudavam-se com o exemplo da Cia. Oriental, usando o argumento de que se esperariam maiores lucros, se apenas a Cia. comerciasse, porque, com o tráfico livre, dispersar-se-ia o ganho entre muitos, barateando as mercadorias pela concorrência.

BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. São Paulo: Ed. ltatiaia, 1974. p.90.

Ao longo dos séculos XVI, XVII e início do XVIII, várias potências europeias invadiram a América Portuguesa. Houve breves invasões e atos de pirataria ao longo do litoral no início do século XVI. Posteriormente, outras invasões iriam adquirir características diferenciadas.

As formas de invasão e ocupação, assim como estratégias e interesses econômicos seriam diversos.

A) APONTEduas razões para a invasão e o estabelecimento colonial de franceses (a França Antártica) no litoral do Rio de Janeiro entre 1555 e 1567.

B) IDENTIFIQUE o principal interesse da Cia. das Índias Ocidentais na invasão de Pernambuco, em 1634.

 

 

07. (Enem–2009 / Prova anulada) Quando tomaram a Bahia, em 1624-1625, os holandeses promoveram também o bloqueio naval de Benguela Luanda, na costa africana. Em 1637, Nassau enviou uma frota do Recife para capturar São Jorge da Mina, entreposto português de comercio do ouro e de escravos no litoral africano (atual Gana). Luanda, Benguela e São Tomé caíram nas mãos dos holandeses entre agosto e novembro de 1641. A captura dos dois polos da economia de plantações mostrava-se indispensável para o implemento da atividade açucareira.

ALENCASTRO, L.E Com quantos escravos se constrói um país? In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, ano 4, dez. 2008 (Adaptação).

Os polos econômicos aos quais se refere o texto são:

A) as zonas comerciais americanas e as zonas agrícolas africanas.

B) as zonas comerciais africanas e as zonas de transformação e melhoramento americanas.

C) as zonas de minifúndios americanas e as zonas comerciais africanas.

D) as zonas manufatureiras americanas e as zonas de entreposto africano no caminho para Europa.

E) as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas africanas produtoras de escravos.

 

 

08. (FUVEST-SP) Depois de permanecermos ali pelo espaço de dois meses, durante os quais procedemos ao exame de todas as ilhas e sítios da terra firme, batizou-se toda a região circunvizinha, que fora por nós descoberta, de França Antártica. […]

Em seguida, o senhor de Villegagnon, para se garantir contra possíveis ataques de selvagens, que se ofendiam com extrema facilidade e também contra os portugueses, se estes alguma vez quisessem aparecer por ali, fortificou o lugar da melhor maneira que pôde.

THEVET, André. As singularidades da França Antártica, 1556.

Tendo por base o texto, INDIQUE:

A) a qual região brasileira o autor se refere e por que afirma ter sido “por nós descoberta”.

B) quais foram os resultados do estabelecimento da França Antártica.

 

 

09. Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia: (Enem–2003) Jean de Léry viveu na França na segunda metade do século XVI, época em que as chamadas guerras de religião opuseram católicos e protestantes.

No texto abaixo, ele relata o cerco da cidade de Sancerre por tropas católicas.

[…] desde que os canhões começaram a atirar sobre nós com maior freqüência, tornou-se necessário que todos dormissem nas casernas. Eu logo providenciei para mim um leito feito de um lençol atado pelas suas duas pontas e assim fiquei suspenso no ar, à maneira dos selvagens americanos (entre os quais eu estive durante dez meses) o que foi imediatamente imitado por todos os nossos soldados, de tal maneira que a caserna logo ficou cheia deles. Aqueles que dormiram assim puderam confirmar o quanto esta maneira é apropriada tanto para evitar os vermes quanto para manter as roupas limpas […]

Neste texto, Jean de Léry:

A) despreza a cultura e rejeita o patrimônio dos indígenas americanos.

B) revela-se constrangido por ter de recorrer a um invento de “selvagens”.

C) reconhece a superioridade das sociedades indígenas americanas com relação aos europeus.

D) valoriza o patrimônio cultural dos indígenas americanos, adaptando-o às suas necessidades.

E) valoriza os costumes dos indígenas americanos porque eles também eram perseguidos pelos católicos.

 

🔵 >>> Confira a nossa lista completa de exercícios sobre a História do Brasil.

 

Gabarito com as respostas das atividades de história sobre as Invasões Francesas e Holandesas ao Brasil Colônia:

01. E;

02. B;

03. B;

04. E;

05. B;

06. A) Entre as razões para as invasões francesas e a tentativa de estabelecer uma colonização no Rio de Janeiro, em meados do século XVI, destacam-se a disputa pelo comércio colonial – basicamente o tráfico do pau-brasil – e o controle sobre áreas de produção de gêneros tropicais. A ideia de um estabelecimento colonial – nos moldes da França Antártica – também se vinculava à perspectiva da criação de um espaço geográfico, político e social de refúgio para huguenotes e outros perseguidos religiosos.

B) As invasões holandesas no Brasil do século XVII estavam inseridas nas disputas relativas ao controle sobre o comércio do açúcar. Existiam interesses comerciais diversos em jogo (investimentos nas montagens dos engenhos, controle quanto ao transporte do açúcar, tráfico negreiro, etc.), articulando a Cia. das Índias Ocidentais, lutas e guerras na Europa e a ocupação de áreas coloniais sob o controle de Portugal.

07. E;

08. A) O atual litoral do Rio de Janeiro. A afirmação do autor se justifica pelo fato de que na referida época não havia na região expressivos núcleos de ocupação portuguesa, o que convergia com a recusa francesa ao Tratado de Tordesilhas.

B) Da parte dos franceses, estabeleceu-se um núcleo de povoamento protestante em virtude dos conflitos religiosos entre católicos e protestantes na França. Por parte de Portugal, as autoridades determinaram a expulsão dos franceses, conduzida por Estácio de Sá, que fundou em 1565 o povoado de São Sebastião do Rio de Janeiro.

09. D

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