Lista de Exercícios sobre o Brasil Colonial e a Economia Açucareira

01. Brasil Colonial e a Economia Açucareira: (UFMG) Analise este quadro:

Evolução do número de engenhos de açúcar em cada capitania

Capitania1570158316121629
Pará, Ceará, Maranhão
Rio Grande1
Paraíba1224
Itamaracá11018
Pernambuco236699150
Sergipe1
Bahia1833508
Ilhéus8354
Porto Seguro511
Espírito Santo1688
Rio de Janeiro311460
São Vicente,
Santo Amaro
46
Total60118201350

BETHENCOURT, Francisco; CHAUDUHURI, Kirti. História da expansão portuguesa. Lisboa: Círculo de Leitores, 1998. p. 316.

A partir dessas informações sobre a evolução do número de engenhos açucareiros no Brasil, entre 1570 e 1629, é CORRETO afirmar que:

A) a expulsão dos holandeses da Bahia provocou a retração da produção açucareira nessa capitania.

B) a invasão holandesa no Nordeste açucareiro destruiu a base produtiva instalada pelos portugueses na região.

C) a substituição do trabalho escravo indígena pelo africano não alterou a produção de açúcar na região de São Paulo.

D) a expansão da área açucareira em Pernambuco ocorreu, de forma significativa, durante o período da União Ibérica

 

 

02. (PUC-Campinas-SP)

A marcha do povoamento

marcha do povoamento

VESENTINI, José William. Geografia: série Brasil. São Paulo: Ática, 2003. p. 181(Adaptação).

No que se refere à faixa escura a leste, é CORRETO afirmar que a ocupação e o povoamento dessa faixa:

A) ocorrem desde a vinda das expedições exploratórias no litoral e ligam-se à exploração econômica do pau-brasil.

B) têm início em meados do século XVIII e associam-se ao sucesso das capitanias do Nordeste e do Sudeste.

C) vêm desde a época colonial e expressam a ligação econômica em relação aos centros mundiais do capitalismo, desde sua formação.

D) resultam da invasão do litoral pelos imigrantes europeus e associam-se à desestruturação econômica do feudalismo.

E) têm origem econômica na indústria açucareira e ligam-se à integração gradativa do índio e do negro à sociedade brasileira.

 

 

03. Brasil Colonial e a Economia Açucareira: (UFSM-RS) Diz-se geralmente que a negra corrompeu a vida sexual da sociedade brasileira […]. É absurdo responsabilizar-se o negro pelo que não foi obra sua […], mas do sistema social e econômico em que funcionaram passiva e mecanicamente. Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime. […] Não era o negro […] o libertino: mas o escravo a serviço do interesse econômico e da ociosidade voluptuosa dos senhores. Não era a ‘raça inferior’ a fonte de corrupção, mas o abuso de uma raça por outra.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & senzala. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 372 e 375.

Considerando o texto, é CORRETO afirmar que a degradação moral da sociedade açucareira do Nordeste brasileiro tinha como eixo:

A) a estrutura frágil da Igreja colonial e seu reduzido trabalho na disseminação dos valores cristãos.

B) as relações de poder entre a metrópole e a colônia, desfavoráveis a essa última quanto aos preços dos seus produtos.

C) a complexa formação étnica da sociedade açucareira, misturando raças em detrimento dos costumes portugueses.

D) a natural corrupção do ser humano, que jamais encontra limites, seja na Igreja ou polícia, para a expressão dos instintos.

E) as relações sociais de produção do engenho açucareiro, base da ordem social colonial.

 

 

04. (UFTM-MG–2011) Observe a tabela.

Evolução do número de engenhos de açúcar por capitania (1570-1629)

Capitania1570158316121629
Rio Grande1
Paraíba1224
Itamaracá11018
Pernambuco236699150
Sergipe1
Bahia18335080
Ilhéus8354
Porto Seguro511
Espírito Santo1688
Rio de Janeiro31460
São Vicente, Santo Amaro46
Total60118201344

BETHENCOURT, Francisco.; CHAUDHURI, Kirti. História da expansão portuguesa, 1998.

A tabela expressa:

A) o processo de expansão dos engenhos, no decorrer do século XVII, na porção nordeste do Império Português na América.

B) a fertilidade do continente americano, que contribuiu para a ocupação equilibrada de áreas litorâneas e do seu interior.

C) o declínio da produção açucareira, que enfrentou a concorrência da produção aurífera, mais barata e lucrativa.

D) o crescimento da produção no Rio de Janeiro, que incentivou a transferência da capital de Salvador para o Centro-Sul.

E) o abandono das faixas próximas ao litoral e a interiorização em direção ao Sertão, para garantir a expansão das culturas.

 

 

05. Brasil Colonial e a Economia Açucareira: (UFC–2009) Ao contrário da América Espanhola, a América Portuguesa não apresentou, no princípio, abundância de metais preciosos. Na falta de riqueza mineral, foi o açúcar que, em termos econômicos, tornou viáveis os primeiros passos da colonização.

Sobre o contexto da produção de açúcar nos engenhos coloniais portugueses, no século XVI, assinale a alternativa CORRETA.

A) A existência de um solo ideal para o cultivo da cana-de-açúcar levou as capitanias situadas nas atuais regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil a experimentarem um maior desenvolvimento.

B) A organização da produção açucareira no Brasil estava voltada para o atendimento da crescente e rentável demanda do mercado europeu, não atendida pelos engenhos da colônia portuguesa dos Açores.

C) A autoridade do senhor de engenho se restringia aos limites de sua propriedade, estando fora dela submetida às leis e normas da Coroa portuguesa, defendidas na colônia por um forte aparato militar e judiciário.

D) Os senhores de engenho, em comparação com os barões do café, tratavam seus escravos com menos violência, pois estes eram tidos como mercadorias de alto valor e de difícil reposição.

E) O alto valor do açúcar no mercado internacional promoveu um grande acúmulo de riqueza na colônia, que logo superou, em volume, a economia da metrópole.

 

Lista de Exercícios sobre os Povos e Reinos Africanos.

 

06. Brasil Colonial e a Economia Açucareira: (UNESP) A cana-de-açúcar começou a ser cultivada igualmente em São Vicente e em Pernambuco, estendendo-se depois à Bahia e ao Maranhão a sua cultura, que onde logrou êxito – medíocre como em São Vicente ou máximo como em Pernambuco, no Recôncavo e no Maranhão – trouxe em conseqüência uma sociedade e um gênero de vida de tendências mais ou menos aristocráticas e escravocratas.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala.

Tendo por base as afirmações do autor:

A) CITE um motivo do maior sucesso da exploração da cana-de-açúcar em Pernambuco do que em São Vicente.

B) EXPLIQUE por que o autor definiu “o gênero de vida” da sociedade constituída pela cultura da cana-de-açúcar como apresentando “tendências mais ou menos aristocráticas”.

 

 

07. (Unicamp-SP) No século XVII, o Rio de Janeiro era um dos principais pólos econômicos do Império ultramarino português. Na segunda metade do século, a região era grande produtora e exportadora de açúcar e consumidora de escravos, sendo que seus comerciantes atuavam intensamente no tráfico negreiro com a África e no acesso à prata das zonas espanholas na América, através do Rio da Prata. A despeito de tudo, seus moradores viviam oprimidos com as pesadas taxações que eram obrigados a pagar para a manutenção das tropas de defesa.

FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. O Império em apuros: notas para o estudo das alterações ultramarinas e das práticas políticas no Império colonial português. Séculos XVII e XVIII. In: FURTADO, Júnia Ferreira. (Org.) Diálogos Oceânicos. Minas Gerais e as novas abordagens para uma história do Império ultramarino português. Belo Horizonte/São Paulo: UFMG/ Humanitas, 2001. p. 207.

A) IDENTIFIQUE os principais polos que demarcam a extensão territorial do Império ultramarino português no século XVII.

B) Quais atividades desenvolvidas na América Portuguesa sustentaram sua importância econômica durante o século XVII?

C) EXPLIQUE de que maneira o fisco era um problema na América Portuguesa.

 

 

08. Brasil Colonial e a Economia Açucareira: UnB-DF – A grande lavoura, no Brasil colonial, organizou-se para oferecer em grande escala, para o exterior, gêneros tropicais produzidos em quantidade ínfima na Europa. A exploração agrária, por esse motivo, manteve as características condicionadas pelos objetos mercantis.

Com auxílio dessas informações, julgue os itens abaixo, colocando C (certo) ou E (errado).

( ) Na grande lavoura colonial, que veio a se tornar parte da estrutura da formação social e econômica brasileira, o latifúndio foi a saída para a obtenção de avultada quantidade de produtos com baixo custo de produção.

( ) O sistema de donatários permitiu incrementar a transferência de imigrantes, à medida que o governo português tornou disponíveis recursos financeiros e extensões consideráveis de terra no Brasil para os interessados.

( ) Os “objetivos” mencionados no texto estavam enquadrados na lógica do capital industrial; ou seja, a produção de matérias-primas nas colônias deveria, sobretudo, reduzir o custo de vida na Europa.

( ) A exploração colonial fez parte de um conjunto de relações que envolveram o declínio da aristocracia fundiária européia, o fortalecimento das monarquias nacionais centralizadas e a ascensão da burguesia mercantilista das metrópoles.

 

 

09. UFBA

“Tido como um dos mais brutais caçadores de índios, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi o precursor da exploração e conquista do Piauí. Nascido na vila de Parnaíba, São Paulo, em 1614, ele estava no Nordeste, em 1670, quando foi convocado para esmagar os índios da região do São Francisco, acusados de atacarem as fazendas de criação de gado naquela área. A atividade também atraía o bandeirante, que chegou a ter uma fazenda de gado no oeste de Pernambuco, onde fundou a povoação de Sobrado. Entre 1674 e 1680, explorou o Piauí, o Maranhão e o Ceará. Foi a partir dessa expedição que começou a ocupação do Piauí.”

Brasil 500 Anos, p. 204.

Com base na análise do texto e nos conhecimentos sobre a expansão territorial brasileira pode-se afirmar:

01. O texto indica uma das formas de desbravamento, ocupação e expansão territorial utilizadas pelos colonizadores à época do Brasil Colonial.

02. A ação de “esmagar índios” foi julgada legítima no Brasil Colonial, sobretudo em épocas de crise no tráfico negreiro e em regiões onde não havia disponibilidade de recursos para a compra de escravos africanos.

04. A violência contra o índio, sugerida no texto, foi um dos fatores preponderantes para o extermínio de nações indígenas inteiras, do que resultou a baixa densidade dessas populações no Brasil atual.

08. A expansão da pecuária constituiu fator de destaque para a ocupação e o povoamento do interior das Capitanias do Maranhão, Piauí e Ceará, ao contrário do litoral dessas regiões, ocupado militarmente, por necessidade de defesa.

16. A ação bandeirante a que se refere o texto, além de estar relacionada ao apresamento de índios, voltou-se também para o combate à resistência negra, sobretudo quando organizada sob a forma de quilombos.

32. A Capitania de São Vicente, local de origem do referido bandeirante, destacou-se na economia colonial por abrigar, no seu território, as principais minas de prata e de diamantes.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

 

 

10. Brasil Colonial e a Economia Açucareira: UFPB

“Até meados do século XVIII, o algodão tem seu desenvolvimento ligado ao auto-consumo, sendo utilizado, principalmente, para a confecção de tecidos grossos e pequenos utensílios domésticos. Na segunda metade do referido século, porém, à medida em que avança a indústria inglesa, marcadamente o setor têxtil, o algodão passa a sofrer demanda no mercado internacional.”

AMORIM, Laura H. B. e FERNANDES, Irene. R. Atividades produtivas na Paraíba, João Pessoa: Ed. Universitária/UFPB, 1999, p. 31. Coleção História Temática da Paraíba, v. 2.

Acerca do enunciado, considere as afirmações:

I. A cultura do algodão expandiu-se por todo o território paraibano, chegando a disputar terras e braços até com a cana-de-açúcar, por toda a Zona da Mata.

II. No Sertão e no Agreste paraibanos, o cultivo do algodão assume posição predominante na produção regional.

III. No final do século XVIII, a expansão do algodão está associada aos interesses da Companhia Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba e às necessidades impostas pela Inglaterra.

Está(ão) correta(s):

a) apenas I;

b) apenas I e II;

c) apenas II e III;

d) apenas I e III;

e) todas.

 

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Gabarito com as respostas das atividades de História sobre o Brasil Colonial e a Economia Açucareira:

01. D;

02. C;

03. E;

04. A;

05. B;

06. A) Entre os motivos do maior sucesso da exploração da cana-de-açúcar em Pernambuco, pode-se apontar: o solo de massapé, associado ao clima tropical úmido da Zona da Mata, e a maior proximidade geográfica com Portugal.

B) Ao mencionar “tendências mais ou menos aristocráticas” na sociedade da cana-de-açúcar no Período Colonial, Gilberto Freyre refere-se à concentração fundiária, à demanda por um considerável capital para a constituição de um engenho, à feição patriarcal nas relações sociais e ao caráter excludente de uma sociedade pautada no escravismo e na restrita mobilidade social.

07. A) Regiões do Oriente, as quais os portugueses chamavam de Índias, e o Brasil.

B) A produção e exportação de açúcar, somada ao tráfico negreiro, importante fonte de lucros para Portugal, assim como, em uma escala menor, a extração de drogas do sertão e de pau-brasil e o cultivo de algodão.

C) O rigor do fiscalismo português no Brasil desencadeou movimentos de protestos por parte dos colonos. Tais movimentos simbolizaram a reação ao pacto colonial português, uma vez que a política tributária lusitana, sedenta pelo aumento das receitas coloniais, representava uma face brutal da presença real metropolitana.

08. C – E – E – C;

09. 31;

10. e;

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