Exercícios de História da Idade Média à Idade Moderna

1. Idade Média à Idade Moderna: (ENEM) Os cruzados avançavam em silêncio, encontrando por todas as partes ossadas humanas, trapos e bandeiras. No meio desse quadro sinistro, não puderam ver, sem estremecer de dor, o acampamento onde Gauthier havia deixado as mulheres e crianças. Lá, os cristãos tinham sido surpreendidos pelos muçulmanos, mesmo no momento em que os sacerdotes celebravam o sacrifício da Missa. As mulheres, as crianças, os velhos, todos os que a fraqueza ou a doença conservava sob as tendas, perseguidos até os altares, tinham sido levados para a escravidão ou imolados por um inimigo cruel. A multidão dos cristãos, massacrada naquele lugar, tinha ficado sem sepultura.
(J. F. Michaud. História das cruzadas. São Paulo: Editora das Américas, 1956 (com adaptações)).


Foi, de fato, na sexta-feira 22 do tempo de Chaaban, do ano de 492 da Hégira, que os franj* se apossaram da Cidade Santa, após um sítio de 40 dias. Os exilados ainda tremem cada vez que falam nisso, seu olhar se esfria como se eles ainda tivessem diante dos olhos aqueles guerreiros louros, protegidos de armaduras, que espelham pelas ruas o sabre cortante, desembainhado, degolando homens, mulheres e crianças, pilhando as casas, saqueando as mesquitas. *franj=cruzados.
(Amin Maalouf. As Cruzadas vistas pelos árabes. 2.ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1989 (com adaptações)).


Avalie as seguintes afirmações a respeito dos textos acima, que tratam das Cruzadas.
I. Os textos referem-se ao mesmo assunto — as Cruzadas, ocorridas no período medieval, mas apresentam visões distintas sobre a realidade dos conflitos religiosos desse período histórico.
II. Ambos os textos narram partes de conflitos ocorridos entre cristãos e muçulmanos durante a Idade Média e revelam como a violência contra mulheres e crianças era prática comum entre adversários.
III. Ambos narram conflitos ocorridos durante as Cruzadas medievais e revelam como as disputas dessa época, apesar de ter havido alguns confrontos militares, foram resolvidas com base na ideia do respeito e da tolerância cultural e religiosa.

É correto apenas o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

 

2. Idade Média à Idade Moderna: (ENEM) O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré. A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar.

(Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações)).


Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classemédia”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de
a) aproximar da nobreza cortesã a condição de classe dos músicos, que pertenciam ao 3° Estado.
b) destacar a consciência de classe que possuíam os músicos, ao contrário dos demais trabalhadores manuais.
c) indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3° Estado.
d) distinguir, dentro do 3° Estado, as condições em que viviam os “criados de libré” e os camponeses.
e) comprovar a existência, no interior da corte, de uma luta de classes entre os trabalhadores manuais.

 


3. Idade Média à Idade Moderna: (FUVEST) As cidades medievais:
a) não diferiam das cidades greco-romanas, uma vez que ambas eram, em primeiro lugar, centros políticos-administrativos e local de residência das classes proprietárias rurais e, secundariamente, também centro de comércio e manufatura.
b) não diferiam das cidades da época moderna, uma vez que ambas, além de serem cercadas por grossas muralhas, eram, ao mesmo tempo, centros de comércio e
manufatura e de poder, isto é, politicamente autônomas.
c) diferiam das cidades de todas as épocas e lugares, pois o que se definia era, precisamente, o fato de serem espaços fortificados, construídos para abrigarem a população rural durante as guerras feudais.
d) diferentemente de suas antecessoras greco-romanas eram principalmente centro de comércio e manufatura e, diferentemente de suas sucessoras modernas, eram
independentes politicamente, dominando um entorno rural que lhes garantia o abastecimento.
e) eram separadas da economia feudal, pois sendo esta incapaz de gerar qualquer excedente de produção, obrigava-as a importar alimentos e a exportar manufaturas fora do mundo feudal, daí a importância estratégica do comércio na Idade Média.

 

 

4. Idade Média à Idade Moderna: (FATEC) Apesar de não terem alcançado seu objetivo – reconquistar a Terra Santa -, as Cruzadas provocaram amplas repercussões, porque:
a) favoreceram a formação de vários reinos cristãos no Oriente, o que permitiu maior estabilidade política à região.
b) consolidaram o feudalismo, em virtude da unificação dos vários reinos em torno de um objetivo comum.
c) facilitaram a superação das rivalidades nacionais graças à influência que a Igreja então exercia.
d) uniram os esforços do mundo cristão europeu para eliminar o domínio árabe na Península Ibérica.
e) estimularam as relações comerciais do Oriente com o Ocidente, graças à abertura do Mediterrâneo a navios europeus.

 


5. Idade Média à Idade Moderna: (PUC-SP) Não há um membro nem uma forma,
Que não cheire a putrefação.
Antes que a alma se liberte,
O coração que quer rebentar no peito
Ergue-se e dilata o peito
Que quase fica junto da espinha dorsal.
– A face é descorada e pálida.
E os olhos cerrados, na cabeça.
A fala perdeu-se,
Porque a língua está colada ao céu do boca.
O pulso bate e ele anseia.
(…)
Os ossos separam-se por todas as ligações
Não há um só tendão que não se estique e estale.
(Chastellain. LES PAS DE LA MORT. França, século XIV)


O poema anterior sinaliza a preocupação com a morte que se fez presente na mentalidade europeia do século XIV. Para compreendermos o alcance dessa funesta inspiração, é preciso associar esse fenômeno ao fato de que:
a) as primeiras navegações oceânicas, promovidas pelos europeus, vitimavam quantidades cada vez maiores de aventureiros.
b) a morte era apenas uma metáfora para representar a transição pela qual passava a sociedade e cuja ênfase estava na produção agrícola, daí a comparação com a fruta que apodrece para deitar sua semente na terra e novamente brotar com vida nova.
c) os germes do movimento romântico faziam-se notar, através da contestação da moral que reconhecia na existência o bem supremo do ser humano.
d) o movimento de investigação científica, que teria maior consequência durante o Renascimento, dava seus primeiros passos na direção dos estudos da anatomia humana.

e) a mentalidade religiosa, que concebia a vida apenas como provação em busca da salvação eterna, encontrava terreno fértil numa sociedade que era assolada por epidemias e guerras.

 

A Ditadura Militar Brasileira Simulado com Gabarito.

 

6. Idade Média à Idade Moderna: (UFRS) Em relação à Igreja Católica durante o período feudal, NÃO se pode afirmar que:
a) assumiu as críticas ao sistema de poder feudal, preocupada com a situação de penúria da maior parte dos servos.
b) foi a principal instituição com a função de veicular a ideologia das classes dominantes, no caso, os senhores feudais.
c) estava diretamente interessada na defesa das relações servis, na qualidade de grande proprietária de terras na Europa Ocidental.
d) apregoava ser a distinção entre senhores e servos absolutamente normal dentro de uma sociedade cristã.
e) freou os movimentos contrários às classes dominantes e combateu as heresias através da Inquisição.

 


7. Idade Média à Idade Moderna: (UNESP) “As tropas inumeráveis de carneiros que se espalham atualmente por toda a Inglaterra, constituídas por animais tão doces, tão sóbrios mas (que) são, no entanto, tão vorazes e ferozes que comem até pessoas e despovoam os campos, as casas e as aldeias. Com efeito, em todas as partes do reino, onde se produzem as mais finas e preciosas lãs, acorrem, para disputar a terra, os nobres, os ricos, e mesmo os santos abades.”

O texto, extraído do livro A UTOPIA, de Thomas Morus, publicado em 1516, refere-se:
a) às transformações das áreas rurais inglesas com a criação de carneiros e pastagens, com consequente redução de poder econômico dos abades e setores da burguesia.
b) à crise do sistema feudal inglês com a ampliação de pastagens, concentração de propriedades rurais e abandono do campo pelos camponeses.
c) ao êxodo rural que ocorreu com a decadência dos feudos, provocada pela Revolução Industrial e pelo crescimento urbano.
d) à crise do sistema rural, provocada pelos conflitos entre os senhores feudais e realeza, pela posse das terras mais férteis para plantações e pastagens para criação de carneiros.
e) à intervenção dos burgueses, produtores de lã, na organização das propriedades agrícolas, que passaram a ser disputadas por abades, camponeses e artesãos.

 


8. Idade Média à Idade Moderna: “Após ter conseguido retirar da nobreza o poder político que ela detinha enquanto ordem, os soberanos a atraíram para a corte e lhe atribuíram funções políticas e diplomáticas”. Esta frase, extraída da obra de Max Weber, “POLÍTICA COMO VOCAÇÃO”, refere-se ao processo que, no Ocidente:

a) destruiu a dominação social da nobreza, na passagem da Idade Moderna para a Contemporânea.
b) estabeleceu a dominação social da nobreza, na passagem da Antiguidade para a Idade Média.
c) fez da nobreza uma ordem privilegiada, na passagem da Alta Idade Média para a Baixa Idade Média.
d) conservou os privilégios políticos da nobreza, na passagem do Antigo Regime para a Restauração.
e) permitiu ao Estado dominar politicamente a nobreza, na passagem da Idade Média para a Moderna.

 


9. Idade Média à Idade Moderna: O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo,
a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria.
b) a História se explica pelo valor da raça de um povo.
c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes.
d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra.
e) a soberania máxima reside no próprio povo.

 

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Gabarito com as respostas dos exercícios de História da Idade Média à Idade Moderna:

1. D
2. C
3. D
4. E
5. E
6. A
7. B
8. E
9. D

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