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Os Processos de Descolonização da América Latina Questões

1) Os Processos de Descolonização da América Latina: (UFpr/2013) Leia o trecho do discurso do presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, na 60ª assembleia da ONU, em 2005:

“Pois bem, nós lutaremos pela Venezuela, pela integração latino-americana e pelo mundo. Reafirmamos aqui nesse salão, nossa infinita fé no homem, hoje sedento de paz e de justiça para sobreviver como espécie. Simón Bolívar, pai de nossa pátria e guia de nossa revolução, jurou não dar descanso a seu braço, nem repouso a sua alma, até ver a América livre. Não demos nós descanso a nossos braços, nem repouso a nossas almas até salvar a humanidade.”

(CHAVEZ, H. apud SOUZA, Maria de Fátima Rufino de; MARQUES DA SILVA, Maria Zélia. Bolívar, para além das representações e discursos políticos. Ameríndia. Vol. 5, número 1/2008, p. 3)

Discorra sobre os problemas de implantação do projeto de desenvolvimento almejado por figuras políticas como Simón Bolívar e San Martin para as ex-colônias hispânicas no século XIX. Em seguida, explique por que e de que forma a figura de Bolívar é lembrada e cultuada nos dias atuais na política latino-americana.

 

 

2) Os Processos de Descolonização da América Latina: (UFu/2012)

Texto 1

Depois que o Estado fcou em estado de orfandade política devido à ausência e prisão de Fernando VII, os povos reassumiram o poder soberano. Ainda que seja verdade que a nação havia transmitido esse poder aos reis, sempre foi com um caráter reversível, não somente no caso de uma deficiência total, mas também no de uma deficiência momentânea e parcial.

(Fragmento do Regulamento da Divisão de Poderes, Buenos Aires, 1811. Apud PAMPLONA, Marco A. e MÄDER, Maria Elisa (orgs.).

Revoluções de independências e nacionalismos nas Américas. Região do Prata e do Chile. São Paulo: Paz e Terra, 2007, p. 251)

 

Texto 2

Para sustentar a escravidão dos povos, não têm outro recurso que transformar em mérito o orgulho de seus sequazes e cobri-los de distinções que criam uma distância imensa entre o infeliz escravo e seu pretendido senhor. Essa é a origem dos títulos de condes, marqueses, barões, etc., que a corte da Espanha prodigalizava para duplicar o peso de seu cetro de ferro que gravitava sobre a inocente América. Longe de nós tão execráveis e odiosas preeminências; um povo livre não pode ver brilhar o vício diante da virtude. Estas considerações estimularam a Assembleia a expedir a seguinte LEI:

A Assembleia Geral ordena a extinção de todos os títulos de condes, marqueses e barões no território das Províncias Unidas do Rio da Prata.

(O redator da Assembleia, n. 9. 29 de maio de 1813. In. PAMPLONA, Marco Antônio e MÄDER, Maria Elisa (orgs.). Revoluções de independências e nacionalismos nas Américas; regiões do Rio da Prata e Chile. São Paulo: Paz e Terra, 2007, p.110 – Adaptado)

 

Os textos apontam para ânimos distintos relativos ao processo de independência na América espanhola.

a) Explique o contexto histórico europeu relacionado ao início do processo revolucionário na América espanhola.

b) Identifique as mudanças no processo de independência do Rio da Prata a partir dos documentos acima apresentados.

 

 

3) Os Processos de Descolonização da América Latina: (Udesc/2014) Analise as proposições que se referem aos séculos XVII, XVIII e XIX.

I. A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 pelo presidente norte-americano James Monroe, defniu os princípios sobre a segurança dos EUA, justificando intervenções e guerras contra vários países da América Latina.

II. A dominação inglesa, no território indiano, foi ampliada ao longo do século XVII e início do século XVIII por meio do comércio e da compra de grandes extensões de terras, pelas empresas como a Companhia Britânica das Índias Orientais.

III. A partir do final do século XVIII e no decorrer do século XIX, as condições de vida na Europa sofreram transformações em decorrência de vários fatores, entre os quais a melhoria dos meios de transporte e comunicação, a introdução de novas técnicas de trabalho no campo e nas indústrias, além do aumento populacional.

IV. A maioria dos países que surgiram após a Independência da América Espanhola se tornaram países republicanos e democráticos, devido à participação das populações descendentes de indígenas e de mestiços que  tiveram suas reivindicações por terras e trabalhos atendidas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.

e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

 

 

4) Os Processos de Descolonização da América Latina: (Mackenzie/2014) “Se a América Latina não foi esquartejada como a África, deveu-se ao fato – é preciso reconhecê-lo – de ter tido, sem que houvesse solicitado, um ‘tutor’. Um tutor ousado, porque se atreveu a dizer que a América era para os americanos, num momento em que apenas tinha a ilusão de ser uma potência. No entanto, quando esse tutor se transformou em grande potência, mudou seu discurso e gritou que era dono”.

(Héctor Hernan Bruit. O Imperialismo. São Paulo: Atual, 1994, p.49)

A partir da análise do texto, é correto afirmar que:

a) a América Latina, desde a primeira metade do século XIX, é um instrumento do imperialismo estadunidense, que, historicamente, impôs, àqueles países, políticas como a Doutrina Monroe e a Política do Big Stick.

b) as divisões sofridas pela África, decorrentes do imperialismo do século XIX, não puderem acontecer no continente americano em virtude da imposição ao respeito, feita na Conferência de Berlim, entre EUA e potências europeias, da autodeterminação da América Latina.

c) o século XIX viu nascer a pretensa hegemonia estadunidense sobre os países latino-americanos, envolvendo disputas – desde aquela época – entre capitalistas e socialistas, ambientados na Guerra Fria.

d) os americanos, há dois séculos, convivem com a supremacia estadunidense sobre os diversos países do continente, resultando em políticas impositivas como a da “Boa Vizinhança” e a Aliança para o Progresso.

e) a América sempre foi protegida, resultando na criação de diversos acordos econômicos e na aliança de todo o continente em torno deles, apesar do domínio que os Estados Unidos exercem sobre o restante do mundo.

 

 

5) Os Processos de Descolonização da América Latina: (UEm/2014) Sobre a história dos países que compõem a América Latina, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

(01) Nos anos de 1960, influenciados pela vitória da Revolução cubana, surgiram movimentos guerrilheiros armados em vários países latino-americanos.

(02) Em suas origens, a chamada teologia da libertação, doutrina da Igreja Católica que prega a libertação da alma, relaciona-se ao Caudilhismo latino-americano.

(04) No século XIX, o México conquistou o território do Texas, até então dominado pela Inglaterra. Somente no início do século XX, os Estados Unidos conseguiram reaver aquele território e incorporá-lo à nação norte-americana.

(08) Entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, o subdesenvolvimento dos países da região chegou a ser atribuído à incapacidade do povo, considerado inferior e indolente devido à mestiçagem.

(16) No início do século XIX, a Espanha tinha possessões coloniais na América que ocupavam mais da metade dos territórios deste continente e que se fragmentaram em vários Estados após a independência.

 

EUA: Exercícios sobre a Expansão e Guerra Civil Americana.

 

6) Os Processos de Descolonização da América Latina: (Unesp 2013) Leia.

É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o Novo Mundo uma única nação com um único vínculo que ligue as partes entre si e com o todo. Já que tem uma só origem, uma só língua, mesmos costumes e uma só religião, deveria, por conseguinte, ter um só governo que confederasse os diferentes Estados que haverão de se formar; mas tal não é possível, porque climas remotos, situações diversas, interesses opostos e caracteres dessemelhantes dividem a América.

(Simón Bolívar. Carta da Jamaica [06.09.1815]. Simón Bolívar: política, 1983.)

O texto foi escrito durante as lutas de independência na América Hispânica. Podemos dizer que,

a) ao contrário do que afirma na carta, Bolívar não aceitou a diversidade americana e, em sua ação política e militar, reagiu à iniciativa autonomista do Brasil.

b) ao contrário do que afirma na carta, Bolívar combateu as propostas de independência e unidade da América e se empenhou na manutenção de sua condição de colônia espanhola.

c) conforme afirma na carta, Bolívar defendeu a unidade americana e se esforçou para que a América Hispânica se associasse ao Brasil na luta contra a hegemonia norte-americana no continente.

d) conforme afirma na carta, Bolívar aceitou a diversidade geográfica e política do continente, mas tentou submeter o Brasil à força militar hispano-americana.

e) conforme afirma na carta, Bolívar declarou diversas vezes seu sonho de unidade americana, mas, em sua ação política e militar, reconheceu que as diferenças internas eram insuperáveis.

 

 

7) Os Processos de Descolonização da América Latina: (Unicamp/2012) “Ninguém é mais do que eu partidário de uma política exterior baseada na amizade íntima com os Estados Unidos. A Doutrina Monroe impõe aos Estados Unidos uma política externa que se começa a desenhar. (…) Em tais condições a nossa diplomacia deve ser principalmente feita em Washington (…). Para mim a Doutrina Monroe (…) significa que politicamente nós nos desprendemos da Europa tão completamente e definitivamente como a lua da terra.”

(Adaptado de Joaquim Nabuco, citado por José Maria de Oliveira Silva, “Manoel Bonfim e a ideologia do imperialismo na América Latina”, em Revista de História, n. 138. São Paulo, jul. 1988, p.88.)

Sobre o contexto ao qual o político e diplomata brasileiro Joaquim Nabuco se refere, é possível afirmar que:

a) A Doutrina Monroe a que Nabuco se refere, estabelecida em 1823, tinha por base a ideia de “a América para os americanos”.

b) Joaquim Nabuco, em sua atuação como embaixador, antecipou a política imperialista americana de tornar o Brasil o “quintal” dos Estados Unidos.

c) Ao declarar que a América estava tão distante da Europa “como a lua da terra”, Nabuco reforçava a necessidade imediata de o Brasil romper suas relações diplomáticas com Portugal.

d) O pensamento americano considerava legítimas as intenções norte-americanas na América Central, bem como o apoio às ditaduras na América do Sul, desde o século XIX.

 

 

8) Os Processos de Descolonização da América Latina: (Unesp/2012) O caudilhismo é um fenômeno político hispano-americano do século XIX, que se associa:

a) à resistência contra o intervencionismo norte-americano, sobretudo nas áreas do Caribe e América Central.

b) às guerras civis entre unitários e federalistas durante o processo de formação dos Estados nacionais.

c) aos pensadores liberais que lutaram pela emancipação política e econômica do continente.

d) às lideranças militares que atuaram nas guerras de independência e defenderam a unificação do continente.

e) ao temor, manifesto sobretudo na região do Prata, de que o Império brasileiro avançasse militarmente para o sul.

 

 

9) Os Processos de Descolonização da América Latina: (FGV/2010)

A primeira tentativa de emancipação das antigas colônias espanholas na América foi liderada pelo padre Miguel Hidalgo em 1810. Tal movimentação acabou também combatida por grande parte das elites criollas do Vice-reino da Nova Espanha (México e Guatemala) porque:

a) tais elites da Nova Espanha estavam profundamente influenciadas pelas ideias ilustradas e pela revolução Francesa e aliaram-se a José Bonaparte, que ocupou o trono espanhol entre 1808 e 1813.

b) o projeto de Hidalgo não atendia às reivindicações das populações mestiças, alijadas tanto da administração colonial quanto das estruturas locais de representação.

c) tais elites temeram a implementação de grandes mudanças nas estruturas econômicas e sociais, uma vez que o discurso de Hidalgo incorporara os interesses da população indígena e dos camponeses.

d) profundamente influenciadas pela independência do Haiti, tais setores das elites mexicanas desejavam o aprofundamento das transformações sociais e não apenas a emancipação política.

e) apesar de se apresentar como liderança contra a dominação espanhola, Hidalgo estabeleceu uma série de acordos com as autoridades metropolitanas, o que desagradou setores das elites mexicanas.

 

 

10) Os Processos de Descolonização da América Latina: (Cesgranrio/2011) “Se de fato a Grã-Bretanha tivesse sido a maior força por detrás da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, ela estaria adotando política e comportamento totalmente incompatíveis com as políticas e os comportamentos que regiam as suas relações com a América Latina, como um todo, naquela época.”

(BERTHEL, Leslie. In: NARLOCH, Leandro. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. São Paulo: Leya, 2009, p. 171-172)

Ao contradizer a afirmação feita por muitos historiadores acerca do interesse inglês na Guerra do Paraguai, o autor se baseia na principal característica das relações entre América Latina e Grã-Bretanha durante todo o século XIX, que foi o(a):

a) controle político e econômico das regiões insulares da América como forma de garantir o acesso inglês ao Pacífico Sul.

b) desinteresse pelo futuro das novas nações independentes, já que os investimentos ingleses na África e na América do Norte eram muito mais lucrativos.

c) defesa do domínio político inglês sobre as colônias ibéricas que se tornavam independentes.

d) manutenção das colônias inglesas no Caribe como forma de garantir a permanência do comércio triangular.

e) manutenção da liberdade comercial nos novos países independentes, como forma de garantir mercados e vantagens para os britânicos.

 

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Gabarito com as respostas dos exercícios de Geografia Mundial sobre Os Processos de Descolonização da América Latina:

1) Simon Bolívar e José de San Martín são dois líderes da independência das colônias espanholas na América; o primeiro, a partir de região de Caracas, e o segundo, de Buenos Aires. Após a independência, San Martín se retirou da vida política, devido ao fracasso de seu projeto monarquista; ao contrário, Bolívar se tornou governante da Venezuela e liderou um movimento político em busca da unidade dos novos países latino-americanos, num ideal denominado de pan-americanismo.

A imagem de Bolívar é resgatada de forma heroica, como expoente da luta contra interesses imperialistas sobre a América, naquele momento, da Inglaterra.

 

2) a) O estudante deverá relacionar os processos revolucionários na América espanhola ao bloqueio continental determinado pela França sobre a Inglaterra e às invasões napoleônicas de 1808, que, na Espanha, levaram à renúncia forçada de Fernando VII, e a um vazio de poder posteriormente preenchido pelas juntas de Governo.

b) O estudante deverá avaliar a independência como um processo construído ao longo dos anos de 1810 a 1816, quando a independência política das Províncias Unidas do Rio da Prata foi formalmente declarada em 9 de julho de 1816. Assim, o estudante deverá identifcar as diferenças entre dois textos citados: o primeiro, moderado, e, o segundo, radical. O primeiro aponta para a possibilidade da Província do Rio Prata permanecer  como parte integrante do Império Espanhol. No segundo texto, o estudante deverá identificar um ataque ao absolutismo com a dissolução dos títulos de nobreza e o fato da Espanha ser considerada como inimiga.

3) d; 4) a 5) 01 + 08 + 16 = 25; 6) e; 7) a; 8) b; 9) c; 10) e

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