A República Velha (1889-1930) Exercícios com Gabarito

01. A República Velha: (UFRJ) Em 1891 foi promulgada a primeira Carta Constitucional da República. Esta constituição caracterizava-se pela eleição direta em todos os níveis, todavia a alguns segmentos sociais foi negado o direito do voto.

Estavam impedidos de votar:
a) os analfabetos, as mulheres, os pobres (voto censitário) e os religiosos.
b) os analfabetos, as mulheres, os soldados e os menores de idade.
c) os analfabetos, as mulheres, os soldados e os menores de dezesseis anos.
d) os religiosos, as mulheres, os camponeses e os menores de idade.
e) os religiosos, os camponeses, os menores de idade e os soldados.


02. (Mackenzie) “Policarpo era um patriota; monarquista conservador, foi ardoroso defensor do governo (forte) de Floriano a favor do qual engajou-se na luta contra a Armada rebelada. Acabou preso, condenado e executado. Teve um triste fim.”
(BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma.)

O período da República referido no texto é:
a) a República da Espada.
b) o Estado Novo.
c) a República dos Coronéis.
d) a República Nova.
e) a Fase Populista.


03. (PUCPR) “(…) Concidadãos – o Governo Provisório, simples agente temporário da Soberania Nacional, é o governo da paz, da liberdade, da fraternidade e da ordem. No uso das atribuições e faculdades extraordinárias de que se acha investido (…): promete e garante a todos os habitantes do Brasil, nacionais e estrangeiros, a segurança da vida e da propriedade, o respeito aos interesses individuais e políticos, salvas as limitações exigidas pelo bem da prática e legítima defesa do governo proclamado pelo Povo, pelo Exército e pela Armada Nacional”.

O texto acima inaugurou no Brasil:
a) a República – 1889.
b) o Governo Militar – 1964.
c) a Independência – 1822.
d) o Segundo Reinado – 1831.
e) o Reino do Brasil – 1815.


04. (UFRJ) “A cidadania moderna – ou seja, a integração das pessoas no governo, via participação política; na sociedade, via direitos individuais; e no patrimônio coletivo, via justiça social – continua sendo aspiração de quase todos os países, sobretudo, os que se colocam dentro da  tradição ocidental (…) Simplificando muito, pode-se dizer que o processo histórico de formação da cidadania, no Ocidente, seguiu dois caminhos, um de baixo para cima, pela iniciativa dos cidadãos, outro de cima para baixo, por iniciativa do estado e de grupos dominantes”.
(CARVALHO, J. Murilo de. Cidadania, Estadania e Apatia. In: Jornal do Brasil. 24 jun. 2001. p. 8.)

A instauração do regime republicano no Brasil representou para muitos a possibilidade de democratização da sociedade por meio da afirmação dos direitos civis, políticos e sociais. No entanto, já em seu nascedouro, a república brasileira impunha restrições ao exercício da plena cidadania. Cite um limite ao exercício da cidadania que conste da legislação eleitoral dos primórdios da República.


05. A República Velha: (UERJ)
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRAZIL GLÓRIA À PÁTRIA! HONRA AOS HERÓIS DO DIA 15 DE NOVEMBRO DE 1889. “HOMENAGEM DA REVISTA ILUSTRADA”
(Apud FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995.)

“Glória à pátria!”, dizia a “Revista Illustrada”, um dia após a proclamação da República no Brasil, numa comemoração que representava o desejo de mudanças que trouxessem ampliação dos direitos políticos e da cidadania. No que se refere ao exercício dos direitos políticos, a primeira Constituição republicana – de 1891 – tem como uma de suas características:

a) o direito de cidadania às mulheres, pela introdução do voto feminino.
b) a exclusão das camadas populares, com a instituição de sistema eleitoral direto.
c) o aumento do colégio eleitoral, pela atribuição do direito de voto aos analfabetos.
d) a possibilidade do controle dos eleitores pelos proprietários rurais, pelo voto aberto.


06. A República Velha: (UERJ) Um dos documentos mais curiosos para a história da grande data de 15 de novembro, consiste, a nosso ver, no aspecto inalterável da rua do Ouvidor, nos dias 15, 16 e 17, onde, a não ser a passagem das forças e a maior animação das pessoas, dir-se-ia nada ter acontecido. Tão preparado estava o nosso país para a República, tão geral foi o consenso do povo a essa reforma, tão unânimes as adesões que ela obteve, que a rua do Ouvidor, onde toda a nossa vida, todas as nossas perturbações se refletem com intensidade, não perdeu absolutamente o seu caráter de ponto de reunião da moda.
(THOME, J. Crônica do Chic – 1889. Apud PRIORE, M. D. et al. Documentos de História do Brasil de Cabral aos Anos 90. São Paulo: Scipione, 1997. Adaptado.)

“Em frase que se tornou famosa, Aristides Lobo, o propagandista da República, manifestou seu desapontamento com a maneira pela qual foi proclamado o novo regime. Segundo ele, o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver uma parada militar.”
(CARVALHO, J. M. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.)

Nos textos apresentados, encontram-se as opiniões de dois observadores do fim do século XIX – José Thome e Aristides Lobo – a respeito da Proclamação da República. A divergência entre as posições dos autores sobre o evento refere-se ao seguinte aspecto:
a) ideário republicano.
b) reação da população.
c) caráter elitista do movimento.
d) caracterização política do regime.


07. (Fuvest) Com a instalação da República no Brasil, algumas mudanças fundamentais aconteceram. Entre elas, destacam-se:

a) a militarização do poder político e a universalização da cidadania.
b) a descentralização do poder político e um regime presidencialista forte.
c) um poder executivo frágil e a criação de forças públicas estaduais.
d) a aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos e a instituição do voto secreto.
e) a fundação do Banco do Brasil e a descentralização do poder político.


08. A República Velha: (FGV) Apesar da profunda rivalidade existente entre os grupos no interior do exército no início da República, eles se aproximavam em um ponto fundamental:

a) expressavam os interesses de uma classe social, defendendo uma República liberal com o Poder Executivo descentralizado.
b) expressavam a opinião segundo a qual o Império deveria ser preservado, devendo entretanto sofrer algumas reformas levemente descentralizadoras.
c) não expressavam os interesses de todo um segmento social, pregando o estabelecimento de uma forma de Poder Executivo descentralizado e adaptado às peculiaridades regionais.
d) expressavam os interesses de algumas oligarquias do Império, defensoras da autonomia das províncias.
e) não expressavam os interesses de uma classe social, posicionando-se como adversários do liberalismo e defendendo a República, dotada de um Poder Executivo forte.


09. (UERJ) A superposição do regime representativo, em base ampla, a uma inadequada estrutura econômica e social, havendo incorporado à cidadania ativa um volumoso contingente de eleitores incapacitados para o consciente desempenho de sua missão política, vinculou os detentores do poder público, em larga medida, aos condutores daquele rebanho eleitoral. Eis ai a debilidade particular do poder constituído, que o levou a compor-se com o remanescente poder privado dos donos de terras no peculiar compromisso do “coronelismo”.
(LEAL, Vitor Nunes. Coronelismo: enxada e voto.1975.)

Os elementos do texto acima permitem caracterizar um importante pacto político, desenvolvido na República Velha, no Brasil, denominado de:
a) Política dos Governadores.
b) Pacto de Pedras Altas.
c) Convênio de Taubaté.
d) Funding Loan.


10. A República Velha: (UERJ) A chamada República dos Governadores, que caracterizou a Primeira República no Brasil, tinha por objetivo a manutenção da estrutura agroexportadora. Um dos mecanismos utilizados, naquela época, para preservar a oligarquia predominantemente cafeeira foi:

a) a utilização do voto aberto.
b) a revalidação do Poder Moderador.
c) a instituição da Guarda Nacional.
d) o estabelecimento da Lei de Terras.
e) a adoção de uma política abolicionista.


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Gabarito com as respostas dos exercícios sobre A República Velha:

01. B;
02. A;
03. A;


04. A exclusão, como votantes, dos menores de 21 anos, dos analfabetos, praças de pré (militares sem patente de oficial), das mulheres, religiosos de ordens monásticas e, mesmo, dos mendigos, e o voto a descoberto.


05. D;
06. B;
07. B;
08. E;
09. A;
10. A

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