Exercícios sobre Análise Sintático-Semântica

01. Análise sintático-semântica: (Enem–2002) A crônica muitas vezes constitui um espaço para reflexão sobre aspectos da sociedade em que vivemos.

“Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. […] Na verdade não existem meninos DE rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos, também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê”.

COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

No terceiro parágrafo em “[…] não existem meninos DE rua. Existem meninos NA rua […]”, a troca de DE pelo NA determina que a relação de sentido entre menino e rua seja:

A) de localização e não de qualidade.

B) de origem e não de posse.

C) de origem e não de localização.

D) de qualidade e não de origem.

E) de posse e não de localização.

 

 

02. Na língua portuguesa, as palavras “que” e “se” podem ter diversas classificações. Elas podem ser conjunções de diferentes tipos, pronomes, partículas de realce, e o “que” pode, além disso, funcionar até como preposição.

Você disse que não sabe se não

Mas também não tem certeza que sim

Quer saber?

Quando é assim

Deixa vir do coração

Você sabe que eu só penso em você

Você diz que vive pensando em mim

Pode ser

Se é assim

Você tem que largar a mão do não

Soltar essa louca, arder de paixão

Não há como doer pra decidir

Só dizer sim ou não

Mas você adora um se…

Djavan. Se. Disponível em: <http://letras.terra.com.br/djavan/69400/> Acesso em: 05 maio 2011

Considerando as palavras “que” e “se” destacadas no trecho da música de Djavan, é possível afirmar que:

A) a palavra “se” tem a mesma classificação nas três ocorrências.

B) a palavra “se” tem três classificações distintas nas três ocorrências.

C) a palavra “que” tem a mesma classificação nas três ocorrências.

D) a palavra “que” tem três classificações distintas nas três ocorrências.

E) as palavras “que” e “se” são conjunções subordinativas em todas as ocorrências.

 

 

03. Análise sintático-semântica: (Unioeste-PR–2010)

Primeiro fragmento

COMPORTAMENTO

Fobia na aldeia. Alguns distúrbios atingem apenas determinadas populações.

Um pouco de tanatofobia todo mundo tem. Claro, existem poucas coisas mais universais que o medo de morrer. Mas há algumas fobias – ou distúrbios de ansiedade – que são mais regionais. Conheça algumas delas.

 

Segundo fragmento

TAIJIN-KYOFUSHO

Estima-se que essa fobia afete de 10% a 20% da população do Japão, único país em que ela foi identificada.

Trata-se do medo de ofender outras pessoas por modéstia ou respeito. É subdividida em fobias menores: sekimen-kyofu, medo de corar; shubo-kyofu, medo de corpo deformado; jikoshisen-kyofu, medo de contato visual; jikoshu-kyofu, medo de ter odores corporais.

 

Terceiro fragmento

KORO

O indivíduo acha que o seu órgão sexual vai se retrair para dentro do corpo. E, por consequência, que o sumiço do pênis leve à morte. É característico de homens asiáticos, que acreditam que o órgão está entrando no abdome.

 

Quarto fragmento

ATAQUE DE “NERVIOS”

Os sintomas incluem grito e choro incontroláveis, perda de memória, dificuldade em se movimentar e desmaios. É um tipo de desordem relatado entre mulheres latinas.

A reação da pessoa é muito parecida com a de um ataque de pânico. A diferença é que no de “nervios” há um estímulo que gera a reação desproporcional.

 

Quinto fragmento

AGORAFOBIA

É o medo de estar em lugares muito cheios, ou de onde pareça ser impossível escapar. Ocorre em todo o mundo, mas, curiosamente, tem concentração menor de casos no Qatar. Uma provável explicação para o fenômeno seria que, nas culturas islâmicas, o desejo da mulher de fcar em casa é considerado uma virtude.

Revista Galileu, 26 jun. 2009, p. 26.

 

Quanto ao que usado no terceiro fragmento pode-se afirmar que:

A) todos eles pertencem à mesma classe gramatical e desempenham, portanto, a mesma função sintática nos enunciados em que aparecem.

B) o segundo que retoma a expressão o indivíduo acha do início do fragmento e isso pode ser considerado um indício de que ambos exercem a mesma função sintática.

C) todos eles devem ser considerados como elementos conectivos que servem para efetuar a junção de diferentes orações entre si.

D) todos eles devem ser considerados como pronomes relativos, pois remetem aos termos que os antecedem e podem ser substituídos por outros pronomes relativos.

E) os dois primeiros são pronomes relativos, pois eles substituem termos que os antecedem, e os dois últimos são conjunções, pois desempenham a função de ligar orações entre si.

 

 

04. (UEL-PR–2010) Observe o parágrafo: “Se aprovada sem mudanças pelo Senado, [a lei] vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo – sua legislação de comunicação eleitoral.”

Assinale a alternativa que expressa corretamente a função sintática das duas palavras sublinhadas:

A) Pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito.

B) Pronome apassivador e pronome integrante do verbo.

C) Conjunção subordinativa condicional e pronome integrante do verbo.

D) Pronome integrante do verbo e conjunção subordinativa causal.

E) Conjunção subordinativa condicional e índice de indeterminação do sujeito.

 

 

05. Análise sintático-semântica: (Unimontes-MG–2011) Verifica-se, entre a 2ª e 3ª orações do período “As emoções são intermináveis: quanto mais as exprimimos, mais maneiras temos de exprimi-las.”, uma relação de:

A) proporcionalidade.

B) conformidade.

C) comparação.

D) consequência.

 

Atividades de Pontuação com Gabarito – 02.

 

Análise sintático-semântica: (FJP-MG–2009)

Instrução: Leia o texto para responder às questões de 06 a 12.

A cultura e a moral

Infelizmente, o mundo não é aquilo que gostaríamos que fosse. Como disse o rei Afonso VI da Espanha: “Se, antes de criar o mundo, Deus tivesse perguntado a minha opinião, eu francamente teria aconselhado alguma coisa bem mais simples, um ser humano menos complicado e sem tanta arrogância e cupidez. Mas, enfim… o mundo é o que é. Não somos culpados por aquilo que ele é, mas temos grande responsabilidade pelo que virá a ser.”

Quero fazer uma revelação estarrecedora, atenção: a Vida se alimenta da Morte. A Natureza é impiedosa, cruel, amoral […] Nela, o gordo come o magro, o forte engole o fraco. Para que estejamos vivos, temos de matar, seja um suave pé de alface ou uma porca de 300 quilos: essa é a nossa natureza animal, que transportamos para as relações humanas.

O ser humano ainda não se humanizou, ainda vive pendurado pelo rabo em árvores, ainda não se rege pela Moral. Vivemos épocas neandertalianas e, só porque sabemos dar nó em gravata, pensamos que já somos homo sapiens sapiens! Não é verdade: ainda somos bichos! O homem é o lobo do homem – dizia o flósofo. Eu acrescento, prosaico: o homem come… e é comestível!

Nesse mundo de rancor e ódio, trancos e barrancos, a Bondade é uma invenção humana – não nasce espontânea como flor silvestre. Tem de ser ensinada e aprendida… mas o ser humano é mau professor e pior aluno. Esta é a nossa vasta, imensa tarefa: temos de nos afastar da nossa natureza selvagem e criar uma cultura em que a bondade seja possível, e a solidariedade gozosa.

BOAL, Augusto. Caros Amigos, v. 4, n. 45, dez. 2000 (Adaptação).

 

 

06. Assinale a alternativa que expressa uma ideia NÃO explicitada no texto:

A) A moralidade é característica própria da humanidade.

B) A moralidade é fator cultural, não natural.

C) A natureza segue suas próprias leis de comportamento.

D) A natureza está sujeita à destruição, pois é má.

 

 

07. “O homem é o lobo do homem […]” (3º §) É CORRETO afirmar que, na frase transcrita, o homem, em relação a seus semelhantes, é especifcamente considerado como um:

A) domador. C) predador.

B) explorador. D) repressor.

 

 

08. Análise sintático-semântica: “[…] criar uma cultura em que a bondade seja possível, e a solidariedade gozosa.” (último §) Assinale a alternativa que apresenta a atividade humana que, especificamente, poderá tornar possível a concretização do que se exprime no trecho transcrito.

A) Competição C) Produção

B) Educação D) Punição

 

 

09.

• “Se […] Deus tivesse perguntado a minha opinião, eu francamente teria aconselhado alguma coisa bem mais simples […]” (1º §)

• “Para que estejamos vivos, temos de matar […]” (2º §)

• “[…] só porque sabemos dar nó em gravata, pensamos que já somos homo sapiens […]” (3º §)

Assinale a alternativa que nomeia um tipo de relação NÃO encontrada nas frases transcritas:

A) Causalidade C) Finalidade

B) Condicionalidade D) Temporalidade

 

 

10. Análise sintático-semântica: “Infelizmente, o mundo não é aquilo que gostaríamos que fosse.” (1º §) Sobre as palavras destacadas nessa frase, é CORRETO afirmar que:

A) ambas são pronomes relativos.

B) ambas são conjunções.

C) a primeira é uma conjunção.

D) a segunda é uma conjunção.

 

 

11. “[…] a Bondade […] não nasce espontânea como flor silvestre.” (último §) É CORRETO afirmar que a expressão destacada tem, nessa frase, um sentido de:

A) explicação. C) oposição.

B) modo. D) origem.

 

 

12. Análise sintático-semântica: “Tem de ser ensinada e aprendida […]” (último §).

É CORRETO afirmar que as palavras destacadas nessa frase acham-se no feminino singular porque, no texto, concordam com:

A) “bondade”. C) “flor silvestre”.

B) “espontânea”. D) “invenção humana”.

 

 

Gabarito com as respostas das atividades sobre Análise sintático-semântica:

01. A; 02. B; 03. C; 04. C; 05. A; 06. D; 07. C; 08. B; 09. D; 10. D; 11. B; 12. A