Lista de Exercícios de Língua Portuguesa sobre Sujeito e Predicado

01. Sujeito e Predicado: (Enem) Nas frases de todas as alternativas, nota-se erro de concordância verbal, possivelmente motivado pela confusão do sujeito posposto com o objeto do verbo, EXCETO:

A) Vai caber todos esses pacotes no porta malas do seu carro?
B) Existiria outros motivos para uma decisão tão súbita?
C) Costuma ocorrer, pelas redondezas, fenômenos como esse.
D) Faltou à reunião do clube quase todos os seus sócios.
E) Havia traidores entre nós, ao que tudo indicava.


02. (PUC-SP) No trecho: “Se eu convencesse Madalena de que ela não tem razão […] Se lhe explicasse que é necessário vivermos em paz […]”, os verbos destacados são, respectivamente:

A) transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto, transitivo indireto.
B) transitivo direto e indireto, transitivo direto, transitivo direto e indireto, intransitivo.
C) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo direto, intransitivo.
D) transitivo direto e indireto, transitivo direto, intransitivo, transitivo indireto.
E) transitivo direto, transitivo direto, intransitivo, intransitivo.


03. (Enem–2001) Murilo Mendes, em um de seus poemas, dialoga com a carta de Pero Vaz de Caminha.

A terra é mui graciosa,
Tão fértil eu nunca vi.
A gente vai passear,
No chão espeta um caniço,
No dia seguinte nasce
Bengala de castão de oiro.
Tem goiabas, melancias,
Banana que nem chuchu.
Quanto aos bichos, tem-nos muito,
De plumagens mui vistosas.
Tem macaco até demais
Diamantes tem à vontade
esmeralda é para os trouxas.
Reforçai, Senhor, a arca,
Cruzados não faltarão,
Vossa perna encanareis,
Salvo o devido respeito.
Ficarei muito saudoso
Se for embora daqui.
MENDES, Murilo. Murilo Mendes: poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Arcaísmos e termos coloquiais misturam-se nesse poema, criando um efeito de contraste, como ocorre em:
A) A terra é mui graciosa / Tem macaco até demais.
B) Salvo o devido respeito / Reforçai, Senhor, a arca.
C) A gente vai passear / Ficarei muito saudoso.
D) De plumagens mui vistosas / Bengala de castão de oiro.
E) No chão espeta um caniço / Diamantes tem à vontade.


04. Embora seja comum na língua coloquial, o uso do verbo “ter” na indicação de ocorrência ou existência não é aceito como gramaticalmente correto.

A frase em que o verbo ter aparece obedecendo à norma culta padrão é:
A) Na Amazônia, tem bastante petróleo.
B) Ele tem muitos problemas a resolver.
C) Tem muita gente lá fora.
D) Tem gente no banheiro?
E) “Tinha uma pedra no meio do caminho.”


05. Sujeito e Predicado: (UEPB–2011) Em “digam o que disserem […]”, é CORRETO afirmar em relação ao termo em destaque que há

A) referência a algum termo cujo sujeito pode ser identificado na situação discursiva do enunciado.
B) intencionalidade discursiva do locutor para produzir um efeito indeterminado com respeito ao sujeito da situação comunicativa.
C) significação intransitiva que inviabiliza ao interlocutor a construção de hipótese sobre a pessoa do discurso.
D) explicitude do agente do discurso identificável no contexto do enunciado por meio da flexão verbal.
E) ocorrência de um fenômeno sintático-semântico que cria condições para identificação do referente do discurso.


06. Sujeito e Predicado: Em todas as alternativas, a necessidade de adaptação à norma culta justifica a nova versão das frases, EXCETO:

A) Haveriam ali perto outras casas como aquela? haveria ali perto outras casas como aquela?
B) Já passavam de quatro horas de reunião quando lhes foram dado a palavra.
Já passava de quatro horas de reunião quando lhes foi dada a palavra.
C) Devia ser cinco horas da tarde quando chegou as mercadorias. Deviam ser cinco horas da tarde quando chegaram as mercadorias.
D) Era Dia da Independência do Brasil, 7 de setembro. eram 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil.
E) Decorreu alguns meses até que ele se convencesse de que ia acontecer-lhe mais coisas daquele tipo. Decorreram alguns meses até que ele se convencesse de que iam acontecer-lhe mais coisas daquele tipo.


07. (UFMG) Considere este conceito:

“O sujeito é o ser sobre o qual se faz uma declaração.”
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 119.

Redija um texto, explicitando por que esse conceito não se aplica a cada uma das seguintes frases:

1. eu vos declaro marido e mulher.
2. Dessa água, nós não bebemos de jeito nenhum.


08. Sujeito e Predicado: (Enem) Observe as seguintes orações:

I. Tenho estado com ela diariamente.
II. Ajudou ao pai o fi lho.
III. Apagou a chuva o incêndio.
IV. Após muita discussão, venceu-o ela.
V. Falta um só dia para a estreia da peça.

Pode-se reconhecer o sujeito dessas orações por meio da observação de todos os seguintes indícios, EXCETO:
A) sentido lógico.
B) concordância verbal.
C) forma do pronome pessoal.
D) ordem de colocação dos termos.
E) ausência de conectivo subordinativo.


instrução: Texto para a questão 09 sobre Sujeito e Predicado:

roda-viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
e carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
BUARQUE , Chico. Roda-viva, 1967

09. Em nome da sonoridade e da licença poética, compositores mesclam a linguagem padrão com o registro coloquial.

A transcrição do poema que respeita o padrão culto da linguagem é:
A) Tem dias…
B) A gente estancou de repente.
C) A gente quer ter voz ativa.
D) Mas eis que chega a roda-viva.
E) E carrega o destino pra lá.

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Gabarito com as respostas das questões de Língua Portuguesa sobre Sujeito e Predicado:

01. E;

02. B;

03. A;

04. B;

05. B;

06. D;

07. há, evidentemente, uma incoerência entre a definição de sujeito proposta por Celso Cunha e Lindley Cintra e os exemplos mencionados.

Segundo a definição dos gramáticos, o sujeito seria “o ser sobre o qual se faz uma declaração”, mas o que se percebe nos exemplos 1 e 2 é que os seres sobre os quais se declara alguma coisa não constituem os sujeitos das orações. No exemplo 1, alguém, provavelmente uma autoridade civil ou religiosa, declara um casal (representado por um pronome da segunda pessoa do plural) marido e mulher. No exemplo 2, alguém declara que não beberá de uma determinada água. Pelo conceito de Cunha e Cintra, os sujeitos das orações 1 e 2 deveriam ser “vos” e “dessa água”, já que é sobre eles que recaem as declarações feitas.

Mas, de fato, os sujeitos dessas orações são “eu” e “nós”. Diante dessa discrepância, talvez se fizesse necessária uma redefinição do conceito de sujeito: é o termo que comanda a flexão verbal.

08. D;

09. D

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