América Espanhola Exercícios com Gabarito

01. América Espanhola: (UFMG) Leia estes trechos em que se trata das relações de trabalho nas colônias espanholas da América:
I. As aldeias eram distribuídas entre os conquistadores, “que passavam a explorar-lhes o sobretrabalho sem, contudo, escravizar os índios. […] podiam exigir tributos em gêneros […] ou prestações de trabalho […]” Os colonizadores deveriam, em contrapartida, defender as aldeias e evangelizar os índios.
II. Cada comunidade deveria fornecer, periodicamente, uma quantidade de trabalhadores para as atividades coloniais
[principalmente nas minas]. […] Pelo trabalho […], os índios deveriam receber um salário, parte do qual obrigatoriamente em moeda (ou metal), a f m de que pudessem pagar o tributo régio.
III. “Na
hacienda, praticou-se, largamente, o sistema de endividamento de trabalhadores, a f m de retê-los na propriedade. […] o trabalhador recebia como salário um crédito na tienda de raya (onde retirava alimentos, roupas, etc.), além de um lote mínimo de subsistência.”
VAINFAS, Ronaldo. Economia e sociedade na América Espanhola. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 61-64.

Considerando-se as formas de exploração do trabalho indígena neles descritas, os trechos I, II e III referem-se, respectivamente, a:
A)
peonaje, ejidos e plantation.
B)
ayllu, plantation e obrajes.
C)
encomienda, mita e peonaje.
D)
obrajes, ayllu e ejidos.

 

 

02. (UFMG) Leia este trecho:
[…]
não somos índios nem europeus, mas uma espécie intermediária entre os legítimos proprietários do continente e os usurpadores espanhóis: em suma, sendo americanos por nascimento e nossos direitos os da Europa, temos de disputar estes aos do país e mantermo-nos nele contra a invasão dos invasores – encontramo-nos, assim, na situação mais extraordinária e complicada.
BOLÍVAR, Simón. Carta de Jamaica, 1815.

Ao escrever esse texto, o autor refere-se à situação ambígua dos:
A)
criollos, formados na tradição europeia, mas identificados com o Novo Continente.
B) escravos negros americanos, que perderam seus laços culturais com a África.
C) mulatos libertos nascidos na América, divididos entre diferentes tradições culturais.
D)
cholos, indígenas educados por europeus, afastados das suas raízes identitárias originais.

 


03. América Espanhola: (FUVEST-SP–2008) Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e ações diabólicas dos espanhóis, morreram injustamente mais de doze milhões de pessoas […]
LAS CASAS, Bartolomé de. 1474-1566.

A espada, a cruz e a fome iam dizimando a família selvagem.
NERUDA, Pablo. 1904-1973.

As duas frases lidas colocam como causa da dizimação das populações indígenas a ação violenta dos espanhóis durante a Conquista da América. Pesquisas históricas recentes apontam outra causa, além da já indicada, que foi:
A) a incapacidade das populações indígenas em se adaptarem aos padrões culturais do colonizador.
B) o conflito entre populações indígenas rivais, estimulado pelos colonizadores.
C) a passividade completa das populações indígenas,  decorrente de suas crenças religiosas.
D) a ausência de técnicas agrícolas por parte das populações indígenas, diante de novos problemas ambientais.
E) a série de doenças trazidas pelos espanhóis (varíola, tifo e gripe), para as quais as populações indígenas não possuíam anticorpos.

 


04. (UFPel-RS) As diferenças culturais são evidenciadas pelos textos históricos como o que segue, que descreve aspectos da vida cotidiana dos Astecas, no início da Idade Moderna. […] Quando lá chegamos, ficamos atônitos com a multidão de pessoas e a ordem que prevalecia, assim como a vasta quantidade de mercadorias […]  Cada espécie tinha seu lugar particular que era distinguido por um sinal. Os artigos consistiam em ouro, prata, joias, plumas, mantas, chocolate, peles curtidas ou  não, sandálias e outras manufaturas de raízes e fibras de juta, grande número de escravos homens e mulheres, muitos dos quais estavam atados pelo pescoço, com
gargalheiras, a longos paus. O mercado de carne vendia aves domésticas, caça e cachorros. Vegetais, frutas, comida preparada, sal, pão, mel e massas doces, feitas de
várias maneiras, eram também lá vendidas.
[…] Muitas mulheres vendiam peixe e pequenos “pães” feitos de uma determinada argila especial que eles achavam no lago e que se assemelhavam ao queijo.
PINSKY, Jaime. História da América através de textos. São Paulo: Contexto, 2004.

Através do documento:
A) são citadas diversas riquezas coloniais oriundas da América Central que foram exploradas pela metrópole portuguesa.
B) são indicados diversos produtos que equilibraram a balança de comércio entre a Coroa espanhola e suas colônias na América.
C) é percebida uma das motivações da exploração mercantilista ibérica: o metalismo.
D) é constatada a necessidade ibérica da importação de mão de obra escrava e indígena para suas manufaturas.
E) é mostrado um sistema de produção, com base escravista, que originou a encomienda utilizada pelo colonialismo lusitano.

 


05. América Espanhola: (UFPE) A colonização dos povos da América envolveu conflitos culturais e embates militares expressivos. Com relação à conquista dos Astecas, feita pelos espanhóis, podemos afirmar que:
A) a atuação militar dos espanhóis foi que decidiu a derrota dos Astecas, devido à fragilidade do seu Exército e à sua desorganização política.
B) a grandiosidade dos Astecas impressionou os conquistadores espanhóis, sobretudo, o comandante Fernão Cortez.
C) apesar de sua riqueza, os Astecas não tinham conquistas culturais que impressionassem os europeus; eram apenas bons artesãos.
D) a vitória de Cortez expressou, na época dos grandes descobrimentos, a força imbatível do Exército espanhol, aliado dos portugueses na colonização da América.
E) essa conquista trouxe riquezas para o conquistador Fernão Cortez, rico comerciante de minérios da época; contudo, as vantagens para o domínio espanhol na América foram insignificantes.

 

Simulado sobre Expansão Marítima Portuguesa e Espanhola.

 

06. América Espanhola: (UEL-PR) Se, às vezes, estranhas famílias desembarcam – como uma pobre mulher de Granada, com um filho e quatro filhas das quais uma vai cair nos braços de Hernán Cortés –, aqueles que chegam são, em sua maioria, homens sós, solteiros ou casados que deixaram mulher, amante e filhos na Espanha. Como a astúcia e a teimosia, a juventude e a mobilidade dão a quem sobreviver e enriquecer atributos indispensáveis. Las Casas está com dezoito anos, Bernal Díaz e Cortés com dezenove, quando atravessam o Atlântico. O futuro conquistador do México responde a um amigo que propõe que permaneça na Hispaniola e que aceite ficar lá por pelo menos cinco anos para aproveitar dos privilégios reservados aos residentes (vecinos): Nem nesta ilha, nem em nenhuma outra, não tenho a intenção nem o pensamento de ficar por muito tempo; é por isto que não ficarei aqui nestas condições.
GRUZINSKI, Serge; BERNARD, Carmen. História do Novo Mundo. Tradução de Cristina Murachco. São Paulo: EDUSP, 1997. p. 294.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a Conquista e a Colonização da América, considere as afirmativas a seguir.
I. Os conquistadores, na sua maioria, eram filhos caçulas de famílias de média, pequena e bem pequena nobreza que conheceram em suas casas o modo de vida aristocrata, com as ambições que a terra de Espanha não podia mais alimentar.
II. As vilas, muitas vezes miseráveis, que deveriam reter e fixar os recém-chegados, revelaram-se lugar de descanso provisório até que conseguissem, em outro lugar, um destino melhor, índios e ouro.
III. Os casamentos de espanhóis com mulheres indígenas acrescentaram às sociedades americanas elementos estáveis e integradores, suficientes para constituir o núcleo de um mundo futuro.
IV. Naquela fronteira americana do mundo ocidental, os conquistadores organizaram suas vidas de maneira estável, fixando suas famílias e cultivando a terra para a produção de especiarias exportáveis.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) I e II. C) III e IV. E) II, III e IV.
B) I e III. D) I, II e IV.

 


07. (Fatec-SP–2007) Organizada com base na exploração estabelecida pelo mercantilismo metropolitano espanhol, a sociedade colonial apresentava, no topo da escala hierárquica:
A) os
criollos, grandes proprietários e comerciantes que, por constituírem a elite colonial, participavam das câmaras municipais.
B) os
chapetones, que ocupavam altos postos militares e civis.
C) os
calpulletes, que ocupavam altos cargos administrativos dos chamados ayuntamientos.
D) os mestiços, que, por serem filhos de espanhóis, podiam estar à frente dos cargos político-administrativos.
E) os
curacas, donos de grande quantidade de terra, que administravam os cabildos.

 


08. América Espanhola: (UNESP-SP–2007) A conquista sanguinária da América Espanhola é dominada por [uma] paixão frenética. Rio da Prata, Rio do Ouro, Castela do Ouro, Costa Rica, assim se batizavam as terras que os conquistadores desvendavam ao mundo […]
PRADO, Paulo. Retrato do Brasil, 1928.

A “paixão frenética” da Conquista da América a que se refere o autor está relacionada:
A) à irracionalidade da expansão comercial e marítima europeia, realizada sem conhecimentos tecnológicos adequados.
B) às condições de crise econômica das populações nativas dominadas pelo império dos Astecas e dos Incas.
C) à ação da burguesia espanhola que agiu isoladamente, dado o desinteresse do governo espanhol pelos territórios americanos.
D) ao acordo entre banqueiros e sábios europeus para ampliar o conhecimento científco e para facilitar a exploração econômica da região.
E) ao esforço de solucionar a crise da economia europeia motivada pela escassez do meio circulante.

 


09. (UEL-PR–2007) Leia o texto a seguir.
A causa pela qual os espanhóis destruíram tal infinidade de almas foi unicamente não terem outra finalidade última senão o ouro, para enriquecer em pouco tempo, subindo de um salto a posições que absolutamente não convinham a suas pessoas; enfm, não foi senão sua avareza que causou a perda desses povos, que por serem tão dóceis e tão benignos foram tão fáceis de subjugar; e quando os índios acreditaram encontrar algum acolhimento favorável entre esses bárbaros, viram-se tratados pior que animais e como se fossem menos ainda que o excremento das ruas; e assim morreram, sem Fé e sem Sacramentos, tantos milhões de pessoas.[…]
LAS CASAS, B. de. O paraíso destruído. Tradução de Heraldo Barbuy. Porto Alegre: L&PM, 1985. p. 30.

Com base no texto, é correto afirmar:
A) Bartolomé de Las Casas voltou-se contra a Coroa  espanhola ao perceber que a conquista da América sufocaria as possibilidades de evangelização dos habitantes do novo continente.
B) No episódio da conquista da América, o frei dominicano Bartolomé de Las Casas fcou conhecido como defensor incondicional dos índios, ao ressaltar a crueldade dos conquistadores.

C) Os conquistadores da América Hispânica e da Portuguesa rechaçaram o discurso do Frei de Las Casas por considerarem que seus pensamentos representavam os princípios da Igreja Católica, contrária à expansão territorial.
D) O frei dominicano defendeu a dignidade e a liberdade dos indígenas até sua morte, transformando-se, assim, em ícone do livre-arbítrio nas Américas de colonização espanhola, portuguesa e inglesa.
E) O discurso de Las Casas em defesa dos indígenas era uma das diversas estratégias de Conquista, uma vez que ele representava nas colônias os interesses da Coroa espanhola.

 


10. América Espanhola: (UFMG) Ao comparar o português e o espanhol durante a colonização da América, Sérgio Buarque de Holanda qualificou-os como o Semeador e o Ladrilhador. Considerou como ladrilhadores os espanhóis, que empreenderam uma colonização mais sistemática e efetiva e, como semeadores os portugueses, que foram mais negligentes quanto ao processo colonizador. Todas as afirmativas traduzem corretamente as ideias do Semeador ou do Ladrilhador, EXCETO:
A) A colonização espanhola foi marcada pelo afã do lucro, só se construía o que produzia resultado imediato e havia aversão à ordem.
B) A colonização portuguesa tinha um caráter essencialmente comercial, demonstrado no desinteresse em ocupar o interior na fase inicial.
C) A legislação espanhola era abundante e minuciosa, pretendendo, dessa maneira, reproduzir a própria metrópole no Além-Mar.
D) O português cuidou, de imediato, mais em feitorizar uma riqueza fácil quase sempre ao alcance da mão do que em construir e planejar.
E) O traçado retilíneo e ordenado das cidades espanholas denunciava o esforço de vencer a civilização pré-existente.

 

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Gabarito com as respostas das atividades de História sobre a América Espanhola:

01. C; 02. A; 03. E; 04. C; 05. B; 06. A; 07. B; 08. E; 09. B; 10. A;

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