Presidente Juscelino Kubitschek Exercícios Resolvidos

01. PUC-RJ. Juscelino Kubitschek:
“O petróleo é nosso” foi o lema da campanha que empolgou grupos políticos, associações profissionais e organizações diversas no Brasil, entre 1947 e 1953. Sobre esse tema, o episódio e suas motivações, são corretas as afirmativas, à exceção de uma. Assinale a opção que apresenta essa exceção.

a) O petróleo foi foco de importantes disputas no Brasil, porque tornou-se a principal fonte de ener­gia para a indústria contemporânea, devido às transformações tecnológicas mundiais ocorridas desde a segunda metade do século XIX.
b) A forte correlação entre petróleo e indústria foi de grande importância para a formulação de projetos de desenvolvimento e para as discussões acerca das possibilidades de conquista da soberania econômica brasileira, após a Segunda Guerra Mundial.

c) Os militares – pelo interesse no desenvolvimento da indústria brasileira, em especial a de arma­mentos – e os estudantes – pelo engajamento nacionalista – foram dois grupos que participaram ativamente dos debates relativos à regulamenta­ção da exploração do petróleo.
d) A “Campanha do Petróleo” teve como desdo­bramento a criação de uma empresa estatal de petróleo – a Petrobras.
e) Se o governo Vargas demonstrou interesse na Petrobrás, o governo de Juscelino Kubitschek foi indiferente à produção de petróleo, preferindo investir nas pesquisas para o desenvolvimento da energia nuclear.


02. PUC-PR. A democracia, por pior que seja, dá oportunidade de discussão, de crítica, a imprensa publica as críticas, o povo tem liberdade de falar na esquina sem temer a prisão, e os detentores do poder não praticam o erro deliberadamente porque sabem que o povo denuncia.
REZENDE, Íris – Retrato do Brasil – Depoimentos. São Paulo: Política Editora de Livros, Jornais e Revistas, 1984, p.52.

Assinale a alternativa em que aparece um período histó­rico no qual a democracia foi amplamente praticada.
a) No Chile, com o governo de Augusto Pinochet (1973-1990).
b) Na Alemanha, no período de 1939-1 944.
c) Na Itália, no período de 1930-1 940.
d) No Brasil, sob o governo de Getúlio Vargas (1937-1944).
e) No Brasil, sob a presidência de Juscelino Kubits­chek (1956-1 961).


03. Mackenzie-SP. A UDN inventou uma argumentação jurídica acusando os candidatos vitoriosos à presidência e à vice-presi­dência de receberem apoio do comunismo internacio­nal e de não terem alcançado a maioria dos votos.

O ministro da guerra, general Lott, suspeitando de um golpe, ordenou a ocupação de prédios públicos, estações de rádio e principais jornais do Rio de Janeiro, garantindo a posse aos eleitos.

Esse episódio está ligado à eleição de:
a) Jânio Quadros e João Goulart.
b) Juscelino Kubitschek e João Goulart.
c) Getúlio Vargas e João Goulart.
d) Eurico Gaspar Dutra e Nereu Ramos.
e) Carlos Lacerda e Café Filho.


04. UFES.
Presidente Bossa Nova
Bossa Nova mesmo é ser presidente
Desta terra descoberta por Cabral
Para tanto basta ser tão simplesmente
Simpático, risonho e original (…)
Juca Chaves

A letra da música se refere ao presidente JK, e o termo bossa nova, que aparece no final da década de 1950 como movimento musical, passa a designar tudo que é novidade, diferente, inusitado, inclusive o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), segundo Juca Chaves.

As novidades na cultura, nessa fase, surgiram paralelamente à euforia desenvolvimentista, resultante da política econômica, que tinha como um dos objetivos:

a) nacionalizar o setor mineral e transformar o setor estatal e o privado nacional em principais agentes do desenvolvimento econômico.
b) acelerar o desenvolvimento econômico, em particular o das indústrias, ainda que por meio de uma política inflacionária e de abertura para o capital estrangeiro.
c) desencadear um surto de progresso industrial e agrícola, com a redistribuição de terras, resolvendo todos os problemas estruturais do campo.
d) transformar os camponeses em trabalhadores assalariados, com a conseqüente elevação da produtividade agrícola e dos investimentos no setor.
e) possibilitar o desenvolvimento agrícola, por meio de um vigoroso monopólio nacional dos chamados setores de ponta da nossa economia, obtendo grande apoio da burguesia nacional.


05. FGV-SP. Vai minha tristeza/ E diz a ela que sem ela não pode ser/ Diz-lhe numa prece/ Que ela regresse/ Porque não posso mais sofrer/ Chega de saudade/ A realida­de é que sem ela/ Não há paz/ Não há beleza/ É só tristeza e a melancolia/ Que não sai de mim/ Não sai de mim/ Não sai.
Chega de saudade, Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Esse é um trecho de uma das principais canções da bossa nova, gênero que renovou a música brasileira. Nessa época, vivia-se uma fase de otimismo no país. Altos índices anuais de crescimento econômico, grandes obras públicas, estabelecimento de empresas estrangeiras, manutenção da estabilidade política pelo presidente eleito e significativas conquistas esportivas em competições internacionais eram características:

a) do governo de Garrastazu Médici e do chamado “milagre brasileiro”.
b) do governo de João Goulart e da implementação das “reformas de base”.
c) do governo de Getúlio Vargas e da política de substituição de importações.
d) do governo de Jânio Quadros e da desnacionali­zação da economia.
e) do governo de Juscelino Kubitschek e do chamado “nacional desenvolvimentismo”.


06. Uniube-MG. A bossa nova, o programa “50 anos em 5” e a implan­tação da indústria automobilística correspondem:

a) ao governo de João Goulart, e expressam a esperança no programa de reformas de base.
b) ao período dos governos militares pós-64, e refletem a expectativa de modernização do Brasil.
c) à segunda presidência de Getúlio Vargas, e ma­nifestam a adesão às posições nacionalistas que nela imperavam.
d) ao governo de Juscelino Kubistchek, e expressam o clima de otimismo que marcou esse período.


07. (Modelo enem) Em sua biografia de Juscelino Kubitschek, presidente da República entre 1956 e 1961, Claudio Bojunga relata o seguinte, a respeito da construção de Brasília: O Congresso decidira, com a emenda do deputado Emival Caiado, de agosto de 1958, que o prazo para a conclusão das obras seria de três anos e dez meses. Brasília deveria ser inaugurada a 21 de abril de 1960. Numa de suas viagens àquele descampado, acompa­nhado de um grupo de jornalistas, o presidente foi asse­diado pelas dúvidas de uma correspondente francesa.
— Mas o senhor vai construir a capital num deserto… isso é absurrrdo!
Juscelino nem piscou:
— Não, minha filha, absurdo é o deserto.
BOJUNGA, Claudio. JK – O artista do impossível. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 397.

Entre as justificativas do governo JK para a construção de Brasília numa área pouco populosa, como o planalto Central, incluíam-se:
a) o incentivo à integração da região central do país aos centros industriais avançados do Sudeste e a defesa estratégica do aparato governamental do Estado.
b) uma base populacional para a construção da rodovia Belém-Brasília e a geração de empregos no setor da construção civil.
c) a inadequação do Rio de Janeiro para abrigar o governo federal por causa da falta de infra-estru­tura da cidade e as pressões de São Paulo para afastar o Sudeste da instabilidade política.
d) a integração regional – já que, através da Sudene, o Nordeste e a Amazônia seriam incorporados às áreas mais desenvolvidas do país –, e a proteção das autoridades diplomáticas estrangeiras.
e) o cumprimento da meta mais importante do Plano de Metas de JK, com a modernização dos órgãos governamentais, e as pressões dos investidores estrangeiros interessados no financiamento das obras da nova capital.


08. UFRGS-RS. Leia o trecho abaixo, extraído de uma manifestação do presidente Juscelino Kubitschek.

Industrializar aceleradamente o país, transferir do exterior para o nosso território as bases do desenvol­vimento autônomo; fazer da indústria manufatureira o centro dinâmico da atividade econômica nacional – isto resumia o meu propósito, a minha op ção.

Considerando a estratégia de desenvolvimento do governo de Juscelino Kubitschek, assinale com V (ver­dadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações.

( ) A prioridade era atrair capital estrangeiro para todos os setores econômicos que pudessem gerar divisas via exportação.
( ) A estratégia do governo visava a recusar a entra­da de capitais estrangeiros, pois o objetivo era a industrialização por substituição de importações, como se percebe pela expressão “desenvolvimen­to autônomo”.
( ) O objetivo de JK era associar capital e empresas estrangeiras aos programas de desenvolvimento industrial, visando a um crescimento rápido.

( ) A estratégia do governo era compensar o declínio da exportação de café com o incremento da pro­dução industrial para a exportação, como forma de acumular divisas.
( ) A transferência de bases industriais do exterior para o Brasil buscava fomentar e abastecer um mercado interno que deveria ser expandido, subs­tituindo as importações de manufaturados.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – F – V – V – F
b) F – V – F – F – V
c) V – V – F – F – F
d) F – F – V – F – V
e) V – V – F – V – F


09. UEL-PR. Durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, a política econômica predominante foi o nacional-desenvolvimentismo, que teve como característica:

a) a adoção de uma política de substituição das importações, de caráter nacionalista, em que o Es­tado assumia a produção de bens não-duráveis.
b) o incentivo à ampliação do parque industrial, por meio de ações combinadas envolvendo o Estado, as em­presas privadas nacionais e o capital estrangeiro.

c) a implementação de reformas no serviço público e de controle dos meios de comunicação como ainda não se vira antes, destinadas a racionalizar a máquina estatal e a divulgar as obras do governo.
d) a criação de incentivos fiscais voltados para a diversificação da produção agrícola, visando a tornar concreto o mito de que o Brasil era o grande celeiro do mundo.
e) o controle estatal da infra-estrutura (transportes, comunicação e energia) e da indústria básica, ficando as outras áreas de atividade econômica com a empresa privada nacional.


10. UFR-RJ Observe a foto.
Comício da Fome, organizado por sindicalistas. Rio de Janeiro, setem­bro de 1959 – Acervo Iconographia – In: NOVAIS, Fernando. História da vida privada (4), São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 545.

Manifestações como a focalizada anteriormente des­mentem, ao menos parcialmente, a caracterização do período de governo de Juscelino Kubitschek como o dos “anos dourados”, em especial os seus dois últimos anos. Esses protestos podem ser explicados como:

a) uma ação do Partido Comunista do Brasil, líder da oposição radical ao governo e que pregava a sua deposição.
b) uma revolta dos sindicalistas vanguardistas ainda inconformados com a morte de seus líderes, tra­mada com a anuência de Kubitschek.
c) um movimento chefiado pela UDN para desesta­bilizar o governo e conseguir eleger o seu su­cessor.
d) o resultado da incapacidade do governo em garan­tir a ampliação do mercado de trabalho, reduzindo o grande desemprego.
e) uma consequência do modelo “nacional-desen­volvimentista” que ampliou a inflação reduzindo o poder de compra dos salários.


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Gabarito com as respostas dos exercícios sobre o Presidente Juscelino Kubitschek:

01: E;

02: E;

03: B;

04: B;

05. E;

06. D;

07. A;

08. D;

09. B;

10. E

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