Rebeliões Nativistas e Separatistas Atividades

01. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (UFMG–2010) O século XVIII foi palco de uma série de movimentos e sedições, nos quais, em diferentes graus e a partir de diferentes estratégias, os vassalos da América Portuguesa procuraram redefinir o formato de suas relações com a Coroa portuguesa. Considerando-se esse contexto, é CORRETO afirmar que:
A) a Revolta de Felipe dos Santos, em Minas Gerais, na primeira metade desse século, reforçou os mecanismos de controle sobre os vassalos.
B) a Revolta do Vintém e a do Quebra-quilos, na segunda metade desse século, ao desafiarem a Coroa, colocaram em crise a sede do vice-reinado.
C) a Revolta dos Távora procurou estabelecer novos limites para a cobrança do subsídio literário, destinado à educação dos vassalos.
d) os conflitos entre paulistas e emboabas, nas Minas Gerais, levaram à instalação das casas de fundição nessa capitania.

 

 

02. (PUC-Campinas-SP) Leia o texto:
As ordens já são mandadas,
já se apressam os meirinhos.
Entram por salas e alcovas,
relatam roupas e livros:
[…]
Compêndios e dicionários,
e tratados eruditos
sobre povos, sobre reinos,
sobre invenções e Concílios…
E as sugestões perigosas
da França e Estados Unidos,
Mably, Voltaire e outros tantos,
que são todos libertinos…
MEIRELES, Cecília. Romance XLVII ou Dos sequestros. Romanceiro da Inconfidência.


A respeito da caracterização dos inconfidentes, tema presente em todo o Romanceiro, considere o texto adiante. A análise da extração social dos revolucionários indica, claramente, que em Minas a inquietação está lastreada pela prosperidade (de lavras, terras de lavoura, de gado e de escravos): a revolução é intentada por homens de posse.
MOTA, Carlos Guilherme. A idéia da Revolução no Brasil (1789-1801). São Paulo: Cortez, 1989. p. 115.

A medida da Coroa que incidiu sobre essas posses e acirrou os desejos de rompimento com a metrópole foi a:
A) resolução da rainha, D. Maria I, de proibir a agricultura de subsistência na região de Minas Gerais.
B) ameaça da derrama, cobrança de 100 arrobas de ouro anuais a todos os habitantes, de forma indiscriminada.
C) nomeação de contratadores, encarregados de cobrar todos os tributos destinados à metrópole.
d) oficialização do quinto, imposto que incidia sobre a produção mineradora, da qual 20% destinavam-se a Portugal.
E) instituição da devassa, apuração dos proprietários suspeitos de conspirarem contra a Coroa.

 


03. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (UFPE) A luta para construir a autonomia política do Brasil contou com várias rebeliões, em que se destacaram reflexões sobre a questão da escravidão, que tanto atingiu a nossa história. Os escravos foram decisivos para a produção da riqueza social e sofreram com a exploração política e física dos seu senhores. Sobre a luta contra a escravidão no Brasil, podemos afirmar que:
A) não houve resistências dos grandes proprietários, preocupados apenas com os lucros da exportação de seus produtos.
B) a Revolta dos Alfaiates, na Bahia, mostrou-se contra a escravidão e teve apoio da população mais pobre de Salvador.
C) todas as rebeliões políticas do século XVIII foram claramente contra a escravidão; sobretudo, as que ocorreram em Pernambuco.
D) a vinda das ideias liberais para o Brasil em nada contribuiu para o fim da escravidão no século XIX.
E) o fim do tráfico em 1850 não teve relação com a luta contra a escravidão, não abrindo, pois, espaços para novas reivindicações de liberdade.

 


04. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (UFPI) Acerca da Inconfidência Mineira (1789), é CORRETO afirmar que:
A) a Coroa portuguesa, diante da possível vitória do movimento, negociou com os inconfidentes e propôs a anistia total aos revoltosos.
B) o projeto dos inconfidentes, com o objetivo de deslocar mão de obra para as Minas, incluía o fechamento de engenhos e de fábricas de tecidos.
C) a maior parte da direção do movimento era formada por pessoas pobres, e em suas propostas havia a defesa da extinção da propriedade privada.
D) a rebelião ocorreu em um contexto no qual acontecia a diminuição da produção do ouro e o aumento na cobrança de imposto por parte da Coroa portuguesa.
E) a introdução do trabalho livre em substituição à mão de obra escrava e a indenização aos grandes proprietários escravagistas eram defendidas pelos inconfidentes.

 


05. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (UFPI–2008) A crise do antigo sistema colonial no Brasil expressa-se, inicialmente, através dos chamados movimentos nativistas, acentuando-se com os movimentos  de independência nacional. Esses movimentos de rebelião colonial, assim como o processo de emancipação política do Brasil, estão ligados às transformações do mundo ocidental no final do século XVIII. Considerando-se esse enunciado, é CORRETO afirmar que:
A) o desenvolvimento de indústrias no Brasil, algo que se acentua desde o início do século XVIII, tende a reforçar o pacto colonial, na medida em que os novos industriais passam a ver o Brasil como uma reserva de mercado para os seus produtos.
B) a crise referida deu-se de forma localizada no Brasil, na medida em que os principais movimentos de emancipação partiram de centros importantes como Rio de Janeiro e São Paulo.
C) a emancipação política, no caso brasileiro, seguiu-se de uma nítida separação entre os grupos portugueses,  hostilizados como agentes da metrópole, e os colonos brasileiros, interessados na constituição de um Estado republicano.
D) as reações ao domínio português foram movimentos autóctones das elites coloniais, não se ligando ao processo geral da crise do Antigo Regime.
E) as rebeliões coloniais só podem ser compreendidas dentro de um quadro mais geral, marcado por ideias liberais, eclodidas a partir de eventos como as revoluções Francesa e Americana, que propunham a superação do Antigo Regime.

Revolução Industrial e o Movimento Operário Exercícios.

 

06. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (Fatec-SP) A Conjuração ou Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento a manifestar de forma clara a intenção de romper completamente com Portugal. Entre os muitos planos desses revolucionários, estava:
A) fixar a capital em Sabará e implantar a República, sendo o primeiro presidente Alvarenga Peixoto.
B) fixar a capital em Mariana e criar uma bandeira com um triângulo vermelho com a divisa
“Libertas Quae Sera Tamen”.
C) fixar a capital em São João del Rei e acabar com a escravidão negra.
d) fixar a capital em São João del Rei e acabar com o Exército; em seu lugar, atuariam as milícias.
E) fixar a capital em Sabará e premiar as mulheres brancas que tivessem muitos filhos.

 


07. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (UEL-PR) Leia o texto.
Passava-se, efetivamente, nesta quadra de crise do Antigo Regime e de seu sistema colonial, das indagações teóricas sobre a legitimidade do regime para a prática política de sua superação. Em dois momentos pelo menos, em Minas Gerais em 1789 e na Bahia em 1798, transcendeu-se a tomada de consciência da situação colonial, e se projetou a mudança, intentando-se a tomada do poder […]
Emancipacionistas, ambos os movimentos refletem, no plano político, o agravamento das tensões derivadas do próprio funcionamento do sistema colonial, e por aí se inserem no quadro geral da revolução do Ocidente. O exemplo secessionista da América Inglesa esteve permanentemente vivo em todo o processo da rebelião mineira; o espectro libertário da França revolucionária acompanha os insurretos baianos de 1798, que para além da emancipação chegaram a visar “uma inteira revolução” de que resultaria uma nova ordem “sem diferença de cor branca, preta e parda”.

NOVAIS, Fernando Antônio. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: Hucitec, 1981. p. 169-171.

A partir da análise do texto, pode-se depreender que o autor:
A) mostra que os dois movimentos defendiam os mesmos princípios de igualdade social e política para o povo brasileiro.
B) considera os movimentos emancipacionistas brasileiros os únicos responsáveis pela crise do Antigo Regime e do sistema colonial.
C) destaca a influência da Revolução Francesa em todo o processo revolucionário desenvolvido na rebelião mineira.
D) ressalta a pequena influência que tiveram os movimentos emancipacionistas no processo de Independência do Brasil.
E) defende a ideia de que os movimentos emancipacionistas estavam inseridos dentro do próprio mecanismo do sistema colonial.

 

 

08. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (Mackenzie-SP) Já na Bahia, em 1798, a inquietação é orientada por elementos de “baixa esfera”, pequenos artesãos, ex-proprietários de lavoura de cana, militares de baixo escalão […] O problema é mais social que colonial. MOTA, Carlos Guilherme.
Sobre a Inconfidência Baiana, descrita no texto anterior, podemos afirmar que:
A) se inspirava nas ideias revolucionárias francesas e propunha mudanças na ordem social da colônia.
B) liderada pela elite preocupava-se com a preservação dos direitos dos grandes proprietários e da estabilidade social.
C) tinha como único suporte ideológico as ideias da Independência dos EUA.
D) com sólido apoio militar e popular ofereceu sério risco ao domínio colonial português.
E) como a Revolução Pernambucana de 1817 foi derrotada por ser elitista e sem propostas sociais.

 

 

09. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (Enem–2003) A primeira imagem a seguir (publicada no século XVI) mostra um ritual antropofágico dos índios do Brasil. A segunda mostra Tiradentes esquartejado por ordem dos representantes da Coroa portuguesa.

A comparação entre as reproduções possibilita as seguintes afirmações:
I. Os artistas registraram a antropofagia e o esquartejamento praticados no Brasil.
II. A antropofagia era parte do universo cultural indígena e o esquartejamento era uma forma de se fazer justiça entre luso-brasileiros.
III. A comparação das imagens faz ver como é relativa a diferença entre “bárbaros” e “civilizados”, indígenas e europeus.
Está correto o que se afirma em:
A) I, apenas. C) III, apenas. E) I, II e III.
B) II, apenas. D) I e II, apenas.

 

 

10. Rebeliões Nativistas e Separatistas: (Enem–2010) O alfaiate pardo João de Deus, que, na altura em que foi preso, não tinha mais do que 80 réis e oito filhos, declarava que “Todos os brasileiros se fizessem franceses, para viverem em igualdade e abundância”.
MAXWELL, K. Condicionalismos da independência do Brasil. SILVA, M. N. (Org.) O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.

O texto faz referência à Conjuração Baiana. No contexto da crise do sistema colonial, esse movimento se diferenciou dos demais movimentos libertários ocorridos no Brasil por:
A) defender a igualdade econômica, extinguindo a propriedade, conforme proposto nos movimentos liberais da França napoleônica.
B) introduzir no Brasil o pensamento e o ideário liberal que moveram os revolucionários ingleses na luta contra o absolutismo monárquico.
C) propor a instalação de um regime nos moldes da  república dos Estados Unidos, sem alterar a ordemsocioeconômica escravista e latifundiária.
D) apresentar um caráter elitista burguês, uma vez que sofrera influência direta da Revolução Francesa, propondo o sistema censitário de votação.
E) defender um governo democrático que garantisse a participação política das camadas populares, influenciado pelo ideário da Revolução Francesa.

 

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Gabarito com as respostas dos exercícios de História sobre

01. A; 02. B; 03. B; 04. D; 05. E; 06. D; 07. E; 08. A; 09. E; 10. E

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