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Atividades sobre Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos

Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos: Instrução: Com base no texto seguinte, responda às questões de 01 a 04.

Fórum de discussão
Mensagem 1:
A ciência, para muitos, tem um lado maligno. Para alguns, estamos passando por uma nova Idade Média, em que a técnica alienante faz as vezes da religião católica. Até agora, minha conclusão é pessimista: por mais que violentemos nosso pensamento, nossa razão ainda estará subordinada ao desejo. E, assim, não há certo ou  errado. A ciência nos dá (ou melhor, vende) armas contra a natureza, que usamos contra nós mesmos, apenas isso. Não existe nada mais irracional que o trabalho científico dos dias atuais.

Mensagem 2:
Caro M., o que você entende exatamente por “ciência”? Um oráculo todo-poderoso e prepotente que diz aos pobres e tolos homens o que está certo e o que é errado? Como pode dizer que ela nos dá armas contra a natureza? Não me vem à cabeça neste momento característica mais própria da natureza humana do que o modo científico de pensar. Você não consegue encontrar nada de científico no método de caça de um aborígene australiano? Ou então no modo de um crenacarore* do Amazonas tratar a terra para o cultivo? Você está claramente confundindo aplicação da tecnologia com ciência. Muitos filósofos têm tido problemas para separar uma coisa da outra (e muitos cientistas também). Se você acha que construir uma bomba atômica, por exemplo, é um trabalho científico, está enganado. É pura e simplesmente um trabalho tecnológico. É claro que ele depende do conhecimento científico, mas é impossível construir conhecimento científico visando à sua aplicação imediata. Aqueles que, como você, confundem Igreja Católica da Idade Média com ciência esquecem-se (ou não sabem) de que esta última tem embutido em si um mecanismo de correção de erros, que é o motor que a move. Nenhuma questão é tratada pela ciência como fechada, nenhum conhecimento está imune de questionamento e dúvida. Com certeza eu não concordo com muito do que a humanidade vem construindo através da aplicação do conhecimento científico; no entanto, a própria ciência é a arma mais poderosa que temos para enfrentar estas questões, e por isso criticá-la é um tiro pela culatra. Você pode fazer como muitos histéricos e criticar a ciência porque a Monsanto patenteou uma soja que tolera um único pesticida, cinco vezes mais forte que os tradicionais, além do fato de o pesticida ser da própria Monsanto. Mas você estará também sendo  contra a salvação de milhares de vidas na África, onde o único modo de obter-se vacinas é cultivando bananas transgênicas que contêm antígenos. Para mim, isto é que é ser irracional.

Fórum Cético Brasileiro – jan. 2002. Disponível em: <http://www.nitnet.com.br>.

*Indivíduo pertencente à tribo indígena de mesmo nome:


01. De acordo com a primeira mensagem, o trabalho científico caracteriza-se pelo irracionalismo.
Pela exposição do autor, esse irracionalismo não é superado porque:
A) o desejo comanda a ciência.
B) o trabalho científico aproxima-se da religião.
C) a alienação resulta do desenvolvimento técnico.
D) a natureza contrapõe-se ao conhecimento científico.

 


02. Os parênteses são utilizados por ambos os autores para
A) fazer ironias provocativas.
B) acrescentar informação acessória.
C) estabelecer intimidade com o leitor.
D) preservar a informalidade da mensagem.

 


03. Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos: O autor da segunda mensagem emprega elementos de coesão ou ligação entre frases ou ideias para compor sua estratégia argumentativa: aceitar, em um primeiro momento, os argumentos do outro para, depois, combatê-los. O trecho que exemplifica o uso de elementos de coesão para construir esse tipo de estratégia é:
A) “Não me vem à cabeça neste momento característica
mais própria da natureza humana do que o modo científico de pensar.”
B) “
Ou então no modo de um crenacarore do Amazonas tratar a terra para o cultivo?”
C) “
Com certeza eu não concordo com muito do que a humanidade vem construindo […] no entanto, a própria ciência é a arma […] para enfrentar estas questões”
D) “[…]
porque a Monsanto patenteou uma soja que tolera um único pesticida […] além do fato de o pesticida ser da própria Monsanto.”

 

 

04. O mesmo autor, na sua resposta, emprega um sofisma: desvia-se da questão em debate e sugere uma desqualificação do oponente. Esse sofisma está contido na seguinte alternativa:
A) “Caro M., o que você entende exatamente por ‘ciência’?”
B) “Você está claramente confundindo aplicação da tecnologia com ciência.”
C) “Se você acha que construir uma bomba atômica, por exemplo, é um trabalho científico, está enganado.”
D) “Você pode fazer como muitos histéricos e criticar a ciência […].”

 

 

05. Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos: (Enem–2009) “Cientistas da Grã-Bretanha anunciaram ter descoberto o primeiro gene humano relacionado com o desenvolvimento da linguagem, o FOXP2. A  descoberta pode ajudar os pesquisadores a compreender os misteriosos mecanismos do discurso – que é uma característica exclusiva dos seres humanos. O gene pode indicar por que e como as pessoas aprendem a se comunicar e a se expressar e por que algumas crianças têm disfunções nessa área. Segundo o professor Anthony Monaco, do Centro Wellcome Trust de Genética Humana, de Oxford, além de ajudar a diagnosticar desordens de discurso, o estudo do gene vai possibilitar a descoberta de outros genes com imperfeições. Dessa forma, o prosseguimento das investigações pode levar a descobrir também esses genes associados e, assim, abrir uma possibilidade de curar todos os males relacionados à linguagem.”
Disponível em:<http://www.bbc.co.uk>. Acesso em: 04 maio 2009 (Adaptação).

 

Para convencer o leitor da veracidade das informações contidas no texto, o autor recorre à estratégia de:
A) citar autoridade especialista no assunto em questão.
B) destacar os cientistas da Grã-Bretanha.
C) apresentar citações de diferentes fontes de divulgação científica.
D) detalhar os procedimentos efetuados durante o processo da pesquisa.
E) elencar as possíveis consequências positivas que a descoberta vai trazer.

 

Questões sobre Pronomes Possessivos, Indefinidos, Demonstrativos, Relativos e Interrogativos.

 

Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos. Instrução: Com base nos textos seguintes, responda às questões de 06 a 09.

Ciência versus religião
Por que acredito mais na ciência do que na religião

Eu acredito na ciência porque ela não pede que acreditemos nela. A ciência nos diz honestamente que conhece apenas parte da natureza. Assume tranquilamente
que não tem todas as respostas e que nunca as terá. A ciência não exige fé, mas convencimento. Sabe ser reflexo de todos os preconceitos e fraquezas das sociedades que a produziram, mas procura transcendê-los. Sabe que é falha, limitada e mutável, e nisso consistem sua força e sua beleza. Por tudo isso, não é que eu acredite na ciência. Eu, simplesmente, confio nela.
NOGUEIRA, Renata Nascimento. Folha de S.Paulo, out. 2001.


Por que acredito mais na religião do que na ciência

Coincidência. Acaso. Destino. Tantas explicações que não explicam muito, quando a gente fala de uma coisa que nos intriga e para a qual sabemos que não existe mesmo  uma explicação. Acho que a religião supera em muito a ciência porque se apega à capacidade mais indômita do ser humano – a de acreditar.
Gosto de saber que existe alguém comigo o tempo todo, que me ouve, que me faz estar neste ou naquele lugar na hora certa por este ou aquele motivo. É o inesperado, o salto no escuro. Quem não acredita, fica vagando somente entre as possibilidades.
Eu prefiro contar com o impossível que, convenhamos, vive cruzando nosso caminho. Além do mais, a quem você gostaria de recorrer na hora daquele aperto, a um Deus misericordioso que pode te ouvir e dessa vez – só dessa vez! – livrar sua cara ou ao Einstein, com aquela baita língua de fora?
RODRIGUES, Angela Guagnelli. Folha de S. Paulo, out. 2001.


06. Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos: Os textos anteriores formam uma espécie de debate, a partir de títulos sugeridos por um jornal para seus leitores. A leitora Renata Nogueira questiona o próprio título sugerido pelo jornal, em virtude da seguinte característica que ela atribui à ciência:
A) Não se opor à religião.
B) Não ser passível de crença.
C) Ser falha, limitada e mutável.
D) Ser mais honesta do que a religião.

 


07. Para estabelecer a superioridade da religião sobre a ciência, Angela Rodrigues se baseia em:
A) acasos do destino.
B) evidências categóricas.
C) explicações suficientes.
D) necessidades humanas.

 


08. Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos: A leitora partidária da religião recorre a duas metonímias para demonstrar melhor a sua posição. Essas metonímias estão indicadas na seguinte alternativa:
A) Deus e Einstein
B) Religião e ciência
C) Acreditar e contar
D) Coincidência e explicação

 


09. Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos: Ao defender a religião, a leitora Angela Rodrigues constrói um tipo de discurso diferente do científico, normalmente caracterizado por argumentos e provas.
Essa diferença, na carta da leitora, é marcada por:
A) alusão a fatos inesperados.
B) registro de preferências pessoais.
C) referência a cientistas conhecidos.
D) menção a comportamentos sociais.

 

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Gabarito com as respostas das atividades de Português sobre Estratégias Argumentativas na Elaboração de Textos:

01. A; 02. A; 03. C; 04. D; 05. A; 06. A; 07. C; 08. B; 09. C

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