Exercícios sobre Gêneros Narrativos

Gêneros Narrativos: Instrução: Texto para as questões de 01 a 03.

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “Ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de Sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente.
Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!”
BRAGA, Rubem. A traição das elegantes.

01. Gêneros Narrativos: De acordo com o texto, o ideal do narrador seria escrever uma história que:

A) fosse divulgada no jornal e divertisse a todos que a lessem.
B) surpreendesse e verdadeiramente alegrasse a moça doente.
C) circulasse de pessoa a pessoa e assim ficasse bem conhecida.
D) fizesse o leitor chorar de tanto rir por tratar-se de uma comédia.
E) deixasse a moça tão feliz que ela não mais se sentiria doente.


02. No trecho “Ah, que minha história fosse como um raio de Sol, irresistivelmente louro, quente, vivo”, o autor fez uso de:

A) antítese.
B) eufemismo.
C) hipérbato.
D) elipse.
E) gradação.


03. Gêneros Narrativos: Considere as seguintes afirmações sobre o vocábulo “que”, usado em trechos do texto:

I. “que aquela moça”: introduz uma oração de valor consecutivo.
II. “que chegasse a chorar”: estabelece uma comparação entre dois fatos hipotéticos.
III. “que história mais engraçada!”: trata-se de um pronome interrogativo empregado em uma frase exclamativa.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) I e III.


(FUVEST-SP–2010)
Instrução: Texto para as questões de 04 a 07.

Linha de impasse
Linha de passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, cumpre a função aparente de lembrar ao topo da pirâmide1 como sobrevive (?) a base metropolitana dos brasileiros. Dado o tamanho da desigualdade entre os estratos3 no Brasil, quem habita as esferas superiores pode não saber o que se passa a poucos metros de sua casa. Os condomínios fechados, os muros eletrificados e os carros blindados encerram a classe média alta numa bolha cuja órbita mental está mais perto de Miami do que do Capão Redondo.

Daí o efeito documental da película. A ficção soa tão verdadeira que poderia ser um conjunto de depoimentos sobre o cotidiano na periferia de São Paulo. O resumo das experiências relatadas é simples: qualquer que seja o caminho tentado, para quem teve a “má sorte” de nascer pobre, é impossível escapar de um círculo de violência e humilhação.

O motoboy, apesar de correr riscos absurdos para aumentar a produtividade, não ganha o suficiente para as necessidades da família e opta pelo crime. O evangélico que adota rigorosa conduta ética não consegue mantê-la em meio aos assaltos e ao arbítrio patronal. O atleta promissor não pode seguir a carreira porque o sistema de seleção é corrupto. O pequeno aprendiz de motorista sai em missão suicida porque não aguenta a desagregação da família. A mãe batalhadora e honesta, mas prestes a ficar desempregada, termina a fita em meio às dores de um parto desesperançado.

Porém, para além das vicissitudes de cada trilha escolhida, o filme desenha os traços de um fracasso do conjunto da sociedade. A crescente exasperação que toma conta do roteiro, à medida que os personagens são detidos por uma invisível barreira que os impede de encontrar melhor destino, reflete um país de feições horríveis. Ao relegar a maioria de seus membros a relações permanentemente brutais e desumanas, ele se constitui em um exemplo de anticivilização.
SINGER, André. Folha de S. Paulo, 10 set. 2008 (Adaptação).

04. Segundo o autor, o filme Linha de passe

A) pretende ser um documentário que tem a finalidade de fazer os ricos saberem como vivem os mais pobres.
B) expõe a incapacidade da sociedade brasileira de oferecer oportunidade para todas as classes sociais.
C) alerta a camada mais rica da sociedade sobre os riscos que corre por causa das injustiças sociais.
D) relaciona o destino de algumas personagens da camada mais pobre com a falta de sorte.
E) mostra a desigualdade social como consequência do desconhecimento de uma classe em relação à outra.


05. Gêneros Narrativos: Tendo em vista a estrutura do texto, a palavra “Daí”, que inicia o segundo parágrafo, é um marcador do discurso que cumpre a função de:

A) indicar o ponto de partida da argumentação do emissor.
B) antecipar a opinião a que chega o autor no final do texto.
C) introduzir uma conclusão com base nas afirmações do parágrafo anterior.
D) estabelecer uma relação espacial numa sequência argumentativa.
E) determinar a sucessão temporal entre dois parágrafos.


06. Gêneros Narrativos: Considerado o contexto, o termo estratos (ref.3) mantém com as expressões topo da pirâmide (ref.1) e base metropolitana (ref. 2) uma relação do tipo:

A) todo / parte.
B) causa / efeito.
C) conotação / denotação.
D) particularização / generalização.
E) implícito / explícito.


07. Ao dar, para seu artigo, um título parecido com o do filme, o autor fez uso de um recurso expressivo denominado:

A) trocadilho.
B) redundância.
C) paródia.
D) ironia.
E) inversão.

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Gabarito com as respostas dos Exercícios de Língua Portuguesa sobre Gêneros Narrativos:

Resposta do exercício 01. B;

Resposta do exercício 02. E;

Resposta do exercício 03. E;

Resposta do exercício 04. B;

Resposta do exercício 05. C;

Resposta do exercício 06. A;

Resposta do exercício 07. A;

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