Exercícios sobre Gêneros Narrativos

Gêneros Narrativos: (FUVEST-SP–2010 / Adaptado)

Instrução: Texto para as questões de 01 a 03.

simulado sobre Gêneros Narrativos

Bill Watterson, Calvin e Haroldo: Yukon Ho!

01. Gêneros Narrativos: Ao afirmar “Não é de se espantar que os homens é que mudam o mundo!” (terceiro quadrinho), a personagem exprime:

A) uma opinião coincidente entre homens e mulheres sobre as mudanças pelas quais o mundo passa.

B) um juízo de valor cujo sentido inusitado e surpreendente se revela na última fala do texto.

C) uma avaliação sobre os verdadeiros agentes da evolução e das transformações do mundo.

D) uma convicção acerca de uma ideia geral que predomina nas demais falas presentes no texto.

E) um pensamento desfavorável às atitudes exclusivas dos homens diante das tragédias mundiais.

 

 

02. Os termos sublinhados em “As garotas pensam pequeno e se preocupam com detalhezinhos. Mas os meninos pensam grande!” (terceiro quadrinho) foram empregados fora da função própria de adjetivos, o que também ocorre em:

A) Era pequeno em tamanho, entretanto grande nas atitudes.

B) “Pequenas empresas, grandes negócios” é o lema do projeto.

C) Conservem-se os pequenos à frente e os grandes logo após.

D) Fazia-se pequeno diante daquele grande empresário inglês.

E) Pequenos e grandes acidentes são narrados naquele programa.

 

 

03. Gêneros Narrativos: Caso seja adaptado à norma escrita culta, o início da fala do primeiro quadrinho será alterado para:

A) Deixe-me ver […] D) Deixe eu ver […]

B) Deixa que eu veja […] E) Deixas-me ver […]

C) Deixa-me ver […]

 

 

(FUVEST-SP–2010)

Instrução: Texto para as questões de 04 a 07.

Linha de impasse

Linha de passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, cumpre a função aparente de lembrar ao topo da pirâmide1 como sobrevive (?) a base metropolitana dos brasileiros. Dado o tamanho da desigualdade entre os estratos3 no Brasil, quem habita as esferas superiores pode não saber o que se passa a poucos metros de sua casa. Os condomínios fechados, os muros eletrificados e os carros blindados encerram a classe média alta numa bolha cuja órbita mental está mais perto de Miami do que do Capão Redondo.

Daí o efeito documental da película. A ficção soa tão verdadeira que poderia ser um conjunto de depoimentos sobre o cotidiano na periferia de São Paulo. O resumo das experiências relatadas é simples: qualquer que seja o caminho tentado, para quem teve a “má sorte” de nascer pobre, é impossível escapar de um círculo de violência e humilhação.

O motoboy, apesar de correr riscos absurdos para aumentar a produtividade, não ganha o suficiente para as necessidades da família e opta pelo crime. O evangélico que adota rigorosa conduta ética não consegue mantê-la em meio aos assaltos e ao arbítrio patronal. O atleta promissor não pode seguir a carreira porque o sistema de seleção é corrupto. O pequeno aprendiz de motorista sai em missão suicida porque não aguenta a desagregação da família. A mãe batalhadora e honesta, mas prestes a ficar desempregada, termina a fita em meio às dores de um parto desesperançado.

Porém, para além das vicissitudes de cada trilha escolhida, o filme desenha os traços de um fracasso do conjunto da sociedade. A crescente exasperação que toma conta do roteiro, à medida que os personagens são detidos por uma invisível barreira que os impede de encontrar melhor destino, reflete um país de feições horríveis. Ao relegar a maioria de seus membros a relações permanentemente brutais e desumanas, ele se constitui em um exemplo de anticivilização.

SINGER, André. Folha de S. Paulo, 10 set. 2008 (Adaptação).

 

 

04. Segundo o autor, o filme Linha de passe

A) pretende ser um documentário que tem a finalidade de fazer os ricos saberem como vivem os mais pobres.

B) expõe a incapacidade da sociedade brasileira de oferecer oportunidade para todas as classes sociais.

C) alerta a camada mais rica da sociedade sobre os riscos que corre por causa das injustiças sociais.

D) relaciona o destino de algumas personagens da camada mais pobre com a falta de sorte.

E) mostra a desigualdade social como consequência do desconhecimento de uma classe em relação à outra.

 

 

05. Gêneros Narrativos: Tendo em vista a estrutura do texto, a palavra “Daí”, que inicia o segundo parágrafo, é um marcador do discurso que cumpre a função de:

A) indicar o ponto de partida da argumentação do emissor.

B) antecipar a opinião a que chega o autor no final do texto.

C) introduzir uma conclusão com base nas afirmações do parágrafo anterior.

D) estabelecer uma relação espacial numa sequência argumentativa.

E) determinar a sucessão temporal entre dois parágrafos.

 

Exercícios de Língua Portuguesa sobre Narração.

 

06. Gêneros Narrativos: Considerado o contexto, o termo estratos (ref.3) mantém com as expressões topo da pirâmide (ref.1) e base metropolitana (ref. 2) uma relação do tipo:

A) todo / parte.

B) causa / efeito.

C) conotação / denotação.

D) particularização / generalização.

E) implícito / explícito.

 

 

07. Ao dar, para seu artigo, um título parecido com o do filme, o autor fez uso de um recurso expressivo denominado:

A) trocadilho.

B) redundância.

C) paródia.

D) ironia.

E) inversão.

 

 

Instrução: Texto para as questões de 08 a 10.

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “Ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de Sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente.

Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!”

BRAGA, Rubem. A traição das elegantes.

 

08. Gêneros Narrativos: De acordo com o texto, o ideal do narrador seria escrever uma história que:

A) fosse divulgada no jornal e divertisse a todos que a lessem.

B) surpreendesse e verdadeiramente alegrasse a moça doente.

C) circulasse de pessoa a pessoa e assim ficasse bem conhecida.

D) fizesse o leitor chorar de tanto rir por tratar-se de uma comédia.

E) deixasse a moça tão feliz que ela não mais se sentiria doente.

 

 

09. No trecho “Ah, que minha história fosse como um raio de Sol, irresistivelmente louro, quente, vivo”, o autor fez uso de:

A) antítese.

B) eufemismo.

C) hipérbato.

D) elipse.

E) gradação.

 

 

10. Gêneros Narrativos: Considere as seguintes afirmações sobre o vocábulo “que”, usado em trechos do texto:

I. “que aquela moça”: introduz uma oração de valor consecutivo.

II. “que chegasse a chorar”: estabelece uma comparação entre dois fatos hipotéticos.

III. “que história mais engraçada!”: trata-se de um pronome interrogativo empregado em uma frase exclamativa.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

E) I e III.

 

🔵 >>> Confira nossa lista com todos os exercícios de Português.

 

Gabarito com as respostas das atividades de Português sobre Gêneros Narrativos:

01. B; 02. C; 03. A; 04. B; 05. C; 06. A; 07. A; 08. B; 09. E; 10. E;

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