Exercícios sobre Variações Linguísticas Ensino Médio

01. Variações Linguísticas Ensino Médio: (UFU-MG) Assinale a ÚNICA alternativa em que NÃO ocorre o emprego de expressões coloquiais.

a) “ – Ele pode decidir… – disse Pé-de-Vento. Tinha esperanças de ser escolhido por Quincas para herdar Quitéria, seu único bem.” (J. Amado)

b) “ – Calma, companheiro. Não tava querendo lhe lesar.” (J. Amado)

c) “ – Boa tarde, damas e cavalheiros. A gente queria ver ele…” (J. Amado)

d) “ – Apesar dos pesares, é meu pai. Não quero que seja enterrado como um vagabundo. Se fosse seu pai, Leonardo, você gostava?” (J. Amado)

e) “ – Fala também, desgraçado… – Negro Pastinha, sem se levantar, espichava o poderoso braço, sacudia o recém-chegado, um brilho mau nos olhos.

– Ou tu acha que ele era ruim?” (J. Amado)

Na questão a seguir, julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.

 

 

02. (UFMT) Com base no texto:

Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu.

A gente estancou de repente

Ou foi o mundo, então, que cresceu.

(Roda Viva – Chico Buarque)

Julgue os itens:

( ) A expressão “a gente” é uma forma característica da linguagem coloquial para substituir o pronome “nós”.

( ) O uso do verbo “ter” em lugar de “haver” e a supressão da preposição “em” junto ao relativo são marcas da oralidade no texto.

( ) A modalidade oral e o registro coloquial envolvem o ouvinte-leitor numa relação de familiaridade.

 

 

03. (Fuvest) As aspas marcam o uso de uma palavra ou expressão de variedade linguística diversa da que foi usada no restante da frase em:

a) Essa visão desemboca na busca ilimitada do lucro, na apologia do empresário privado como o “grande herói” contemporâneo.

b) Pude ver a obra de Machado de Assis de vários ângulos, sem participar de nenhuma visão “oficialesca”.

c) Nas recentes discussões sobre os “fundamentos” da economia brasileira, o governo deu ênfase ao equilíbrio fiscal.

d) O prêmio Darwin, que “homenageia” mortes estúpidas, foi instituído em 1993.

e) Em fazendas de Minas e Santa Catarina, quem aprecia o campo pode curtir o frio, ouvindo “causos” à beira da fogueira.

 

 

04. (UFRJ) Murilo Mendes procura trazer para seu poema diversas marcas de “brasilidade”.

a) Qual o verso em que dois recursos linguísticos, próprios da linguagem coloquial, formam uma só unidade de sentido?

b) Reescreva o verso de modo mais formal, sem alteração do sentido.

 

Texto para a questão 7.

Eu te amo

Tom Jobim/Chico Buarque

Ah, se já perdemos a noção da hora,

Se juntos já jogamos tudo fora,

Me conta agora como hei de partir…

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos

desvarios,

Rompi com o mundo, queimei meus navios,

Me diz pra onde é que inda posso ir…

[…]

Se entornaste a nossa sorte pelo chão,

Se na bagunça do teu coração

Meu sangue errou de veia e se perdeu…

[…]

Como, se nos amamos como dois pagãos,

Teus seios inda estão nas minhas mãos,

Me explica com que cara eu vou sair…

Não, acho que estás só fazendo de conta,

Te dei meus olhos pra tomares conta,

Agora conta como hei de partir…

 

05. Variações Linguísticas Ensino Médio: (Fuvest) Neste texto, em que predomina a linguagem culta, ocorre também a seguinte marca da linguagem coloquial:

a) emprego de HEI no lugar de TENHO.

b) falta de concordância quanto à pessoa nas formas verbais ESTÁS, TOMARES e CONTA.

c) emprego de verbos predominantemente na segunda pessoa do singular.

d) redundância semântica, pelo emprego repetido da palavra CONTA, na última estrofe.

e) emprego das palavras BAGUNÇA e CARA.

 

Exercícios sobre Análise Sintática Ensino Médio com Gabarito.

 

06. Variações Linguísticas Ensino Médio: (IBMEC) Leia o seguinte texto.

“[…] A gramática deverá, primeiro, colocar em seu devido lugar as afirmações de cunho normativo: não necessariamente suprimindo-as, mas apresentando o dialeto padrão como uma das possíveis variações da língua, adequada em certas circunstâncias e inadequada em outras (é tão “incorreto” escrever um tratado de filosofia no dialeto coloquial quanto namorar usando o dialeto padrão). Depois, a gramática deverá pelo menos descrever as principais variantes (regionais, sociais e situacionais) do português brasileiro, abandonando a ficção, cara a alguns, de que o português no Brasil é uma entidade simples e homogênea. Finalmente, e acima de tudo, a gramática deverá ser sistemática, teoricamente consistente e livre de contradições.”

(PERINI, M. A. Para uma Nova Gramática do Português. 7. ed. São Paulo: Ática.)

I. As regras gramaticais não podem prescrever um só padrão linguístico para todas as situações, pois existem variantes linguísticas distintas.

II. A descrição linguística deve abandonar a literatura de ficção, cujo custo é inacessível para grande parte da população.

III. A descrição das principais variantes deve demonstrar a heterogeneidade e a complexidade do português no Brasil.

Assinale a alternativa correta, relacionando o texto às afirmações:

a) Todas estão corretas.

b) Apenas I e II estão corretas.

c) Apenas I e III estão corretas.

d) Apenas II e III estão corretas.

e) Todas estão incorretas.

 

 

07. (Fuvest) “A princesa Diana já passou por poucas e boas.

Tipo quando seu ex-marido Charles teve um love affair com lady Camille revelado para Deus e o mundo.”

(Folha de S. Paulo, 5. nov. 1993.)

No texto acima, há expressões que fogem ao padrão culto da língua escrita.

a) Identifique-as.

b) Reescreva-as conforme o padrão culto.

 

 

08. (Enem) Murilo Mendes, em um de seus poemas, dialoga com a carta de Pero Vaz de Caminha:

“A terra é mui graciosa,

Tão fértil eu nunca vi.

A gente vai passear,

No chão espeta um caniço,

No dia seguinte nasce]

Bengala de castão de oiro.]

Tem goiabas, melancias,]

Banana que nem chuchu.

Quanto aos bichos, tem-nos muito,

De plumagens mui vistosas.

Tem macaco até demais

Diamantes tem à vontade

Esmeralda é para os trouxas.

Reforçai, Senhor, a arca,

Cruzados não faltarão,

Vossa perna encanareis,

Salvo o devido respeito.

Ficarei muito saudoso

Se for embora daqui”.

(MENDES, Murilo. Murilo Mendes – poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.)

 

Arcaísmos e termos coloquiais misturam-se nesse poema, criando um efeito de contraste, como ocorre em:

a) A terra é mui graciosa / Tem macaco até demais.

b) Salvo o devido respeito / Reforçai, Senhor, a arca.

c) A gente vai passear / Ficarei muito saudoso.

d) De plumagens mui vistosas / Bengala de castão de oiro.

e) No chão espeta um caniço / Diamantes tem à vontade.

 

 

09. (Unicamp) O texto “O FMI vem aí. Viva o FMI”, do articulista Luiz Nassif, publicado na revista ÍCARO, está redigido no português culto característico do jornalismo, e contém, inclusive, um bom número de expressões típicas da linguagem dos economistas, como “desequilíbrio conjuntural”, “royalties”, “produtos primários”, política cambial”. No entanto, contém também termos ou expressões informais, como na seguinte frase: “Há um ou outro caso de mudanças estruturais no mundo que deixa os países COM A BROXA NA MÃO”.

Leia o trecho abaixo e responda às questões:

Países já chegam ao FMI com todos esses impasses, denotando a incapacidade de suas elites de chegarem a fórmulas consensuais para enfrentar a crise – mesmo porque essas fórmulas implicam prejuízos aos interesses de alguns grupos poderosos. Aí a burocracia do FMI deita e rola. Há, em geral, economistas especializados em determinadas regiões do globo. Mas, na maioria das vezes, as fórmulas aplicadas aos países são homogêneas, burocráticas, de quem está por cima da carne-seca e não quer saber de limitações de ordem social ou política. (…) Sem os recursos adicionais do Fundo, a travessia de 1999 seria um inferno, com as reservas cambiais se esvaindo e o país sendo obrigado ou a fechar sua economia ou a entrar em parafuso. O desafio maior será produzir um acordo que obrigue, sim, o governo e o Congresso a acelerarem as reformas essenciais (ÍCARO, 170, out. 1998).

a) Transcreva outras três expressões do trecho que tenham a mesma característica de informalidade.

b) Substitua as referidas expressões por outras, típicas da linguagem formal.

 

 

Leia o texto abaixo e responda a questão sobre Variações Linguísticas Ensino Médio:

A tribo se acabara, a família virara sombras, a maloca ruíra minada pelas saúvas e Macunaíma subira pro céu, porém, ficara o aruaí do séquito daqueles tempos de dantes em que o herói fora o grande Macunaíma imperador. E só o papagaio no silêncio do Uraricoera preservava do esquecimento os casos e a fala desaparecida. Só o papagaio conservava no silêncio as frases e os feitos do herói.

Tudo ele contou pro homem e depois abriu asa rumo de Lisboa. E o homem sou eu, minha gente, e eu fiquei pra vos contar a história. Por isso que vim aqui. Me acocorei em riba destas folhas, catei meus carrapatos, ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma, herói de nossa gente. Tem mais não.

(ANDRADE, Mário de. Macunaíma – o herói sem nenhum caráter. Edição crítica de Telê Porto Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978, p.148.)

 

10. (UFSCAR) No texto, o narrador qualifica a sua linguagem como “fala impura”, ou seja, como linguagem mal tolerada pelos gramáticos do começo do século, principalmente por aqueles que defendiam o Parnasianismo e o Realismo acadêmico.

a) Destaque três expressões do segundo parágrafo que exemplificam a “fala impura”.

b) Explique por que essas expressões podem ser consideradas exemplos de “fala impura” e, em seguida, transforme-as em fala pura.

 

🔵 >>> Confira nossa lista com todos os exercícios de Língua Portuguesa.

 

Gabarito com as respostas das questões de Língua Portuguesa sobre Variações Linguísticas Ensino Médio:

01. A;

02. V, V, V;

03. E;

 

04. a) No verso 11: “Umas, nuinhas da silva”.

b) Umas, completamente nuas.

 

05. E;

06. C;

 

07. a) “Poucas e boas”, “tipo quando”.

 

08. A

 

09. A informalidade encontra-se

a) em: 1. “deita e rola”

2. “de que está por cima da carne-seca”; e

3. “entrar em parafuso”.

b) 1. “faz o que lhe agrada”;

2. “ter todo poder”; e

3. “ficar desorientado”.

 

10. a) 1 – “Tudo ele contou pro homem”

2 – “Por isso que vim aqui”. “Me acocorei em riba destas folhas”.

b) 1 – O “pro” é a forma reduzida no coloquial no lugar de “para o”. Na “fala pura”, ficaria: Tudo ele contou para o homem.

2 – Há um “que” expletivo, traço da linguagem coloquial.

Na “fala pura”, tem-se: Por isso vim aqui.

3 – A forma “Me acocorei” é “condenada” pelos gramáticos puristas, pois não se inicia frase por pronomes oblíquos. Há expressão “em riba”, também marca da oralidade. Na “fala pura”, tem-se: Acocorei-me sobre estas folhas.

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