Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras

1) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (USF-SP – modificado)

O termo gentrificação é derivado de um neologismo criado pela socióloga britânica Ruth Glass em 1963, em um artigo em que falava sobre as mudanças urbanas em Londres (Inglaterra). Atualmente ele está bem presente nas cidades brasileiras. O processo de gentrificação atual pode ser entendido como:

a) o aprimoramento dos bairros e a total condição social e urbana das principais cidades brasileiras, o que permite hoje uma maior igualdade de maradia e aquisição imobiliária.

b) a plena ocupação imobiliária com acesso garantido das pessoas de média ou baixa renda, já que a ocupação do espaço urbano tem sido orquestrada de maneira mais equivalente.

c) o processo de mudança imobiliária, nos perfis residenciais e padrões culturais, seja de um bairro, região ou cidade. Esse processo envolve de forma geral a troca de um grupo por outro com maior poder aquisitivo em um determinado espaço e que passa a ser visto como mais qualificado que o outro.

d) um processo positivo de promoção da igualdade espacial urbana, principalmente para países em desenvolvimento, como o Brasil, e de economia forte com representação efetiva no mercado internacional.

e) o processo pelo qual as melhorias urbanas estarão garantidas e tem como função principal a desapropriação das áreas para construção de moradias para a população de menor poder aquisitivo.

 

 

2) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (Fuvest) A partir de 2001, com a aprovação da lei nº 10.257, que fcou conhecida como Estatuto da Cidade, houve a regulamentação dos artigos de política urbana que constam da Constituição de 1988.

São características de alguns municípios do território nacional:

– abriga mais de 20 mil habitantes;

– integra regiões metropolitanas e aglomerações urbanas;

– integra áreas de especial interesse turístico;

– insere-se na área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental de âmbito regional ou nacional;

– o poder público municipal quer exigir o aproveitamento adequado do solo urbano sob pena de parcelamento, desapropriação ou progressividade do Imposto Predial e Territorial Urbano.

Segundo o Estatuto da Cidade, é obrigatório, para municípios com uma ou mais dessas características, a elaboração, em primeiro lugar, de:

a) Plano do Sistema Viário inserido no contexto estadual.

b) Lei do Perímetro suburbano.

c) Plano Diretor.

d) Lei do Zoneamento inserido no contexto estadual.

e) Lei do Zoneamento Rural.

 

 

3) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (Famerp-SP) Dentre os mecanismos empregados na gestão da política urbana das cidades brasileiras, há a Lei de Zoneamento, que consiste no estabelecimento:

a) de regras de parcelamento, uso e ocupação do solo para definir as atividades que podem ser instaladas nos diferentes lugares da cidade.

b) de princípios, diretrizes e normas para que o processo de desenvolvimento se realize entre os diferentes agentes do espaço urbano.

c) de melhorias em regiões pré-definidas, por meio de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada.

d) de diferenças entre a regularização fundiária de interesse social e a de interesse específico para agilizar a legitimação de posse da terra.

e) de prioridades de mobilidade urbana para garantir a sustentabilidade, a eficiência e os menores custos nos deslocamentos.

 

 

4) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (Enem) No Brasil, verifcam-se alterações nos rumos das políticas públicas habitacionais, em especial associadas ao processo de favelização, disseminando-se de modo residual e acelerado, envolvendo conjuntos habitacionais, suprimindo espaços livres, comprometendo ambientes frágeis e homogeneizando a paisagem periférica. Tais políticas contribuíram para a exacerbação das condições de desigualdade sócioespacial no espaço intraurbano de metrópoles, cidades médias e pequenas.

O processo de favelização está associado:

a) À especulação imobiliária e à falta de políticas habitacionais;

b) À ocupação de espaços vazios privados e à ocupação planejada por movimentos populares;

c) À verticalização de áreas centrais e ao espraiamento planejado pela iniciativa privada;

d) Ao investimento em áreas comerciais e ao favorecimenrto do mercado imobiliário;

e) Ao projeto de limpeza étnica e à criação de bolsões de pobreza.

 

 

5) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (Unesp) O processo de desconcentração industrial no estado de São Paulo, iniciado na década de 1970, alterou profundamente seu mapa e território: a mancha metropolitana da capital se expandiu em direção ao Vale do Paraíba, Sorocaba e, às regiões de Campinas e Ribeirão Preto, conglomerados  urbanos especializados se formaram ao longo de uma densa malha rodoviária e as cidades médias assumiram a liderança do mercado em seu entorno.

(Claudia Izique, Pesquisa FAPESP, julho de 2012.)

A transformação da indústria na metrópole de São Paulo pode ser entendida pela modifcação do sistema de produção, associada aos avanços em transporte e comunicação. As empresas que participaram desse processo procuravam:

a) conseguir mão de obra sufciente para suas atividades, já que na metrópole os trabalhadores não aceitavam mais trabalhar nas fábricas.

b) adquirir matéria-prima para seus produtos, visto que os recursos naturais na metrópole haviam se esgotado.

c) obter novos mercados, já que a influência dos produtos importados no centro da metrópole é muito grande.

d) antecipar mercados, prevendo as futuras necessidades das cidades médias em expansão.

e) reduzir os custos das produção, sabendo que as novas cidades ofereciam incentivos fiscais, terrenos e mão de obra mais baratos.

 

A Composição Étnica do Brasil Exercícios.

 

6) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (Vunesp) E toda a gentalha daquelas redondezas ia cair lá, ou então ali ao lado, na casa de pasto, onde os operários das fábricas e os trabalhadores da pedreira se reuniam depois do serviço, e ficavam bebendo e conversando até às dez horas da noite, entre o espesso fumo dos cachimbos, do peixe frito em azeite e dos lampiões de querosene.

(…)

Não obstante, as casinhas do cortiço, à proporção que se atamancavam, enchiam-se logo, sem mesmo dar tempo a que as tintas secassem. Havia grande avidez em aluga-las; aquele era o melhor ponto do bairro para a  gente do trabalho. Os empregados da pedreira preferiam todos morar lá porque ficavam a dois passos da obrigação”.

AZEVEDO, Aluísio. O cortiço.

Esse texto literário registra o surgimento de um dos principais problemas habitacionais existentes ainda hoje nas grandes cidades brasileiras.

a) A formação de cortiços, cuja localização próxima das áreas de trabalho ainda é um dos principais atrativos, mesmo com a precariedade das condições oferecidas.

b) A expansão das habitações da população de baixa renda nas áreas periféricas e sem infraestrutura, cujo principal atrativo são os preços baixos dos terrenos.

c) A formação de bairros residenciais segregados, que têm por principal atrativo oferecer segurança mesmo nas áreas centrais; ainda que esta vantagem resulte em preços mais altos.

d) A deterioração das áreas centrais, em razão da acumulação de atividades econômicas, e a concentração da população de baixa renda, que formam a chamada “população de rua.”

e) A formação de novas áreas residenciais pelas simples ocupação de terras nas áreas mais distantes e desvalorizadas, promovidas por trabalhadores sem renda para a compra legalizada.

 

 

7) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (UFF-RJ – modificado) O crescimento das cidades no Brasil é marcado por fortes contrastes sociais, os quais são revelados pelas seguintes características principais:

a) Elevados índices de violência urbana; segregação socioespacial; insuficiência na oferta de empregos.

b) Oferta generalizada de empregos; elevados índices de violência urbana; processo de favelização.

c) Baixa intensidade de migração campo/cidade; expansão lenta e antiga; elevados índices de violência urbana.

d) Elevados investimentos em infraestrutura urbana em áreas periféricas: expansão rápida e recente; incremento da favelização.

e) Segregação socioespacial; baixas taxas de crescimento populacional; elevados investimentos em infraestrutura urbana.

 

 

8) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (Fuvest-SP) O Estatuto da Cidade, Lei n° 10257, de 10 de julho de 2001, chega com atraso de 37 anos, em relação ao Estatuto da Terra, e dispõe, em outros pontos, sobre:

a) as metas de financiamento habitacional para a população de baixa renda.

b) o direito dos consumidores na cidade.

c) o estabelecimento do IPTU progressivo, de acordo com a regulamentação municipal.

d) os gastos públicos, controlando o endividamento das prefeituras.

e) as metas de consumo energético urbano, estabelecidas pelo governo federal.

 

 

9) Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras: (FMABC-SP – modificado) “Retrato novo das mazelas antigas: dia 06 [novembro] saiu o estudo Aglomerados Subnormais – Informações Territoriais, do IBGE, mostrando que 11.425.644 brasileiros vivem em construções alheias às regras do planejamento urbano. Além de aterros, mocambos, loteamentos irregulares e outros rincões improvisados e informais, há 6.329 favelas, onde se empoleiram 3.224.529 casas, principalmente no eixo Rio-SP. Nesse país […] as cidades retratam o abismo social do Brasil.”

(Entrevista com Nireu Cavalcanti, Cidade dos extremos, Estado de S. Paulo, 10/11/2013. P. E2)

 

Tendo em vista esse aspecto do quadro urbano do Brasil, é correto afirmar que

a) trata-se de um quadro novo, que reverte a tendência de planejamento urbano predominante nas metrópoles brasileiras, antes dos imensos processos migratórios internos das décadas de 1950-2000.

b) esse quadro indica um abismo social no Brasil, mas também não esconde que esse abismo está diminuindo em vista de as favelas estarem retrocedendo nas grandes metrópoles do Nordeste brasileiro.

c) uma parte da população urbana brasileira (atores sociais com menor poder) constrói sua própria cidade, visto que o planejamento urbano oficial não a contempla, mesmo nos centros de economia mais dinâmica do país.

d) os processos migratórios do Nordeste para o Sudeste implicam a transferência das habitações subnormais daquela parte do país para o eixo Rio-SP, mostrando que o abismo social no Brasil é, na verdade, regional.

e) habitações subnormais nas cidades brasileiras são uma grande novidade, pois eram inexistentes nas metrópoles do Sudeste antes da década de 1950, o que mostra que a modernização brasileira gerou esse efeito colateral.

 

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Gabarito com as respostas das questões de geografia sobre as Macrometrópoles e Moradia nas Cidades Brasileiras:

1) c;

2) c;

3) a;

4) a;

5) e;

6) a;

7) a;

8) c;

9) c

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