A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado Exercícios

01. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado Exercícios: (Fatec/2013) Observe atentamente o mapa que traz dados do primeiro Censo, realizado no Brasil em 1872. Leve em consideração que a delimitação das províncias imperiais corresponde aproximadamente à delimitação dos atuais estados da federação.

Mapa do Brasil dividido em 5 regiões pelo IBGE

(ALENCASTRO, Luiz Felipe de (org.) História da Vida Privada no Brasil Vol 2. São Paulo: Cia das Letras, 1997. p. 247.)

Baseando-se na proposta do IBGE a qual divide o Brasil em cinco regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste) e estabelecendo uma comparação entre elas, é correto afirmar que a porcentagem de escravos no Brasil, em 1872, era:
a) menor na região Sul, pois as missões jesuíticas combatiam a escravidão africana.
b) menor na região Nordeste, pois naquela época a economia açucareira estava no auge.
c) menor na região Norte, devido à industrialização e urbanização precoces na região.
d) maior na região Centro-Oeste do que no litoral, devido á economia agropecuária.
e) maior na região Sudeste, graças ao crescimento da economia de exportação de café.


02. (Unesp-SP/2010) A expansão da economia do café para o oeste paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil como:

a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.
b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.
c) a divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.
d) o fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.
e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.


03. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (Unicamp-SP) São Paulo, quem te viu e quem te vê! Tinhas então as tuas ruas sem calçamento, iluminadas pela luz baça e amortecida de uns lampiões de azeite; tuas casas, quase todas térreas, tinham nas janelas umas rótulas através das quais conversavam os estudantes com as namoradas; os carros de bois guinchavam pelas ruas carregando enormes cargas e guiados por míseros cativos. Eras então uma cidade puramente paulista, hoje és uma cidade italiana!! Estás completamente transformada, com proporções agigantadas, possuindo opulentos e lindíssimos prédios, praças vastas e arborizadas, ruas todas calçadas, cortadas por diversas linhas de bond, centenas de casas de negócios e a locomotiva soltando seus sibilos progressistas.
(Adaptado de Alfredo Moreira Pinto, A cidade de São Paulo em 1900. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 1979, p. 8-10.)

a) Cite duas transformações mencionadas no texto que marcam a oposição entre atraso e progresso.
b) De que formas a economia cafeeira contribuiu para as transformações observadas pelo autor?


04. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (Unesp) O texto seguinte se refere a um esforço de implantação de fábricas no Brasil em meados do século XIX. Não se pode dizer (…) que tenha havido falta de proteção depois de 1844. Nem é lícito considerar reduzido seu nível (…) Não se está autorizado, portanto, a atribuir o bloqueio da industrialização à carência de proteção. O verdadeiro problema começa aí: há que explicar por que o nível de proteção, que jamais foi baixo, revelou-se insuficiente.
(J. M. Cardoso de Mello. O Capitalismo tardio, 1982.)

a) Qual foi a novidade da Tarifa Alves Branco (1844), comparando-a com os tratados assinados com a Inglaterra em 1810?
b) Indique duas razões do “bloqueio da industrialização” ao qual se refere o autor.


05. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (PUC-PR) Em alguns livros, o período da história do Império Brasileiro entre 1850 a 1870 tem o seu nome elogiado como “empresário moderno, empreendedor, a presença de escravos em seus negócios, após a decretação do fim do tráfico em 1850, no entanto, compromete sua fama de abolicionista”.

O texto se refere à chamada Era:
a) Ubá.
b) Itajubá.
c) Penedo.
d) Cotegipe.
e) Mauá.


06. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (Fatec) Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós (ministro da Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em decorrência dessa lei, o governo imperial brasileiro aprovou outra, “a Lei de Terras”.

Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta.
a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que passaram a chegar ao Brasil.

b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos negros libertos o acesso a elas.

c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no “Act Homesteade” americano, para realizar uma distribuição de terras aos camponeses mais pobres.

d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a vender sua força de trabalho para os cafeicultores.

e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação das dezenas de quilombos que existiam no Brasil.


07. (UFPEL) Observe o documento que indica o preço médio do escravo, no período de 1843 a 1887, no Brasil.

tabela com o preço médio dos escravos

A variação do preço dos escravos, na tabela, está diretamente relacionada:
a) ao “Bill Aberdeen” e à Lei Eusébio de Queirós, os quais provocaram a elevação nos valores desse tipo de mão de obra, na primeira metade do Segundo Reinado.

b) à Lei do Ventre Livre e à Lei dos Sexagenários, as quais, juntamente com as lutas dos escravos, promoveram a elevação permanente desse valores, no período de 1843 a 1867.

c) ao tráfico interprovincial, à imigração europeia, à ampliação da escravização indígena e ao início do trabalho assalariado, fatores que promoveram a elevação do preço do escravo, no período de 1843 a 1877.

d) à imigração italiana, que promoveu a redução do preço dos escravos no Brasil, no período de 1868 a 1877.

e) às imigrações alemã e japonesa – iniciadas durante o Período Regencial – que ampliaram a oferta de escravos, reduzindo o preço da mão de obra escrava, no período de 1878 a 1887.


08. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (Fuvest) “Em certo sentido, os portugueses, os espanhóis e os italianos, compondo os maiores contingentes imigratórios para o Brasil, registrados entre a Independência e a Primeira Guerra Mundial, satisfaziam as reivindicações dos dois grupos de pressões nacionais.”
(Maria L. Renaux e Luiz F. de Alencastro. “História da Vida Privada no Brasil”.)

Uma das reivindicações atendidas com a entrada desses imigrantes foi a de:
a) políticos nortistas para povoar as áreas de fronteira.
b) fazendeiros escravagistas para aumentar a produção canavieira.
c) políticos defensores do “embranquecimento” da população nacional.
d) industriais paulistas para obtenção de mão de obra especializada.
e) políticos europeus para solucionar problemas decorrentes da unificação nacional.


09. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (UERJ/2014)

panfleto do governo para estimular a ida de imigrantes para o estado de são paulo

A restituição da passagem

As famílias chegas a Santos com passagens de 3ª classe, tendo pelo menos 3 pessoas de 12 a 45 anos, sendo agricultores e destinando-se à lavoura do estado de São Paulo, como colonos nas fazendas ou estabelecendo-se por conta própria em terras adquiridas ou arrendadas de particulares ou do governo, fora dos subúrbios da cidade, podem obter a restituição da quantia que tiveram pago por suas passagens. Adaptado de O Immigrante, n° 1, janeiro de 1908.

A publicação da revista O immigrante fazia parte das ações do governo de São Paulo que tinham como objetivo estimular, no final do século XIX e início do XX, a ida de imigrantes para o estado. Para isso, ofereciam-se  inclusive subsídios, como indica o texto.

Essa diretriz paulista era parte integrante da política nacional da época que visava à garantia da:
a) oferta de mão de obra para a cafeicultura.
b) ampliação dos núcleos urbanos no interior.
c) continuidade do processo de reforma agrária.
d) expansão dos limiters territoriais da federação.
e) atividade mineradora em São Paulo.


10. A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado: (Unifesp) “Será exagero… dizer-se que os colonos se acham sujeitos a uma nova espécie de escravidão, mais vantajosa para os patrões do que a verdadeira, pois recebem os europeus por preços bem mais moderados do que os dos africanos…

Sem falar no fato do trabalho dos brancos ser mais proveitoso do que o dos negros?”
(Thomas Davatz, “Memórias de um colono no Brasil”, 1854-1857.)

Do texto anterior, pode-se afirmar que:
a) denuncia por igual a escravidão de negros e brancos.
b) revela a tentativa do governo de estimular a escravidão branca.
c) indica a razão pela qual fracassou o sistema de parceria.
d) defende que o trabalho escravo é mais produtivo que o livre.
e) ignora o enorme prejuízo que os fazendeiros tiveram com a contratação dos colonos.


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Gabarito com as respostas das questões de História sobre A Economia e as Transformações Sociais no Segundo Reinado:

01. e;

02. b;

03. a) Houve, segundo o texto, o calçamento de todas as ruas, o surgimento de prédios lindos e opulentos, em contraposição às antigas casas, quase todas térreas, e os bondes cortavam as ruas onde antes trafegavam carros de bois.

b) Com o advento do café, houve a mudança do eixo econômico brasileiro do Nordeste para o Sudeste, em especial, para o Estado de São Paulo. No final do século XIX, graças, entre outros fatores, à acumulação de capitais, à dinamização da economia e à expansão do mercado, promovidas pelo café, a cidade de São Paulo iniciou seu processo de industrialização, tornando-se a principal região econômica do Estado. Houve um acelerado crescimento urbano e o início de uma nova corrente migratória.

04. a) Enquanto os Tratados de 1810 entre Brasil e Inglaterra estabeleciam privilégios alfandegários à Inglaterra no comércio com o Brasil, a Tarifas Alves Branco estabeleceu o protecionismo ao elevar em 60% algumas tarifas alfandegárias, criando condições para o desenvolvimento industrial.

b) A falta de apoio governamental aos projetos de industrialização em razão da sustentação política de Dom Pedro II pela aristocracia rural e a dificuldade de concorrência com os produtos ingleses no mercado brasileiro.

05. e;

06. d;

07. a;

08. c;

09. a;

10. c

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