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A Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal

01. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (FGV-SP–2009)
[…]
constituíram-se na Idade Média dois poderes que se colocavam acima da autoridade dos reis e dos senhores e, por isso, eram denominados poderes universais:
o papado (poder espiritual ou religioso) e o Império (poder temporal ou político). A relação entre esses dois poderes foi sempre problemática
[…] KOSHIBA, Luiz. História – origens, estruturas e processos.

Pode ser apontado(a) como um exemplo dessa relação problemática:
A) a promulgação do Edito de Milão, em 313, que reconheceu o poder espiritual do papa e estabeleceu o cristianismo como a religião oficial do Império Romano, condição revogada pelo imperador Décio, no fim do século IV.
B) o conflito conhecido como a Querela das Investiduras, de 1076, que opôs o papa Gregório VII ao imperador Henrique IV, do Sacro Império, e só foi superado em
1122, com a Concordata de Worms.
C) a determinação do imperador Teodósio I, a partir de 391, em proibir todas as práticas não pagãs, que gerou uma forte perseguição aos cristãos e o poder religioso voltou para a mão do imperador romano.
D) o incentivo dos reinos cristãos, principalmente do Império Carolíngio, em construir mosteiros longes das cidades, o que efetivou a separação entre o poder temporal dos reis e o poder espiritual dos monges e do clero em geral.
E) o apoio decisivo do imperador Constantino à heresia ariana, construída pelos bispos do Oriente, no Concílio de Niceia (325), que defendia a concepção de que o poder temporal caberia apenas ao soberano romano, mas com o beneplácito do papa.

 


02. (UNIFESP-SP–2009)
Por trás do ressurgimento da indústria e do comércio, que se verificou entre os séculos XI e XIII, achava-se um fato de importância econômica mais fundamental:
a imensa ampliação das terras aráveis por toda a Europa e a aplicação à terra de métodos mais adequados de cultivo, inclusive a aplicação sistemática de esterco urbano às plantações vizinhas.
MUMFORD, Lewis. A cidade na História. São Paulo: Martins Fontes, 1982.

O texto trata da expansão agrícola na Europa Ocidental e Central entre os séculos XI e XIII. Entre as razões desse aumento de produtividade, podemos citar:
A) o crescimento populacional, com decorrente aumento do mercado consumidor de alimentos.
B) a oportunidade de fornecer alimentos para os participantes das Cruzadas e para as áreas por eles conquistadas.
C) o fim das guerras e o estabelecimento de novos padrões de relacionamento entre servos e senhores de terras.

D) a formação de associações de profissionais, com decorrente aperfeiçoamento da mão de obra rural.
E) o aprimoramento das técnicas de cultivo e uma relação mais intensa entre cidade e campo.

 


03. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (Unimontes-MG–2009) Acerca da chamada Peste Negra (1347-1350), é INCORRETO afirmar que:
A) facilitou, em virtude da sua natureza catastrófica, a proliferação de heresias contrárias à Igreja Católica.
B) contribuiu para a concentração fundiária, na medida em que ceifou parte da aristocracia.
C) fez decrescer a mão de obra disponível, tornando mais conflituosas as relações entre trabalhadores e senhores feudais.
D) a epidemia, cuja expansão foi facilitada pelas precárias condições de higiene, vitimou cerca de um terço da população europeia.

 


04. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (USC-SP–2009) Nas sociedades do Antigo Regime, os grupos sociais estavam divididos em três estamentos: clero, nobreza e servos. Associe os três estamentos, listados na coluna A, às características que os identificam, elencadas na coluna B.
Coluna a
1. Clero
2. Nobreza
3. Servos
Coluna B
( ) Eram os portadores da tradição cristã e deviam zelar pela manutenção de seus princípios no seio da comunidade.
( ) Formavam a maioria da população e eram encarregados dos trabalhos necessários à subsistência da sociedade.
( ) Possuíam a direção militar da sociedade, empunhando suas armas contra os inimigos da fé cristã e os agressores externos.
( ) Por pertencerem ao único grupo social que tinha acesso ao estudo, seus membros exerciam forte controle na sociedade e parte deles ocupava cargos administrativos importantes nos reinos medievais.
Assinale a alternativa que preenche
CORRETAMENTE os parênteses, de cima para baixo.
A) 2, 1, 2, 3
B) 2, 2, 1, 3
C) 1, 3, 2, 1
D) 1, 2, 3, 2
E) 3, 3, 2, 1

 

 

05. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (UFJF-MG–2009) Sobre o contexto de consolidação do poder da Igreja na Idade Média, leia as afirmativas seguintes e, em seguida, marque a alternativa correta.
I. O cristianismo e todas as suas instituições podem ser considerados elementos unificadores do mundo europeu após a crise do Império Romano e as invasões bárbaras. Nessa longa trajetória, a Igreja de Roma assume o seu papel de liderança religiosa, através do combate às heresias.
II. Desde os primeiros tempos do Período Medieval, a união entre as Igrejas Ocidental e Bizantina representava o símbolo da unidade da cristandade. Os papas procuravam favorecer o Império Bizantino e consolidar a Igreja Ortodoxa, visando a aumentar a influência da Igreja Romana no universo cristão ocidental.
III. Havia grupos considerados heréticos, como os valdenses e os cátaros, que criticavam a hierarquia católica e não reconheciam a autoridade papal. Havia também outros movimentos que foram incorporados pela Igreja Católica e que levaram à formação de ordens religiosas, como franciscanos e dominicanos.
A) Todas estão corretas.
B) Todas estão incorretas.
C) Apenas a I e a II estão corretas.
D) Apenas a I e a III estão corretas.
E) Apenas a II e a III estão corretas.

 

Conflitos na África e na Ásia Simulado.

 

06. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (UFSC–2009) Leia o texto a seguir com atenção.
O roubo usurário é um pecado contra a justiça. […] Tomás de Aquino diz: […] Receber uma usura pelo dinheiro emprestado é em si injusto: pois se vende o que não  existe, instaurando com isso manifestamente uma desigualdade contrária à justiça.
LE GOFF, Jacques. A bolsa e a vida: economia e religião na Idade Média. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 27.

Com base no texto apresentado e nos seus conhecimentos, assinale a(s) proposição(ões) correta(s) referente(s) à Idade Média.

 

01. A usura, considerada roubo e pecado durante a Idade Média, era uma prática permitida pela Igreja aos banqueiros, aos estrangeiros e aos agiotas.
02. Receber usura pelo dinheiro emprestado, além de ser prática injusta, era também considerada pecaminosa.
04. Durante a Idade Média, a Igreja e os clérigos influenciavam a vida religiosa e econômica dos cristãos da sociedade feudal.
08. Os padres e bispos que atuaram durante o Período Medieval envolviam-se nas questões econômicas para manter o monopólio da Igreja sobre os empréstimos que envolviam usura.
16. São Tomás de Aquino considerava a usura um roubo e uma injustiça, porém, necessária e legítima quando praticada com moderação.
32. Durante a Idade Média, a proibição da usura, considerada roubo e pecado contra a justiça, provocou a falência de um número considerável de servos e banqueiros.
64. Os teólogos cristãos medievais e os clérigos recomendavam aos fiéis que, nas suas relações econômicas, agissem de acordo com os princípios cristãos.
Soma ( )

 


07. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (PUC-SP)
Que Deus te dê coragem e ousadia,
Força, vigor e grande bravura
E grande vitória sobre os inféis.
Apud DUBY, Georges. A Europa na Idade Média. São Paulo: Martins Fontes, 1988. p. 13.

Os três versos são do século XII e reproduzem a fala de um rei na sagração de um cavaleiro. Eles sugerem:
A) o caráter religioso predominante nas relações de servidão, que uniam os nobres medievais e asseguravam a mão de obra nos feudos.
B) a ausência de centralização política na Alta Idade Média, quando todos podiam, por decisão real, ser sagrados nobres e cavaleiros.
C) o reconhecimento do poder de Deus como supremo e a crença de que a coragem dependia apenas da ação e da capacidade humanas.
D) a hierarquia nas relações de vassalagem e o significado político e religioso, para os nobres, das ações militares contra os muçulmanos.
E) o juramento que todos os nobres deviam fazer diante do rei e do papa e a exigência de valentia e força para participação nos torneios.

 

 

08. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (FGV-SP–2009)
Caro, o pão faltava nas mesas dos pobres. Na Inglaterra, após mais de cem anos de estabilidade, seu valor quintuplicou em 1315. Na França, aumentou 25 vezes em 1313 e multiplicou-se por 21 em 1316. A carestia disseminou-se por toda a Europa e perdurou por décadas.
[…] Faltava comida não por ausência de braços ou de terras.
[…] Afinal, se os camponeses – esteio do crescimento demográfico verificado desde o ano 1000 – não conseguiam produzir mais, era porque já haviam cultivado toda a terra a que tinham acesso legal.
Já os senhores não faziam pura e simplesmente porque não queriam. Moeda sonante não era exatamente a base de seu poder e glória.
FLORENTINO, Manolo. Os sem-marmita. Folha de S. Paulo, 07 set. 2008.

O texto traz alguns elementos da chamada crise do século XIV, sobre a qual é correto afirmar que:
A) resultou da discrepância entre o aumento da produtividade nos domínios senhoriais desde o século XI e o recuo da produção urbana de manufaturas.
B) foi decorrência direta da Peste Negra, que assolou o norte da Europa durante todo o século XIV, e fez que os salários fossem fixados em níveis muito baixos.
C) resultou do recrudescimento das obrigações feudais, que gerou a concentração da produção de trigo e cevada nas mãos de poucos senhores feudais da França.
D) foi deflagrada, após as inúmeras revoltas operárias, no campo e na cidade, que quebraram com a longa estabilidade do mundo feudal europeu.
E) teve ligação com as estruturas feudais que impediam que a produção crescesse no mesmo ritmo do crescimento da população em certas regiões da Europa.

 


09. (UFG-GO) O que, com efeito, ganha a adesão dos espíritos da Idade Média é o extraordinário, o sobrenatural ou, pelo menos, o invulgar. A própria ciência toma para seu objeto o excepcional, os prodígios.
LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1995, v. 2. p. 91 (Adaptação).

A citação destaca uma característica da cultura medieval, que pode ser identificada pela:
A) explicação da natureza mediante a descoberta de leis gerais.
B) incorporação dos acontecimentos considerados milagrosos ao cotidiano.
C) negação dos prodígios com base na experiência empírica.
D) separação entre os princípios da autoridade e da investigação científica.
E) rejeição dos símbolos como forma de apreensão do oculto.

 

 

10. Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal: (Enem–1999)
Considere os textos a seguir.
[…] de modo particular, quero encorajar os crentes empenhados no campo da Filosofa para que iluminem os diversos âmbitos da atividade humana, graças ao exercício de uma razão que se torna mais segura e perspicaz com o apoio que recebe da fé.
PAULO II, Papa João. Carta Encíclica Fides et Ratio aos bispos da Igreja Católica sobre as relações entre fé e razão, 1998.

As verdades da razão natural não  contradizem as verdades da fé cristã.

AQUINO, São Tomás de. Pensador Medieval. Refletindo sobre os textos, pode-se concluir que:
A) a Encíclica Papal está em contradição com o pensamento de São Tomás de Aquino, refletindo a diferença de épocas.
B) a Encíclica Papal procura complementar São Tomás de Aquino, pois este colocava a razão natural acima da fé.
C) a Igreja Medieval valorizava a razão mais do que a Encíclica de João Paulo II.
D) o pensamento teológico teve sua importância na Idade Média, mas, em nossos dias, não tem relação com o pensamento filosófico.
E) tanto a Encíclica Papal como a frase de São Tomás de Aquino procuram conciliar os pensamentos sobre fé e razão.

 

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Gabarito com as respostas das atividades de História Mundial sobre a Formação, Apogeu e a Crise do Sistema Feudal:

01. B 02. E 03. B 04. C 05. D

01. Soma = 70 02. D 03. E 04. B

01. E

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