Expansão Marítimo Comercial Portuguesa Exercícios – 02

11. Expansão Marítimo Comercial Portuguesa:
Os europeus ocidentais, com exceção de alguns comer­ciantes empreendedores, italianos e judeus, conheciam apenas vaga e fragmentariamente as grandes civiliza­ções asiáticas e norte-africanas. Estas, por sua vez, sabiam pouco ou nada da Europa que existia no norte dos Pirineus e da África ao sul do Sudão (…), e desconheciam tudo acerca da Amé rica. Foram os pioneiros portugueses e os conquistadores castelhanos da orla ocidental da cristandade que uniram, para o melhor e para o pior, os ramos diversificadores da grande família humana.
Charles Boxer, O império marítimo português, 1415-1825.

Acerca da expansão marítima e de suas conseqüên­cias, podemos afirmar que:
a) foi responsável pela transferência do eixo econô­mico do Atlântico para o mar Mediterrâneo e pelo contato entre os europeus, africanos e habitantes do Novo Mundo.
b) propiciou o primeiro contato entre os europeus e os habitantes do que, anos depois, viria a ser cha­mado de América. Como resultado desse contato, os habitantes do Novo Mundo entraram numa fase de grande desenvolvimento.
c) desencadeou uma profunda crise econômica em Por­tugal, conhecida por “Revolução dos Preços”, uma vez que a colonização acabou por empobrecer o reino português ao consumir muitos de seus recursos.

d) proporcionou uma fase de pleno desenvolvimento socioeconômico no continente africano, decorren­te da implantação, por parte de Portugal, de um sistema de colonização conhecido como colônia de povoamento.
e) estimulou e consolidou a emergência do capitalis­mo mercantil no velho continente e foi responsável pela ampliação dos horizontes físico e mental do homem europeu.


12. Unirio-RJ. A 16 de setembro, vimos flutuar pequenos maços de ervas marinhas que pareciam ainda frescas…, o que fez todos acreditarem que a terra se aproximava.
COLOMBO, Cristóvão. In: ISAAC, J. & ALBA, A História universal – Idade Média. São Paulo: Mestre Jou, 1967, p.193

Esse breve fragmento, extraído do diário de bordo, escrito em 1492 por Cristóvão Colombo, tem um signifi­cado especial no processo de expansão das fronteiras européias. Podemos afirmar que a chegada à América faz parte do processo da(o):
a) expansão da economia mercantil e do fortaleci-mento da classe burguesa.
b) ampliação do movimento da Reconquista e da consolidação dos reinos cristãos ibéricos.
c) decisão tomada no Tratado de Tordesilhas e do fortalecimento econômico da Espanha.
d) descobrimento das novas técnicas de navegação e da assinatura da Bula Inter Coetera.


13. UFPE. Expansão Marítimo Comercial Portuguesa: Assinale a alternativa que não se relaciona com o movimento de expansão marítima portuguesa.

a) No início da Idade Moderna, o oceano Atlântico era praticamente desconhecido, havendo navegações costeiras de Portugal aos países escandinavos: Dinamarca, Noruega e Suécia.
b) Investimentos altos foram necessários à expansão portuguesa. O Estado foi o único agente capaz de investir grandes vultos, advindos de impostos recolhidos sobre a propriedade da terra.
c) A unificação italiana foi um dos pré-requisitos para a expansão marítima.
d) Aconquista de Ceuta em 1415 significou uma aliança de interesses entre a burguesia e a nobreza portugue­sa, cujos objetivos eram convergentes, na época.
e) Os lucros comerciais atingidos com as expedições portuguesas de 1415 e 1460 na costa africana foram superiores aos gastos realizados nesses empreendimentos.


14. Acerca da expansão marítima comercial implementada pelo reino português, podemos afirmar que:

a) a conquista de Ceuta marcou o início da expansão, ao possibilitar a acumulação de riquezas para a manutenção do empreendimento.
b) a conquista da baía de Argüim permitiu a Portugal montar uma feitoria e manter o controle sobre importantíssima rota comercial intra-africana.
c) a instalação da feitoria de São Paulo de Luanda possibilitou a montagem de grande rede de abas­tecimento de escravos para o mercado europeu.
d) o domínio português de Piro e Sidon e o con­seqüente monopólio de especiarias do Oriente Próximo tornaram desinteressante a conquista da Índia.
e) a expansão da lavoura açucareira escravista na ilha da Madeira, após 1510, aumentou o preço dos escravos, tanto nos portos africanos quanto nas praças brasileiras.


15. Unifor-CE. Expansão Marítimo Comercial Portuguesa: Leia o poema abaixo.

Ó mar salgado, quando do teu sal São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

O poema de Fernando Pessoa se refere à conquista dos mares pelos portugueses, no início da era Moderna. Se os resultados finais mais conhecidos dessas “grandes navegações” foram a abertura de novas rotas comerciais em direção à Índia, a conquista de novas terras e o es­palhamento da cultura européia, alguns dos elementos desse contexto histórico cuja articulação auxilia na com­preensão das origens dessa expansão marítima são:

a) o avanço das técnicas de navegação; a busca do mítico paraíso terrestre; a percepção de um universo segundo uma ordem racional.
b) a busca de ouro para as Cruzadas; a descen­tralização monárquica; o desenvolvimento da matemática.
c) o mito do abismo do mar; a desmonetarização da economia; a vontade do enriquecimento rápido.
d) a demanda de especiarias; a aliança com as cidades italianas; a ânsia de expandir o cristianismo.
e) o anseio de crescimento mercantil; os relatos de viajantes medievais; a conquista de Portugal pelos mouros.


16. Expansão Marítimo Comercial Portuguesa: Justifique com suas palavras a seguinte frase da música:

Todo dia era dia de índio, mas agora ele só tem o dia 19 de abril.
Jorge Ben Jor


17. Unicamp-SP. A base da tese de que o Brasil teria sido descoberto por Duarte Pacheco em 1498 gira em torno de seu ma­nuscrito intitulado Esmeraldo de Situ Orbis, produzido entre 1505 e 1508. Trata-se de um relato das viagens de Duarte Pacheco não só ao Brasil como também à costa da África, principal fonte de riqueza de Portugal no século XV. O rei dom Manoel I considerou tão valiosas as informações náuticas, geográficas e eco­nômicas contidas no documento que jamais permitiu que este fosse tornado público.
Adaptado de: IstoÉ. 26 de novembro de 1997. pp. 65-66.

a) Em que o relato de Duarte Pacheco altera a versão oficial do descobrimento do Brasil?
b) Por que, no contexto da expansão ultramarina, Portugal procurou manter este relato em segredo?
c) Quais os interesses de Portugal com a expansão ultramarina?


18. Fuvest-SP. Expansão Marítimo Comercial Portuguesa:
A que se pode atribuir a primazia portuguesa nos des­cobrimentos e na expansão marítima moderna?


19. Vunesp – modificado. Leia o texto.
Chantada a Cruz, com as Armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiramente lhe pregaram, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre Frei Henrique (…). Ali estiveram conosco (…) cinqüenta ou sessenta deles, assentados todos de joelhos, assim como nós.
(…) [Na terra], até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal (…) Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
Pero Vaz de Caminha. Carta do achamento do Brasil, 1º.5.1500.

A respeito do texto, é correto afirmar que:
a) demonstram a submissão da monarquia portugue­sa à Contra-Reforma católica.
b) expressam o encantamento dos europeus com a exuberância natural da terra.
c) atestam, como documentos históricos, o caráter conflituoso dos primeiros contatos entre brancos e índios.
d) representam o índio sem idealização, reservando-lhe lugar de destaque no quadro, o que era pouco comum.
e) apresentam uma leitura do passado na qual os por­tugueses figuram como portadores da civilização.


20. UFMG. Expansão Marítimo Comercial Portuguesa:
O tempo concreto da Igreja é (…) o templo dos cléri­gos, situados pelos ofícios religiosos, pelos sinos que os anunciam, pelo rigor indicado pelos quadrantes solares, imprecisos e variáveis (…) mercadores e artifícios substituem esse tempo da Igreja pelo tempo mais exatamente medido utilizável para as tarefas profanas e laicas, o tempo dos relógios.
Le Goff, Jacques – Tempo da Igreja, tempo de mercados.

Esse trecho refere-se a um aspecto das transforma­ções ocorridas no início dos tempos modernos. Todas as alternativas apresentam outras características desse processo de mudanças, exceto:
a) Ascensão da classe senhorial.
b) Desenvolvimento de rotas terrestres e maríti­mas.
c) Expansão da utilização da moeda.
d) Formação das monarquias nacionais.
e) Renascimento da vida urbana.


21. UFMG. O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494:

a) foi elaborado segundo os mais modernos conhe­cimentos cartográficos, baseados nas teorias do geógrafo e astrônomo grego Ptolomeu.
b) foi respeitado pelos portugueses até o século XVIII, quando novas negociações resultaram no Tratado de Madri.
c) nasceu de uma atitude inovadora na época: a de resolver problemas políticos entre nações concor­rentes pela via diplomática.
d) resultou da ação dos monarcas espanhóis que resistiram à adoção da Bula Intercoetera, contrária aos seus interesses.
e) surgiu da necessidade de definir a possessão do território brasileiro disputado por Portugal e Espanha.


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Gabarito com as respostas dos exercícios sobre a Expansão Marítimo Comercial Portuguesa:

11. E;

12. A;
13. C;

14. A;

15. A;


16. Na verdade, todo dia era dia de índio, pois a terra era deles. Aqui viviam sem a imposição cultural e
econômica do português. Aos poucos perderam tudo e hoje são lembrados apenas um dia em todo o ano.

 

17. a) Refuta a idéia de que o descobrimento tenha ocorrido por acaso. Portugal já sabia da existência de terras a ocidente do Atlântico sul.
b) Portugal temia a concorrência e os ataques de outros países europeus. Procurava manter suas descobertas sob “segredo de Estado”.
c) O interesse era, principalmente, econômico. Portugal queria ter acesso direto a novos mercados e lucrar na venda de mercadorias valiosas, como as especiarias. Acrescentem-se os interesses sociais, como os da burguesia mercantil; os interesses políticos, fortalecendo o Estado absolutista; e, finalmente, os interesses religiosos, ou seja, a difusão do cristianismo.

 

18. À aliança entre rei e burguesia, ao avanço tecnológico e à existência de um Estado centralizado associado à burguesia, desejosa de lucros. Também a proximidade com o Atlântico é considerada fator que propiciou a supremacia portuguesa.

 

19. E;

20. A;

21. C

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