A Economia do Açúcar Exercícios com Gabarito

01. A Economia do Açúcar: (Unirio)
O monstrengo que está no fm do mar
Na noite de breu ergue-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: “Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fm do mundo?”
E o homem do leme disse, tremendo:
“El-Rei D. João Segundo!”
(PESSOA, Fernando, Poemas Escolhidos. São Paulo. Globo, 1997, p.150.)

A epopeia marítima portuguesa, descrita pelo poeta,  foi revestida de ousadias e destemores, no entanto, ela só foi possível porque Portugal, antes de outros países europeus, reuniu as necessárias condições para a conquista dos mares. Cite e explique duas precondições que possibilitaram o pioneirismo português no  processo de expansão marítima.


02. A Economia do Açúcar: (UFRJ) “Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo dagora assim os achávamos como os de lá. (As) águas são muitas; infnitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece–me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute (isso) bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé!”
(Carta de Pero Vaz Caminha ao rei de Portugal em 1.° de maio de 1500.)

Seguindo a evidente preocupação de descrever ao rei de Portugal tudo o que fora observado durante a curta estadia na terra denominada de Vera Cruz, o escrivão da frota cabralina menciona, na citada carta, possibilidades oferecidas pela terra recém-conhecida aos portugueses.

Dentre essas possibilidades estão:
a) a extração de metais e pedras preciosas no interior do território, área não explorada então pelos portugueses.
b) a pesca e a caça pela qualidade das águas e terras onde aportaram os navios portugueses.
c) a extração de pau-brasil e a pecuária, de grande valor econômico naquela virada de século.
d) a conversão dos indígenas ao catolicismo e a utilização da nova terra como escala nas viagens ao Oriente.
e) a conquista de Calicute a partir das terras brasileiras e a cura de doenças pelos bons ares aqui encontrados.


03. A Economia do Açúcar: (Fuvest) Os portugueses chegaram ao território, depois denominado Brasil, em 1500, mas a administração da terra só foi organizada em 1549. Isso ocorreu porque, até então:

a) os índios ferozes trucidavam os portugueses que se aventurassem a desembarcar no litoral, impedindo assim a criação de núcleos de povoamento.
b) a Espanha, com base no Tratado de Tordesilhas, impedia a presença portuguesa nas Américas, policiando a costa com expedições bélicas.
c) as forças e atenções dos portugueses convergiam para o Oriente, onde vitórias militares garantiam relações comerciais lucrativas.
d) os franceses, aliados dos espanhóis, controlavam as tribos indígenas ao longo do litoral bem como as feitorias da costa sul-atlântica.
e) a população de Portugal era pouco numerosa, impossibilitando o recrutamento de funcionários administrativos.


04. (UFRRJ) A Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana, ocorrida em 1798, representou por um lado a revolta de intelectuais da época, desiludidos com a centralização e o despotismo metropolitano e por outro lado, também contou com uma significativa participação popular dos descontentes com a miséria local. Além dessas causas internas, acontecimentos externos, naquele momento, agilizaram o processo revolucionário baiano.

a) Cite dois fatores externos que contribuíram para a Conjuração Baiana.
b) Cite dois dos principais objetivos dos conjurados.


05. A Economia do Açúcar: (Fuvest) “Na primeira carta disse a V. Rev. a grande perseguição que padecem os índios, pela cobiça dos portugueses em os cativarem. Nada há de dizer de novo, senão que ainda continua a mesma cobiça e perseguição, a qual cresceu ainda mais. No ano de 1649, partiram os moradores de São Paulo para o sertão, em demanda de uma nação de índios distantes daquela capitania muitas léguas pela terra adentro, com a intenção de os arrancarem de suas terras e os trazerem às de São Paulo, e aí se servirem deles como costumam.”
(VIEIRA, Pe. Antônio. Carta ao Padre Provincial, 1653, Maranhão.)

Esse documento de Padre Antônio Vieira revela
a) que tanto o padre Vieira como os demais jesuítas eram contrários à escravidão dos indígenas e dos africanos, posição que provocou conflitos constantes com o governo português.
b) um dos momentos cruciais da crise entre o governo português e a Companhia de Jesus, que culminou com a expulsão dos jesuítas do território brasileiro.
c) que o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes.
d) um episódio isolado da ação do padre Vieira na luta contra a escravização indígena no Estado do  Maranhão, o qual se utilizava da ação dos bandeirantes para caçar os nativos.
e) que os padres jesuítas, em oposição à ação dos colonos paulistas, contavam com o apoio do governo português na luta contra a escravização indígena.


06. A Economia do Açúcar: (PUC-SP) Personagem atuante no Brasil colônia, foi “fruto social de uma região marginalizada, de escassos recursos materiais e de vida econômica restrita […]”, teve suas ações orientadas “ou no sentido de tirar o máximo proveito das brechas que a economia colonial eventualmente oferecia para a efetivação de lucros rápidos e passageiros em conjunturas favoráveis – como no caso da caça ao índio – ou no sentido de buscar alternativas econômicas fora dos quadro da agricultura voltada para o mercado externo […]”.
(Carlos Henrique Davidoff, 1982.)

O personagem e a região a que o texto se refere são, respectivamente:
a) o jesuíta e a Província Cisplatina.
b) o tropeiro e o Vale do Paraíba.
c) o caipira e o interior paulista.
d) o bandeirante e a Província de São Paulo.
e) o caiçara e o litoral baiano.


07. A Economia do Açúcar: (Unesp) Leia o texto referente à Conjuração Baiana e responda.
“Não eram os norte-americanos que serviam de exemplo à João de Deus e aos seus companheiros. Eram os sans culottes. A 12 de agosto de 1798, apareceram por toda a cidade manifestos manuscritos. Dirigidos ‘ao povo republicano da Bahia’ em nome do ‘supremo tribunal da democracia baiana’ apelavam ao extermínio do ‘detestável jugo metropolitano de Portugal.”’
(MAXWELL, Kenneth; SILVA, Maria Beatriz N. da. O Império Luso-Brasileiro – 1750-1822.)

a) Como pode ser caracterizada a Conjuração Baiana?
b) Indique o nome da outra conjuração do século XVIII, cujos líderes conspiraram em segredo e, tomando como exemplo os Estados Unidos, advogaram governo republicano.


08. A Economia do Açúcar: (Unifesp) Com relação à economia do açúcar e da pecuária no Nordeste durante o período colonial, é correto afirmar que:

a) por serem as duas atividades essenciais e complementares, portanto as mais permanentes, foram as que mais usaram escravos.
b) a primeira, tecnologicamente mais complexa, recorria à escravidão, e a segunda, tecnologicamente mais simples, ao trabalho livre.
c) a técnica era rudimentar em ambas, na agricultura por causa da escravidão, e na criação de animais por atender ao mercado interno.
d) tanto em uma quanto em outra, desenvolveram-se formas mistas e sofisticadas de trabalho livre e de trabalho compulsório.
e) por serem diferentes e independentes uma da outra, não se pode estabelecer qualquer tentativa de comparação entre ambas.


09. A Economia do Açúcar: (UFV) Durante o período colonial no Brasil, a desorganização da administração metropolitana e a prática da venalidade do funcionalismo real (compra e venda de cargos), aliadas às dificuldades de comunicação entre a Europa e a América, contribuíram para o crescimento do poder dos “homens bons”. Essa expressão era  utilizada para designar aqueles que:

a) integravam a Companhia de Jesus, ordem religiosa formada em torno de Inácio de Loyola, a qual, no Brasil, buscou promover a conversão dos índios ao Cristianismo.
b) podiam eleger e ser eleitos para os cargos públicos ligados às câmaras municipais, principal instância de representação local da monarquia portuguesa.
c) participaram da Inconfidência Mineira, um levante contra o governo colonial, no fnal do século XVIII, tendo como uma de suas motivações a cobrança da derrama.
d) habitavam os quilombos e mocambos e lutavam pela liberdade, sendo em sua maioria comerciantes e escravos negros fugidos, de origem africana ou nascidos no Brasil.
e) integravam as expedições armadas, de caráter oficial ou particular, entre os séculos XVI e XVIII, e se aventuravam pelo interior do Brasil, em busca de ouro ou de indígenas para fazê-los escravos.


10. A Economia do Açúcar: (Unesp) No Brasil, costumam dizer que para os escravos são necessários três PPP, a saber, “pau”, “pão” e “pano”. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo.
(ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas. 1711.)

a) Que a crítica ao sistema escravista foi feita pelo autor do trecho apresentado?
b) Indique dois motivos que explicam a introdução da escravidão negra na porção americana do Império português.


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Gabarito com as respostas dos exercícios sobre A Economia do Açúcar:

01. A aliança entre o rei e a burguesia, consolidada na Revolução de Avis, garantindo ao Estado capital suficiente para promover a expansão ultramarina. A localização geográfica que colocava Portugal na
confluência de rotas comerciais que partiam do Oriente, passavam pelas cidades italianas e dirigiam-se para o norte da Europa. Essa posição promoveu uma importante acumulação de capitais, principalmente em Lisboa, a qual foi decisiva no processo de expansão.


02. D;
03. C;


04. a) A Independência Americana e a Revolução Francesa.
b) O estabelecimento da República no Brasil bem como a prática dos ideais de liberdade e igualdade para toda a sociedade.


05. C;
06. D;


07. a) Movimento emancipacionista de caráter popular.
b) Inconfidência Mineira.


08. D;
09. B;


10. a) O autor enfatiza a violência no tratamento dado aos escravos, a mesquinhez na alimentação e no vestuário – evidenciando a brutalidade da exploração da mão-de-obra escrava no Brasil Colônia.
b) Falta de mão-de-obra portuguesa que suprisse as necessidades da produção colonial. Os lucros proporcionados pelo tráfico negreiro eram um importante fator para a acumulação primitiva de capitais na metrópole.

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