A Crise no Período Colonial Questões com Gabarito

01. A Crise no Período Colonial: A Crise no Período Colonial: (Fuvest)”…algumas escravas procuram de propósito aborto, só para que não cheguem os filhos de suas entranhas a padecer o que elas padecem”.
(ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil, 1711.)

Relacione outras formas de resistência do escravo africano, além do mencionado no texto.


02. (Fuvest) A sociedade colonial brasileira “herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (…) As distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (…) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígenes e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor.”
(SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos.)

A partir do texto pode-se concluir que:
a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade europeia nos séculos XV e XVI.
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros, tendeu e diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade colonial.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.


03. A Crise no Período Colonial: (UFPE) Sobre a formação da sociedade brasileira, analise as alternativas abaixo.

1) A mulher gentia, além da base física da família brasileira, foi um valioso elemento da cultura material.
2) Os curumins e as cunhatãs foram, ao mesmo tempo, discípulos e mestres dos jesuítas.
3) O colonizador português, familiarizado com valores tropicais da Ásia e da África, amenizou a imposição de hábitos estranhos ao clima e à terra.
4) A presença negra na formação social brasileira deve-se unicamente ao grupo nigeriano, responsável pelo desenvolvimento da agricultura no Brasil.
5) Os bantos e sudaneses foram os principais grupos de africanos que participaram da formação social brasileira.

Está(ão) correta(s) apenas:
a) 1, 2, 4 e 5.
b) 2, 3 e 4.
c) 1, 2, 3 e 4.
d) 5.
e) 1, 2, 3 e 5.


04. (UERJ) O lugar de maior perigo que há no engenho é o da moenda, porque, se por desgraça a escrava que mete a cana entre os eixos, ou por força do sono, ou por cansada, ou por qualquer outro descuido, meteu desatentadamente a mão mais adiante do que devia, arrisca-se a passar moída entre os eixos, se lhe não cortarem logo a mão ou o braço apanhado, tendo para isso junto da moenda um facão, ou não forem tão ligeiros em fazer parar a moenda.
(ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EdUSP, 1982.)

Com base no texto, identifique duas características do trabalho escravo no Brasil do período colonial.


05. A Crise no Período Colonial: (Fuvest) Nos movimentos denominados Inconfidência Mineira, de 1789, Conjuração Baiana, de 1798, e Revolução Pernambucana, de 1817, identifique:

a) os setores sociais neles envolvidos.
b) os objetivos políticos que possuíam em comum.


06. A Crise no Período Colonial: (Unicamp) A execução de Tiradentes teve um sentido bem mais amplo que o de um enforcamento. Tratava-se de uma punição exemplar: esquartejar, exibir o corpo nos locais onde os “crimes” foram praticados, salgar terrenos e demolir casas faziam parte d  esforço de apagar a memória do “criminoso” e reavivar a memória da punição de seus crimes. Por estas práticas, afirmava-se o poder do soberano e incutia-se temor em seus súditos.
(Adaptado da série Registros, nº 15, DPH, 1992.)

a) Por que as reivindicações dos participantes da Conjuração Mineira foram consideradas “crimes”, em 1789?
b) O que quer dizer castigo exemplar?


07. (Unesp) As contradições, amplas e profundas, do processo histórico das Minas Gerais, acabaram gerando relações que podem ser entendidas através dos antagonismos: colonizador/colonizado; dominador/dominado; confidente/inconifidente; opressão fiscal/reação libertadora.

Nesse contexto, a Coroa Portuguesa, em seu próprio benefício, desenvolveu uma ação ‘educativa’ compreendendo:
a) o estabelecimento de condições adequadas ao controle democrático da máquina administrativa.
b) a realização de programas intensivos de prevenção dos súditos contra os abusos das autoridades.
c) o indulto por dívida fiscal e o estímulo à traição e à delação entre os súditos.
d) o arquivamento do inquérito e queima dos autos contra os inconfidentes.
e) a promulgação de um novo regime fiscal que acabava com a prática da sonegação.


08. A Crise no Período Colonial: (Fuvest) O ideário da Revolução Francesa, que entre outras coisas defendia o governo representativo, a liberdade de expressão, a liberdade de produção e de comércio, influenciou no Brasil a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, porque:

a) cedia às pressões de intelectuais estrangeiros que queriam divulgar suas obras no Brasil.
b) servia aos interesses de comerciantes holandeses aqui estabelecidos que desejavam influir no governo colonial.
c) satisfazia aos brasileiros e aos portugueses, que desta forma conseguiram conciliar suas diferenças econômicas e políticas.
d) apesar de expressar as aspirações de uma minoria da sociedade francesa, aqui foi adaptado pelos positivistas aos objetivos dos militares.
e) foi adotado por proprietários, comerciantes, profissionais liberais, padres, pequenos lavradores, libertos e escravos, como justificativa para sua oposição ao absolutismo e ao sistema colonial.


09. (PUC) A sociedade do açúcar que se constituiu no decorrer dos dois primeiros séculos após o descobrimento das terras brasileiras foi marcada:

a) pela ocupação da região central da colônia, levando à interiorização do povoamento.
b) pela diversidade de segmentos sociais e pela mobilidade social dos seus integrantes.
c) pelo domínio do trabalho escravo, reforçando o seu caráter discriminatório e autoritário.
d) pelo desenvolvimento de um mercado interno diversificado, permitindo um maior fluxo da renda.
e) pela integração harmoniosa de componentes culturais tanto dos colonizados quanto dos colonizadores.


10. A Crise no Período Colonial: (UEL) Sabe-se que as missões jesuíticas foram quase todas instaladas além do raio de ação dos estabelecimentos coloniais, fato que propiciou aprofundar a iniciativa catequética, ainda que o isolamento das missões tenha contribuído para uma vida material mais precária, segurança mais difícil e sobrevivência problemática a longo prazo. Sobre as reduções ou missões jesuíticas no planalto paulista no século XVI e XVII, é correto afirmar:

a) as missões fortaleceram as aldeias indígenas, respeitando as suas relações sociais no controle da terra e na distribuição dos trabalhos.
b) as reduções foram caracterizadas pela mistura de povos e culturas indígenas, o que contribuiu para a
política jesuítica de homogeneização e desarticulação das comunidades preexistentes.
c) os jesuítas preservaram a organização espacial das aldeias e os ritos nativos, utilizando-se dessa estratégia a fim de transformar os índios em escravos disciplinados para a agromanufatura do açúcar.
d) as reduções especializaram-se em fornecer índios catequizados aos bandeirantes para serem vendidos como escravos às plantações de subsistência paulistas.
e) as missões surgiram à margem da administração colonial, e seus rendimentos, provenientes da agricultura e do artesanato, foram empregados na proteção militar dos indígenas.


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Gabarito com as respostas das melhores questões sobre A Crise no Período Colonial:

01. Rebeliões, sabotagens, fugas, suicídios, infanticídios e alcoolismo, eram as principais formas de resistência à
escravidão no Brasil.


02. D;
03. E;


04. Duas dentre as características:
longas jornadas;
realização repetitiva;
execução de trabalhos manuais;
inexistência de qualquer tipo de segurança nos locais de trabalho.


05. a) Inconfidência Mineira: bacharéis, intelectuais, funcionários administrativos da colônia, elementos do
exército e do clero.
Conjuração Baiana: alfaiates e soldados, muitos deles negros e mulatos.
Revolução Pernambucana: aristocracia açucareira em crise causada pela perda de mercados.
b) Os objetivos políticos em comum nos três movimentos foram: republicanismo, separatismo e contestação aos privilégios dos elementos ligados à corte ou à nobreza.


06. a) Pois eram insurgentes à Coroa portuguesa.
b) Fazer de exemplo para se evitar outros movimentos iguais.


07. C;
08. E;
09. C;
10. B

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