Presidência de Fernando Collor de Mello Exercícios

01. UPF-RS. Presidência de Fernando Collor de Mello: O governo Fernando Collor de Mello (1990-1994) foi de grande impacto político e econômico na recente histó­ria política brasileira. Em relação à política econômica do seu governo, não é correto o que se afirma em:

a) A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, estabeleceu uma política econômica baseada no controle da inflação por meio do congelamento das poupanças e contas correntes.
b) O programa de privatizações pretendia diminuir o tamanho do Estado por meio da política de priva­tizações do setor estatal.
c) O enxugamento do aparelho estatal dar-se-ia com a extinção de inúmeros órgãos e a demissão e desligamento de funcionários públicos.
d) O Plano Collor II estimulou a política de livre­importação, promovendo um choque na indústria nacional.
e) O Plano Collor II restringiu em muito a política de importações, promovendo um impacto negativo no crescimento da indústria nacional.


02. PUCCamp-SP. …as elites e camadas superiores do Terceiro Mundo, que já cercaram suas residências de arame farpado, deixaram de pôr o pé em vastas regiões de seu próprio país e somente ousam sair na rua armadas, obviamente já não consideram seres humanos a maioria dos seus chama­dos concidadãos. São essas minorias que se aferam às estratégias de privatização e abertura do FMI…

No Brasil, as minorias a que o texto se refere foram res­ponsáveis, recentemente, pela ascensão política de:
a) Roberto Marinho.
b) Herbert de Souza.
c) Fernando Collor de Mello.
d) Luiz Inácio Lula da Silva.
e) José Carlos Alves dos Santos.


03. Unicap-PE. O Plano Collor foi anunciado um dia após a posse do novo governo; o programa tinha inspiração neoliberal, ou seja, o funcionamento da economia segundo as leis de mercado. O Estado, na teoria neoliberal, quase não interfere na atividade produtiva ou nos investimentos de interesse social. Principais medidas do Plano Collor:

( ) Confisco temporário de grande parte do dinheiro depositado em contas correntes, cadernetas de poupança e outras aplicações financeiras.
( ) Volta do cruzeiro como moeda nacional.
( ) Congelamento de preços e salários.
( ) Confisco de todo o dinheiro depositado em conta corrente.
( ) Novo cálculo mensal da inflação aplicado na cor­reção de salários, aluguéis, aposentadorias etc.


04. UEM-PR. Nas eleições realizadas em 1989, a disputa pela Presidência da República foi vencida por Fernando Collor de Mello, político ala goano que iniciou sua carreira na Arena, partido que dava sustenta ção ao regime militar.
A primeira ação do novo governo foi o lançamento de um plano econômico – conhecido como Plano Collor –, que tinha o objetivo de acabar com a inflação.
PETTA, N. L. de e OJEDA, E.A.B. História – Uma abordagem inte rada. São Paulo: Editora Moderna, s/d, p. 275.

Sobre o plano econômico do presidente Collor, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01. Segundo seus formuladores, as causas da crise inflacionária e da desigualdade social residiam no crescimento excessivo do Estado intervencionista e regulador, herdado da era Vargas, Estado esse que gastava mais do que arrecadava e favorecia determinados setores do funcionalismo público e da iniciativa privada com privilégios e subsídios econômicos.
02. Com o Plano, houve fortalecimento do Estado es­tatizador e importantes bancos e ferrovias privadas foram nacionalizadas, passando para o domínio do governo federal.

04. O Plano Collor propôs a diminuição das tarifas de importação e a revogação da proibição de entrada de computadores estrangeiros; tal medida tinha o objetivo de forçar a indústria brasileira a se tornar mais eficiente.
08. O Plano Collor foi formulado com base na doutrina keynesiana, que postula que o Estado deve, nos momentos de desaquecimento da economia e de aumento do desemprego de trabalhadores, aumentar seus investimentos em obras públicas e amparar as empresas em dificuldades com empréstimos a juros baixos.
16. Os seus formuladores acreditavam que somente o aumento da concorrência da indústria externa e a livre importação de capitais e de tecnologia poderiam preparar a indústria brasileira para a “inserção competitiva” no mercado mundial.

Some os números dos itens corretos.


05. Mackenzie-SP. Dentre os fatores que favoreceram a vitória, por redu­zida margem de votos, de Fernando Collor de Mello sobre Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições em 1989, apontamos:

a) as táticas amedrontadoras de Collor sobre o eleitorado conservador, o confronto ideológico e o apoio da mídia.
b) a oposição do governo norte-americano ao candi­dato Collor de Mello, já que este se posicionava contra o modelo neoliberal.
c) a proposta social de Collor, francamente favorável à reforma agrária, e a defesa de maior papel do Estado na economia.
d) a convicção de Lula de privatizar estatais e o discurso moralizante assustaram os segmentos mais ilustrados da classe média.
e) o apoio da massa para os dois candidatos, mas a proposta de Luiz Inácio Lula da Silva de abertura total do mercado impediu o apoio da burguesia nacional à sua candidatura.


06. UFRGS-RS. Os fatos a seguir apresentam fases do processo de transição do regime democrático no Brasil contempo­râneo. Assinale a seqüência cronológica correta.

a) Anistia – Diretas Já – Nova República – Constitui­ção de 1988 – Plano Cruzado
b) Diretas Já – Anistia – Eleição do presidente Sarney – Plano Cruzado – Constituição de 1988
c) Anistia – Plano Cruzado – Constituição de 1988 – Diretas Já – Eleição de Collor
d) Diretas Já – Nova República – Plano Cruzado – Constituição de 1988 – Eleição de Collor
e) Anistia – Plano Cruzado – Eleição de Tancredo Neves – Constituição de 1988 – Diretas Já


07. Ao assumir a presidência da República, estabeleceu um plano econômico com a finalidade de acabar com a inflação, confiscando as cadernetas de poupança, as aplicações financeiras e as contas correntes, gerando grave crise na indústria, desemprego e falência de várias empresas.

O texto acima refere-se a:
a) José Sarney e o Plano Cruzado.
b) Itamar Franco e o Plano Real.
c) Garrastazu Médici e o I Plano Nacional de Desen­volvimento.
d) Fernando Henrique Cardoso e o Plano Real.
e) Fernando Collor de Mello e o Plano Collor.


08. Fuvest-SP. A campanha eleitoral de Fernando Collor de Mello baseou-se, essencialmente, no tema da moralização administrativa e política. Que outro candidato à Pre­sidência da República explorou, com preferência, a mesma temática?

a) Eurico Gaspar Dutra
b) Fernando Henrique Cardoso
c) Tancredo Neves
d) Jânio Quadros
e) Getúlio Vargas


09. UECE. A morte do advogado Paulo César Farias trouxe à tona intensa discussão a respeito dos esquemas de corrup­ção instalados no governo brasileiro e denunciados após a eleição presidencial de 1989. A respeito disso, marque a alternativa correta.

a) O esquema de corrupção comandado por P. C. Farias foi denunciado pelo próprio presidente Fernando Collor, logo após a sua posse.
b) As eleições de 1989 ficaram marcadas pelas de­núncias de corrupção por parte dos dois candida­tos que chegaram ao 2º turno, Collor e Brizola.
c) As denúncias de corrupção levaram à renúncia do presidente Fernando Collor, que, mesmo assim, acabou absolvido pelo Supremo Tribunal Fede­ral.
d) Tanto o “esquema P.C.” quanto a “máfia do orça­mento” já foram esclarecidos pela Justiça e seus responsáveis julgados e presos.


10. Cesgranrio-RJ. A movimentação causada pelo pedido de impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello, no Congresso Nacional, gerou acirrada discussão acerca dos 3 (três) poderes nacionais. De acordo com a Constituição em vigor, assinale a opção correta:

a) O Congresso Nacional tem poder para cassar o mandato do presidente da República nos casos de crimes comuns.
b) Somente o Supremo Tribunal Federal tem poderes para julgar o presidente da República nos casos de crime de responsabilidade.
c) O Congresso Nacional deve julgar os crimes de responsabilidade do presidente da República.
d) O presidente da República tem poder de dissolver o Congresso Nacional, toda vez que este tentar processá-lo.
e) O Supremo Tribunal Federal tem poderes para julgar o Congresso Nacional por crime de responsabilidade, caso o presidente da República seja inocentado.


11. UFG-GO. Ninguém em sã consciência deixa tantas pistas óbvias para se incriminar, na copa, na cozinha, nos jardins da casa da Dinda. Planejou minuciosamente seus erros. Nunca renunciará. Ele quer ser deposto, como numa cruza de Getúlio e Jânio, neto do trabalhismo (Lindolfo) e casado com o latifúndio. Quando Collor sair, deposto ou não, haverá uma real fome de sanidade no país. Uma sanidade menos hipócrita. Analisando-o o país se reviu.

A crônica de Arnaldo Jabor, publicada no livro Os Canibais Estão na Sala de Jantar, captou com pre­cisão a conjuntura política que motivou a queda do governo Collor.

Comparando o governo Collor com outros momentos de nossa história política, pode-se afirmar que:
( ) Collor assumiu o poder numa conjuntura de estabilidade econômica, motivada pelo sucesso do Plano Cruzado.
( ) entre Collor, Jânio e Vargas percebe-se a formação de uma cultura política, fundada no personalismo, no uso das imagens como arma política e no apelo direto ao povo, características associadas ao populismo.
( ) a queda de Collor foi uma decorrência da ação do Tribunal de Contas da União que, ao encontrar sérios indícios de desvio de recursos públicos, iniciou o processo de “impeachment”; investigação semelhante motivou a renúncia do presidente Vargas, nos anos 50.
( ) a herança do governo Collor pode ser percebida nos governos subseqüentes, no que se refere à orientação econômica acentuadamente liberal.


12. UERJ. (…) Temos, no governo Collor, a distância entre duas publicidades: uma publicidade favorável ao governo, por ele suscitada e mesmo paga, que se expressava na encarna ção da força física, melhor dizendo, de uma positividade que não remetia a nenhuma virtude moral ou política, mas se reduzia ao mero abuso da animalidade; e outra publicidade, que lhe foi fatal, quando o irmão veio a público denunciar o presidente enquanto pessoa pública, por corrup ção, e enquanto pessoa privada, por atos ilegais, imorais, nem todos, porém, de relevância para a sociedade brasileira, como os que se referiam à sua vida sexual.
Ribeiro, R. Janine. In: Dagnino, Evelina (org.). Anos 90: Política e sociedade no Brasil.

Este texto apresenta algumas reflexões sobre a crise que desencadeou o impedimento do presidente Fer­nando Collor de Mello.

A crítica política que apóia as preocupações do autor acerca daquele período pode ser traduzida por:
a) O predomínio da imagem pública é prejudicial à democracia.
b) A propaganda positiva é fundamental na consoli­dação dos governos atuais.
c) A ênfase na pessoa privada decorre da fragilidade das instituições públicas.
d) A imagem pública fica prejudicada com a difusão dos meios de comunicação.


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Gabarito com as respostas dos exercícios sobre a Presidência de Fernando Collor de Mello:

01. O Brasil enfrentava grave crise econômica decorrente do aumento da inflação e o governo militar enfrentava protestos dos mais diversos  setores da sociedade, com destaque para as greves no ABC paulista e campanhas pela redemocratização. Durante o governo Figueiredo foi restaurado o pluripartidarismo, suprimindo-se o bipartidarismo (Arena e MDB).

02. C;

03. V, V, F, F, V;

04. 21 (01 + 04 + 16);

05. A;

06. D;

07. E;

08. D;

09. C;

10. C;

11. F, V, F, V;

12. C

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