Exercícios sobre Textos Não Verbais

01. Textos Não Verbais: (UFF-RJ–2011)

Texto I

Civilização é o estágio da cultura social e da civilidade de um agrupamento humano caracterizado pelo progresso social, científico, político, econômico, artístico, ambiental e ético.

Disponível em: <http://www.citador.pt/pensar> (Adaptação).

Charge I

MIGUEL. Jornal do Brasil, anos 1970.

Charge II

MIGUEL. Jornal do Brasil, anos 1970.

Charge III

SANTIAGO, Tinta fresca.

O conceito “ideal” de civilização expresso no texto I, comparado às temáticas das três charges apresentadas acima, justifica a seguinte afirmativa:

A) A ideologia de pacificação e de alheamento presentes nas três charges ratifica o conceito de civilização, vinculado ao progresso de um determinado agrupamento social.

B) As charges exemplificam atitudes representativas de um progresso civilizatório segundo uma concepção de ideal de convivência humana.

C) Os fatos representados estilizam, nas charges, pela ironia, o conceito de civilização, segundo as perspectivas desejáveis de conquistas no âmbito político, socioeconômico e artístico.

D) As situações vividas pelas personagens das charges são representativas das consequências da globalização e do progresso sustentável que caracterizam o desenvolvimento de uma civilização.

E) Os diferentes comportamentos humanos expressos nas charges apontam uma perspectiva de efetivo progresso social, científico, político, econômico e artístico.

 

 

02. (UFF-RJ–2011)

Texto II

O homem pensa ter na Cidade1 a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria.Vê, Jacinto2! Na Cidade perdeu ele a força e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos trêmulos como arames, com cangalhas, com chinós, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem fibra, sem viço, torto, corcunda esse ser em que Deus, espantado, mal pôde reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Adão!

Na Cidade findou a sua liberdade moral: cada manhã ela lhe3 impõe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma dependência: pobre e subalterno, a sua vida é um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar4; rico e superior como um Jacinto, a sociedade logo o enreda em tradições, preceitos, etiquetas, cerimônias, praxes, ritos, serviços mais disciplinares que os de um cárcere ou de um quartel… A sua tranquilidade (bem tão alto que Deus com ela recompensa os santos) onde está, meu Jacinto?

Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo pão ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro!

Eça de Queiroz

Vocabulário:

Escanifrado – magro, enfraquecido

Unto – gordura

Chinós – cabeleira postiça, peruca

Texto III

Este grafite está estampado ali5 no Parque dos Patins6, um lugar muito frequentado pelo público infantil, na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio. Veja só7. É uma mulher fantasiada8, com um fuzil atravessado nas costas, uma metralhadora na mão esquerda e uma pistola na direita. Lá no fundo, dá para ver o morro do Corcovado e o Cristo Redentor. Deve haver quem ache que é arte de rua. A coluna acha um horror. É apenas mais um retrato que emporcalha a paisagem carioca. Com todo respeito.

GOIS, Anselmo. O Globo, 29 jun. 2010.

Quanto à construção linguística do texto II e à legenda do texto III, pode-se afirmar que:

A) a progressão das ideias nos dois textos se efetiva por um narrador de 1ª pessoa, enunciado como personagem “Jacinto” (texto II, ref. 2) e um narrador de 3ª pessoa referido de modo genérico como uma “coluna” de jornal (texto III).

B) a interlocução se apresenta diferentemente nos dois textos: como um substantivo “Jacinto” (texto II, ref. 2) e como desinência de 3ª pessoa do singular do modo imperativo em “Veja só.” (texto III, ref. 7) em referência à pessoa com quem se fala.

C) o emprego do pronome pessoal “lhe” (texto II, ref. 3) referindo-se a “homem” aproxima o narrador do leitor; o emprego do pronome demonstrativo “este” e do advérbio “ali” (texto III, ref. 5) aproximam espacialmente o narrador da imagem destacada no grafite.

D) o uso da vírgula marca a enumeração de verbos substantivados (texto II, ref. 4); a vírgula usada na descrição da mulher fantasiada (texto III, ref. 8) encadeia a enumeração de ações simultâneas.

E) a palavra “Cidade” escrita com maiúscula (texto II, ref. 1) produz um sentido de especificidade; a expressão “Parque dos Patins” (texto III, ref. 6), com maiúsculas, nomeia um substantivo de valor irrestrito.

 

 

03. Textos Não Verbais: (UFF-RJ–2011) Reconhecido há tempos, dentro e fora do Brasil, como manifestação artística legítima e pública, o grafite vem sendo visto também como um elemento relevante do espaço urbano, pois nele realiza sucessivas intervenções.

JORNAL DO BRASIL, 26 fev. 2010.

Com base nessa ideia e no foco da matéria jornalística, é CORRETO afirmar que atualmente o grafite:

A) estimula e aprofunda o desemprego entre a população jovem urbana.

B) potencializa e provoca a revolta de grupos sociais oprimidos.

C) renova e estetiza diversos trechos da paisagem urbana.

D) fortalece e antecipa o aspecto marginal das pichações.

E) abandona e contesta valores estéticos externos à cultura nacional.

 

 

04. (UFF-RJ–2011)

Texto IV

Latas pregadas em paus

fixados na terra

fazem a casa

Os farrapos completam

a paisagem íntima

O sol atravessando as frestas

acorda o seu habitante

Depois as doze horas de trabalho

Escravo

britar pedra

acarretar pedra

britar pedra

acarretar pedra

ao sol

à chuva

britar pedra

acarretar pedra

A velhice vem cedo

Uma esteira nas noites escuras

basta para ele morrer

grato

e de fome

Agostinho Neto

Agostinho Neto, poeta angolano, combatente da luta anticolonial e primeiro Presidente da República, apresenta uma obra que se confunde com a história de seu país. Um dos seus temas é a relação penosa do homem com o seu trabalho no cotidiano, tornando assim sua arte popular e engajada. Em todas as alternativas, as obras de arte expressam uma das temáticas presentes no poema de Agostinho Neto (texto IV), EXCETO em:

A)

B)

C)

D)

E)

 

 

05. Textos Não Verbais: (PUCPR–2010) Analise as charges e indique a alternativa que contém uma afrmação FALSA.

Charge I

Charge II

Disponível em: <http://www.amarildo.com.br>. Acesso em: 21 set. 2009.

A) A temática que gerou ambas as charges é a mesma.

B) Para a compreensão das charges I e II, o leitor precisa mobilizar, de sua memória, conhecimentos sobre a existência de uma gripe em particular.

C) O enunciado da charge I, eventualmente, poderia ser usado para fazer alusão a outras doenças; bastaria, apenas, alterar detalhes da linguagem visual, especialmente no paciente.

D) Na charge I, há uma crítica ao modo como os pacientes geralmente são atendidos pelo sistema de saúde.

E) Na charge II, além do humor, há uma crítica social.

 

Exercícios sobre Gêneros Narrativos.

 

06. Textos Não Verbais: (PUCPR–2010) Leia o texto a seguir, depois analise as alternativas e indique a que for FALSA.

[…] Cânfora

Para se proteger da gripe A, algumas pessoas amarram saquinhos com cânfora no pescoço. A ação não oferece nenhuma proteção efetiva contra a nova gripe, diz a médica Ângela Maron, do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde.

“Essa medida costumava ser utilizada durante a Gripe Espanhola, pelo fato de que, naquela época, ainda vigorava a teoria miasmática, pela qual se acreditava que a transmissão dos chamados miasmas (ar corrompido) ocorria em função do mau cheiro, e a cânfora, por assim possuir um aroma melhor, combatia a transmissão”, explica.

De acordo com a médica, a proteção efetiva contra a doença só se dará de fato pela vacina que, de acordo com o Ministério da Saúde, estará disponível no Brasil no próximo ano. Para evitar a contaminação pela nova gripe, medidas básicas devem ser adotadas, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz; não compartilhar objetos de uso pessoal; cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar; manter os ambientes arejados; e evitar aglomerações.

GAZETA DO POVO, 18 set. 2009.

 

A) Mencionar o Ministério da Saúde, no último parágrafo, foi um dado desnecessário, visto que esta menção não acrescentou nada relevante à frase.

B) A citação literal das palavras de uma médica constituiu um bom recurso argumentativo, pois conferiu maior confabilidade à informação apresentada no texto.

C) Associar o nome da profissional citada à instituição que ela representa é uma forma de garantir credibilidade, portanto, funciona como argumento de autoridade.

D) A explicação do termo miasmas, entre parênteses, revela a preocupação do autor com a clareza do texto para seus leitores.

E) O autor do texto optou pela forma verbal explica para se referir ao enunciado da médica. A escolha desse verbo revela a apreciação positiva do autor em relação ao conteúdo do enunciado da especialista.

 

 

07. (PUCPR–2010) Considere os seguintes textos:

Texto I

A espanhola — Faça o favor de dizer ao diretor que estou às suas ordens.

Funcionário da Saúde — Mas creio que não há mais lugar.

A espanhola — Mas como não, se o diretor Seibi me disse que eu aqui teria uma colocação segura. Isto é um embuste!

A GAZETA DE NOTÍCIAS, 29 set. 1918. p. 1. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v12n1/06.pdf>.

 

Texto II

Disponível em:<http://www.ujsceara.blogspot. com/2009_04_01_archive.html>.

Analise as seguintes asserções sobre os textos:

I. Ambos são charges por apresentarem mazelas sociais de expressão datada, representando de forma crítica aspectos e celebridades do mundo da política e da saúde pública.

II. A charge tende a “morrer” com a notícia, mas é interessante como documento histórico.

III. Os textos retratam gripes pandêmicas na história do mundo e sua relação com o contexto sociopolítico brasileiro.

IV. O texto I alude ao costume da indicação de pessoas de confiança para cargos no funcionalismo público.

V. O texto II ironiza o slogan (cartaz fxado na porta) do atual governo brasileiro ao mesmo tempo em que alude a outra doença epidêmica – a dengue.

VI. O nível de linguagem do texto I retrata a formalidade da modalidade oral da língua, já superada atualmente para esses contextos socio comunicativos, conforme se verifica no texto II.

 

A) As assertivas I e VI estão incorretas.

B) As assertivas II e VI estão incorretas.

C) Todas as assertivas estão corretas.

D) Apenas as assertivas I, II, III e IV estão corretas.

E) As assertivas I, III, IV e V e VI estão corretas.

 

 

08. Textos Não Verbais: (Enem–2010)

Texto I

Textos Não Verbais

Disponível em: <http://portal.saude.gov.br>. Acesso em: 03 set. 2010.

 

Texto II

Disponível em: http://www.dukechargista.com.br. Acesso em: 03 set. 2010.

Todo texto apresenta uma intenção, da qual derivam as escolhas linguísticas que o compõem. O texto da campanha publicitária e o da charge apresentam, respectivamente, composição textual pautada por uma estratégia:

A) expositiva, porque informa deteminado assunto de modo isento; e interativa, porque apresenta intercâmbio verbal entre duas personagens.

B) descritiva, pois descreve ações necessárias ao combate à dengue; e narrativa, pois um dos personagens conta um fato, um acontecimento.

C) injuntiva, uma vez que, por meio do cartaz, diz como se deve combater a dengue; e dialogal, porque estabelece uma interação oral.

D) narrativa, visto que apresenta relato de ações a serem realizadas; e descritiva, pois uma das personagens descreve a ação realizada.

E) persuasiva, com o propósito de convencer o interlocutor a combater a dengue; e dialogal, pois há a interação oral entre as personagens.

 

 

09. Textos Não Verbais: (ENEM) Em uma conversa, corre-se o risco de atribuir um significado inadequado a um termo ou expressão, e isso pode levar a resultados inesperados, gerando humor. IDENTIFIQUE a tirinha em que ocorre esse processo.

A)

B)

Textos Não Verbais

C)

D)

E)

3

 

🔵 >>> Confira nossa lista com todos os exercícios de Português.

 

Gabarito com as respostas das atividades de Português sobre Textos Não Verbais:

01. C; 02. B; 03. C; 04. B; 05. D; 06. A; 07. A; 08. E; 09. D

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