Lista de Exercícios sobre os Gêneros Literários 1 Ano Ensino Médio

01. Gêneros Literários 1 Ano Ensino Médio: (PUC Minas) Um dos poemas de Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade, tem como título “Elegia do Rei de Sião”. Elegia é”:

A) um poema lírico que exprime os grandes sentimentos humanos.

B) um poema lírico cujo tom é quase sempre terno e triste.

C) uma composição curta, engenhosa e galante.

D) um canto ou poema relativo ao casamento.

 

 

02. (UFOP-MG) A partir da leitura de Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, é CORRETO afirmar que:

A) trata-se de um texto exclusivamente narrativo, uma vez que traz o relato dos episódios de uma viagem da personagem Severino do sertão até o mar.

B) trata-se de um texto exclusivamente dramático, uma vez que é composto de falas das personagens, além de comportar rubricas com marcações cênicas bastante nítidas.

C) trata-se de um texto exclusivamente lírico, uma vez que apresenta o discurso individual de Severino, que fala de si todo o tempo.

D) trata-se de um texto cuja classificação é de tragédia pura e simples.

E) trata-se de um texto cujo gênero é múltiplo, por não se prender exclusivamente a nenhum.

 

 

03. (UFU-MG) Assinale a alternativa INCORRETA a propósito de gêneros literários.

A) Em poemas líricos, o tempo verbal será sempre expresso em presente do indicativo, visto que o tempo pretérito é marca exclusiva do gênero épico-narrativo, conforme ocorre nos seguintes versos: “Nem fora muito, / Se a dor cruenta, / Que me atormenta, / Não fosse assídua / Em seu rigor”.

B) Em um texto dominantemente lírico, existe pouco ou nenhum distanciamento entre o sujeito poético que emite a mensagem literária e o objeto a propósito do qual esse “eu” se expressa, conforme ilustram os seguintes versos: “Noite mais negra / Minha alma enluta /; Maior tormenta / cá dentro luta”.

C) Um poema lírico pode absorver características de um texto dramático, tendo em vista que não existe pureza de gênero literário. Os versos transcritos a seguir comprovam tal afirmação: “Ó maninha, ó maninha, / Tu não estavas comigo!…” “– Estavas?…”.

D) Um poema lírico com traços épico-narrativos apresenta personagens-símbolos, não tão bem delineadas como na prosa literária, que, na verdade, constituem-se em metáforas de sentimentos do “eu” poético, como neste verso: “João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número”.

 

 

04. (Enem-2009)

“Gênero dramático é aquele em que o artista usa como intermediária entre si e o público a representação. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária destinada à apresentação por atores em um palco, atuando e dialogando entre si. O texto dramático é complementado pela atuação dos atores no espetáculo teatral e possui uma estrutura específica, caracterizada: 1) pela presença de personagens que devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela ação dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens encadeadas à unidade do efeito e segundo uma ordem composta de exposição, conflito, complicação, clímax e desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o conjunto de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que se situa a ação; 4) pelo tema, ou seja, a ideia que o autor (dramaturgo) deseja expor, ou sua interpretação real por meio da representação.”

COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973 (Adaptação).

Considerando o texto e analisando os elementos que constituem um espetáculo teatral, conclui-se que:

A) a criação do espetáculo teatral apresenta-se como um fenômeno de ordem individual, pois não é possível sua concepção de forma coletiva.

B) o cenário onde se desenrola a ação cênica é concebido e construído pelo cenógrafo de modo autônomo e independente do tema da peça e do trabalho interpretativo dos atores.

C) o texto cênico pode originar-se dos mais variados gêneros textuais, como contos, lendas, romances, poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos textuais, entre outros.

D) o corpo do ator na cena tem pouca importância na comunicação teatral, visto que o mais importante é a expressão verbal, base da comunicação cênica em toda a trajetória do teatro até os dias atuais.

E) a iluminação e o som de um espetáculo cênico independem do processo de produção / recepção do espetáculo teatral, já que se trata de linguagens artísticas diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral.

 

 

05. Gêneros Literários 1 Ano Ensino Médio: (UFRGS) O gênero dramático, entre outros aspectos, apresenta como característica essencial:

A) a presença de um narrador.

B) a estrutura dialógica.

C) o extravasamento lírico.

D) a musicalidade.

E) o descritivismo.

 

Exercícios Substantivos 1 Ano Ensino Médio com Gabarito.

 

06. Gêneros Literários 1 Ano Ensino Médio: (UFSM-RS) Assinale a alternativa INCORRETA.

A) O soneto é uma das formas poéticas mais consagradas na literatura ocidental.

B) O gênero lírico, única base da poesia, é o mais importante dos gêneros literários.

C) Os temas líricos giram em torno da expressão de sentimentos do eu poético.

D) O lirismo recebe tratamento que varia conforme a proposta artística de cada escola.

E) O realismo pode ser visto sob um duplo aspecto: como estilo de época e como expressão artística do real.

 

 

(UNESP-SP–2010)

Instrução: As questões de números 06 e 07 tomam por base o seguinte fragmento de um livro do conhecido diretor dramático e teórico da dramaturgia Martin Esslin (1918-2002):

“Mas a diferença mais essencial entre o palco e os três veículos de natureza mecânica reside em outro ponto: a câmera e o microfone são extensões do diretor, de seus olhos e ouvidos, permitindo-lhe escolher seu ponto de vista (ou seu ângulo de audição) e transportar para eles a platéia por meio de variações de planos, que podem englobar toda uma cena ou fechar-se sobre um único ponto, ou cortando, segundo sua vontade, de um local para outro. Se um personagem está olhando para a mão de outro, o diretor pode forçar o público a olhá-la também, cortando para um close-up da mesma. Nos veículos mecânicos, o poder do diretor sobre o ponto de vista da platéia é total. No palco, onde a moldura que encerra o quadro é sempre a mesma, cada integrante individual da platéia tem a liberdade de olhar para aquela mão, ou para qualquer outro lugar; na verdade, no teatro cada membro da platéia escolhe seus próprios ângulos de câmera e, desse modo, executa pessoalmente o trabalho que o diretor avoca para si no cinema e na televisão bem como, mutatis mutandis, no rádio. Essa diferença, ainda uma vez, oferece ao teatro vantagens e desvantagens. No palco, o diretor pode não conseguir focalizar a atenção da platéia na ação que deseja sublinhar; no cinema, isso jamais pode acontecer. Por outro lado, a complexa e sutil orquestração de uma cena que envolve muitos personagens (uma característica de Tchekov no teatro) torna-se incomparavelmente mais difícil no cinema e na televisão. A sensação de complexidade, de que há mais coisas acontecendo naquele momento do que pode ser apreendido com um único olhar, a riqueza de um intrincado contraponto de contrastes humanos será inevitavelmente reduzida em um veículo que nitidamente guia o olho do espectador, ao invés de permitir que ele caminhe livremente pela cena.”

ESSLIN, Martin. Uma anatomia do drama. Tradução de Barbara Heliodora. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.

 

07. Assinale a alternativa cujo enunciado NÃO contraria a argumentação apresentada no fragmento de texto de Martin Esslin.

A) O fato de a arte teatral ser apresentada no palco ante os espectadores a torna inferior em termos de comunicação às demais artes.

B) Os recursos tecnológicos do cinema permitem-lhe ser uma arte mais completa e perfeita que as demais.

C) Tudo o que passa na televisão não constitui arte, pois se trata de um veículo de comunicação de massa.

D) Um diretor cinematográfico tem maior poder e competência que um diretor teatral.

E) As diferenças de recursos técnicos específicos e de forma de apresentação podem implicar vantagens ou desvantagens ao teatro em relação ao cinema.

 

 

08. No palco, o diretor pode não conseguir focalizar a atenção da plateia na ação que deseja sublinhar; no cinema, isso jamais pode acontecer.

Sempre levando em consideração todo o contexto, assinale a alternativa que encerra o mesmo argumento presente nas frases que constituem o período anterior.

A) O diretor de teatro impõe à plateia o seu ponto de vista; no cinema, isso jamais pode acontecer.

B) No teatro o espectador olha para onde quer; no cinema, também pode olhar para qualquer ponto do que está na tela.

C) No teatro, a atenção da plateia nem sempre vai para onde o diretor deseja; no cinema, o foco da atenção é sempre previamente escolhido pelo diretor.

D) O diretor de teatro pode perder a atenção da plateia para certos pormenores, enquanto o diretor de cinema, por não estar presente, não faz ideia de como os espectadores reagirão.

E) No palco, o diretor pode não conseguir dirigir a atenção da plateia para a ação que deseja sublinhar; no cinema, essa condução da atenção também jamais pode acontecer.

 

 

09. (Unicamp-SP–2010) O poeta Vinicius de Moraes, apesar de modernista, explorou formas clássicas como o soneto seguinte, em versos alexandrinos (12 sílabas) rimados:

Soneto da intimidade

Nas tardes de fazenda há muito azul demais.

Eu saio às vezes, sigo pelo pasto, agora

Mastigando um capim, o peito nu de fora

No pijama irreal de há três anos atrás.

Desço o rio no vau dos pequenos canais

Para ir beber na fonte a água fria e sonora

E se encontro no mato o rubro de uma amora

Vou cuspindo-lhe o sangue em torno dos currais.

Fico ali respirando o cheiro bom do estrume

Entre as vacas e os bois que me olham sem ciúme

E quando por acaso uma mijada ferve

Seguida de um olhar não sem malícia e verve

Nós todos, animais, sem comoção nenhuma

Mijamos em comum numa festa de espuma.

MORAES, Vinicius de. Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 86.

A) Essa forma clássica tradicionalmente exigiu tema e linguagem elevados. O “Soneto da intimidade” atende a essa exigência? JUSTIFIQUE.

B) Como os quartetos anunciam a identificação do eu lírico com os animais? Como os tercetos a confirmam?

 

 

10. Gêneros Literários 1 Ano Ensino Médio: (UFU-MG) Leia o texto a seguir.

Poema tirado de uma notícia de jornal

Manuel Bandeira

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no

[morro da Babilônia num barracão sem número.

Uma noite ele chegou no bar Vinte de novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu

[afogado.

Marque a alternativa INCORRETA.

A) A poesia na década de 1920 apresenta uma matéria nova e chocante, cujo caráter jornalístico e prosaico marca o deslocamento da noção de poético. O aproveitamento da matéria jornalística implica a mescla de gêneros.

B) O poema é marca da irreverência modernista, pois difere da língua culta, ao inserir, no texto, a fala coloquial e escrever do jeito que o brasileiro falava. Esse procedimento contraria a visão parnasiano / simbolista da poesia.

C) Ainda que o texto de Manuel Bandeira tenha o título de “Poema tirado de uma notícia de jornal”, não se pode afirmar que ele seja representante do gênero lírico, porque as marcas do gênero lírico não aparecem no texto.

D) A lírica modernista abre-se para a experiência do homem na cidade moderna. Bandeira cultiva esse “gosto do cotidiano” e confere um tratamento pessoal às conquistas modernistas. O poeta percebe o fato cotidiano com intensidade criadora.

 

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Gabarito com as respostas das questões de Língua Portuguesa sobre os Gêneros Literários 1 Ano Ensino Médio:

01. B;

02. E;

03. A;

04. C;

05. B;

06. B;

07. E;

08. C;

 

09. A) Não, a forma é clássica, mas o tema e a linguagem são bastante prosaicos. O título do soneto sugere um assunto elevado, como se o eu lírico quisesse revelar seus sentimentos e pensamentos mais íntimos num nível de linguagem e estilo condizentes, solenes. Mesmo a cena de abertura do eu caminhando pelos campos lembra os tradicionais poemas meditativos, em que o poeta se ocupa da contemplação da paisagem, entregando-se a altas ou sublimes reflexões em sintonia com seus sentimentos mais íntimos. No entanto, a “intimidade” que ele, por fim, revela ao leitor é das mais banais: a cumplicidade da “mijada” (atente-se ao nível vulgar dos termos) em comum numa festa de espuma que iguala o poeta (e o homem em geral) aos demais animais. Esse rebaixamento produz o humor presente no soneto. Nesse humor ou ironia está o traço de modernidade do poema, que entra em dissonância com a solenidade da forma clássica. Ainda em termos de linguagem, pode-se destacar como o eu, buscando enfatizar a beleza do cenário natural, acaba recorrendo, também de forma irônica, a um vício de linguagem: a redundância ou o pleonasmo em “muito azul demais ‘e’ o peito nu de fora” – que, embora empregado em uma situação de fala mais informal, seria inaceitável num texto escrito tão elaborado quanto um poema (ainda mais um soneto clássico!).

B) Nos quartetos, essa identificação é preparada pelos gestos ou ações do eu lírico, que lembram o comportamento típico dos bois: ele segue, de peito nu, pelo pasto, agora mastigando capim (1ª. estrofe) e desce no vau de um rio para beber a água na fonte (2ª. estrofe). Já nos tercetos, essa identificação se confirma pelo modo como vacas e bois olham sem ciúme para o eu perto deles nos currais, pela própria cumplicidade da “mijada” em comum e, sobretudo, pelo emprego da 1ª. pessoa do plural pelo eu lírico para se referir a ele e aos bois e vacas como sendo todos animais.

 

10. C

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