A Conquista e a Colonização do Brasil Exercícios

01. A Conquista e a Colonização do Brasil: (FUVEST) Os portugueses chegaram ao território, depois denominado Brasil, em 1500, mas a administração da terra só foi organizada em 1549. Isso ocorreu porque, até então,

a) os índios ferozes trucidavam os portugueses que se aventurassem a desembarcar no litoral, impedindo assim a criação de núcleos de povoamento.
b) a Espanha, com base no Tratado de Tordesilhas, impedia a presença portuguesa nas Américas, policiando a costa com expedições bélicas.
c) as forças e atenções dos portugueses convergiam para o Oriente, onde vitórias militares garantiam relações comerciais lucrativas.
d) os franceses, aliados dos espanhóis, controlavam as tribos indígenas ao longo do litoral, bem como as feitorias da costa sul-atlântica.
e) a população de Portugal era pouco numerosa, impossibilitando o recrutamento de funcionários administrativos.


02. (FFFCMPA-RS/2008 – Modificado) Sobre a exploração do território brasileiro pelos portugueses durante o Período Pré-Colonial. São características econômicas desse período:

a) latifúndios – escravidão – monocultura – exportação.
b) servidão coletiva – policultura – subsistência – sesmarias.
c) escravidão – policultura – mercado externo – minifúndios.
d) extrativismo – escambo – mercado externo – monopólio.
e) monocultura – mercado externo – mercantilismo – escravidão.


03. A Conquista e a Colonização do Brasil: (PUC-RS) A inserção do Brasil nos quadros do antigo sistema colonial deu-se sob a égide de um tipo de mercantilismo que previa, entre seus princípios a ideia de que:

a) a ampliação dos meios de pagamento pelo acúmulo de metais preciosos ensejaria o desenvolvimento da metrópole;
b) as colônias deveriam diversificar ao máximo duas atividades econômicas para ampliar seu comércio com a metrópole;
c) as colônias deveriam operar em diversos mercados mundiais para forçarem, pela competição, abaixa geral dos preços;
d) a prosperidade econômica da metrópole e das colônias estaria assegurada, regendo-se a produção de bens pela lei da oferta e da procura;
e) as colônias deveriam complementar a economia da metrópole, abastecendo-a de matérias-primas e importando manufaturados.


04. (Unesp/2014) O comércio foi de fato o nervo da colonização do Antigo Regime, isto é, para incrementar as atividades mercantis processava-se a ocupação, povoamento e valorização das novas áreas. E aqui ressalta de novo o sentido da colonização da época Moderna; indo em curso na Europa a expansão da economia de mercado, com a mercantilização crescente dos vários setores produtivos antes à margem da circulação de mercadorias – a produção colonial era uma produção mercantil, ligada às grandes linhas do tráfico internacional.
(Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema Colonial (1777-1808), 1981. Adaptado.)

O mecanismo principal da colonização foi o comércio entre colônia e metrópole, fato que se manifesta
a) na ampliação do movimento de integração econômica europeia por meio do amplo acesso de outras potências aos mercados coloniais.
b) na ausência de preocupações capitalistas por parte dos colonos, que preferiam manter o modelo feudal e a hegemonia dos senhores de terras.
c) nas críticas das autoridades metropolitanas à persistência do escravismo, que impedia a ampliação do mercado consumidor na colônia.
d) no desinteresse metropolitano de ocupar as novas terras conquistadas, limitando-se à exploração imediatista das riquezas encontradas.
e) no condicionamento político, demográfico e econômico dos espaços coloniais, que deveriam gerar lucros para as economias metropolitanas.


05. A Conquista e a Colonização do Brasil: (UFG/2014) Analise a imagem a seguir.

mapa mercantilismo

Por mercantilismo designa-se o conjunto de ideias e práticas econômicas desenvolvidas pelos Estados Nacionais Modernos entre os séculos XV e XVIII, que marcou a relação entre as metrópoles e suas colônias.

Diante do exposto, explique como a imagem apresentada remete
a) a um princípio do mercantilismo;
b) à relação entre as metrópoles e as colônias.


06. A Conquista e a Colonização do Brasil: (UFRRJ) “… sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem. Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também. Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que, depois da nossa morte, a terra que nos nutriu também os nutrirá…”
(Registro deixado por Jean de Léry, que esteve no Rio de Jarieiro, em 1557.)

Essa citação foi uma resposta dada por um Tupinambá a um francês, depois de saber que ele vinha de terras tão longínquas a fm de buscar lenha para a extração de tintas.
a) Explique uma das principais diferenças culturais entre os portugueses e os povos que habitavam o Brasil, evidenciando a propriedade da terra.
b) Cite duas características do modelo econômico mercantilista, predominante na Europa, no período a que o texto se reporta.


07. A Conquista e a Colonização do Brasil: (FUVEST) Na engrenagem do sistema mercantilista de colonização do Brasil, fez-se opção pela mão de obra africana porque o tráfico negreiro:

a) contribuía para o apressamento indígena como negócio interno da colônia.
b) estimulava a utilização de mão de obra de fácil acesso e baixa rentabilidade econômica.
c) atendia às pressões exercidas pelos ingleses em relação à troca da produção açucareira pelo fornecimento de negros.
d) abria novo e importante setor do comércio para os mercadores metropolitanos.
e) era elemento fundamental no processo de expansão econômica do mercado interno brasileiro.


08. A Conquista e a Colonização do Brasil: (UEL/2013) Leia o texto a seguir, escrito pelo Padre Antonil em 1711. Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho corrente. E do modo como se há com eles, depende tê-los bons ou maus para o serviço. Por isso, é necessário comprar cada ano algumas peças e reparti-las pelos partidos, roças, serrarias e barcas. E porque comumente são de nações diversas, e uns mais boçais que  outros e de forças muito diferentes, se há de fazer a repartição com reparo e escolha, e não às cegas. No Brasil, costumam dizer que para o escravo são necessários PPP, a saber, pau, pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo, dado por qualquer causa pouco provada, ou levantada; e com instrumentos de muito rigor, ainda quando os crimes são certos, de que se não usa nem com os brutos animais…

(Adaptado de: ANTONIL, A. J. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. 3.ed. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1982. p.89. Coleção Reconquista do Brasil. Disponível em: <http://www.dominiopublico. gov.br/download/texto/bv000026.pdf>. Acesso em: 1 ago. 2012.)

a) Considerando o Período Colonial brasileiro, explique a afirmativa “Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho”.
b) Qual a posição assumida pelo Padre Antonil frente ao tratamento dispensado aos escravos?


09. (Unicamp/2014) Desde o início da colonização, os portugueses chamaram de tapuias os grupos indígenas que julgavam bárbaros, por seus hábitos culturais distintos dos que habitavam o litoral e por seu poder de resistência aos portugueses.

a) Contextualize historicamente os significados de Guerra Justa para os portugueses a partir do fim da Idade Média.
b) Indique duas práticas dos indígenas que os portugueses consideravam bárbaras.


10. A Conquista e a Colonização do Brasil: (UCS/2014 – Modificada) Relacione as escravidões indígena e de origem africana presentes no Brasil durante os períodos Colonial e Imperial, às características que as identificam.

Tipos de escravidões:
1. Escravidão de origem indígena
2. Escravidão de origem africana

Características:
( ) Representava um negócio pouco lucrativo e restrito à região colonial.
( ) Era um negócio extremamente lucrativo, envolvendo três continentes e vários produtos.
( ) Era combatida pela Igreja Católica, que fazia questão de se responsabilizar por esses escravos e catequizálos.
( ) Era defendida pela Igreja Católica, como uma forma de purgar os pecados desses escravos.


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Gabarito com as respostas das atividades de História do Brasil sobre A Conquista e a Colonização do Brasil:

01. c;

02. d;

03. e;

04. e;

05. a) O princípio fundamental do mercantilismo é o metalismo, que considera que a riqueza de uma nação é determinada pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que ela possui.

b) Para os defensores do mercantilismo, o comércio era a atividade que proporcionava o acúmulo de metais preciosos e, para isso, era necessária uma balança comercial favorável, ou seja, vender mais do que comprar. Uma das formas encontradas para o desenvolvimento do comércio foi o monopólio sobre determinados mercados, dessa forma, as áreas coloniais foram tratadas como “mercados exclusivos” numa relação conhecida como “Pacto Colonial” que era marcada pelo exclusivo domínio metropolitano sobre suas áreas coloniais

06. a) O contraste cultural entre índios e portugueses, ou seja, o desapego do índio à acumulação de bens e riquezas, e a sua confiança nas potencialidades da natureza e na capacidade de trabalho, em contraposição à valorização dos bens materiais e do acúmulo de riquezas por parte dos portugueses.

b) O monopólio comercial; a economia nacional controlada pelo Estado Absolutista; a valorização das atividades comerciais e dos metais preciosos; a acumulação de riquezas por uma nação; a exploração de áreas coloniais (sistema colonial).

07. d;

08. a) Os escravos são as mãos e os pés dos senhores de engenho com os trabalhos na propriedade rural, do plantio ao fabrico do açúcar. Isto é, constituem as bases fundamentais da economia colonial, além de exercerem as atividades domésticas.

b) Em relação ao tratamento dispensado aos escravos, Antonil observa que, embora seja recomendado que se empreguem os PPP, muitas vezes os castigos são mais abundantes que a vestimenta e a alimentação, ou seja, Antonil indica o desequilíbrio no tratamento dado aos escravos. Em outras palavras, recomenda aos senhores que castiguem os escravos na “medida correta”, sem exageros.

09. a) O conceito de Guerra Justa, derivado do Império Romano, era empregado em qualquer caso no qual a guerra era considerada um dever moral. A teoria da Guerra Justa teve vários teóricos, desde Cícero (Roma Antiga) até Immanuel Kant no século XVIII. O termo era usado para justificar um conflito considerado necessário, seja por ser preventivo, seja por ser contra os inimigos do poder em vigor, seja para civilizar os civilizados. Tal conceito foi empregado pelos europeus em eventos como as Cruzadas e a escravização dos indígenas da América.

b) Dos costumes indígenas na América, três, em particular, eram considerados bárbaros pelos europeus: a poligamia, a antropofagia e a resistência à catequese.

10. a

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